TERAPIAS GÊNICAS E CELULARES NA CARDIOLOGIA: O FUTURO DA MEDICINA REGENERATIVA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025820p185Palavras-chave:
Terapia gênica, Terapia celular, Células-tronco, Medicina regenerativa, Regeneração miocárdicaResumo
As doenças cardiovasculares (DCV) representam uma das principais causas de morbimortalidade global, impulsionando a busca por estratégias terapêuticas inovadoras. Nesse contexto, as terapias gênicas e celulares têm emergido como promissoras abordagens para a regeneração do tecido cardíaco, oferecendo novas perspectivas para pacientes com insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e outras condições debilitantes. A terapia celular baseia-se na utilização de células-tronco ou progenitoras para promover a regeneração do miocárdio danificado. Células-tronco mesenquimais, células derivadas da medula óssea e células progenitoras endoteliais são algumas das principais fontes estudadas, visando melhorar a função cardíaca por meio da diferenciação celular e da liberação de fatores parácrinos que estimulam a angiogênese e reduzem a inflamação. Ensaios clínicos demonstram benefícios modestos, sugerindo a necessidade de aprimoramento na retenção e integração celular ao tecido-alvo. Já a terapia gênica busca modificar a expressão de genes envolvidos na homeostase cardíaca, utilizando vetores virais ou não virais para introduzir material genético no coração. Estratégias incluem a entrega de fatores de crescimento, como VEGF e FGF, para promover a revascularização, ou a modulação de genes que regulam a apoptose e a contratilidade miocárdica. Avanços recentes na tecnologia CRISPR-Cas9 também possibilitam a correção de mutações associadas a cardiomiopatias hereditárias, ampliando o potencial terapêutico dessa abordagem. Apesar dos avanços, desafios persistem, como a segurança na manipulação genética, o risco de resposta imunológica adversa e a eficácia limitada da integração celular no tecido cardíaco. A combinação de terapia gênica com terapia celular tem sido explorada como estratégia sinérgica para superar essas limitações. O futuro das terapias gênicas e celulares na cardiologia regenerativa depende de pesquisas que aprimorem a especificidade e a durabilidade dos efeitos terapêuticos. O desenvolvimento de biomateriais para melhorar a retenção celular e novas abordagens de edição gênica pode revolucionar o tratamento das doenças cardiovasculares, oferecendo esperança para milhões de pacientes no mundo.

