RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDÍACA E SUAS APLICAÇÕES NAS CARDIOMIOPATIAS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025820p676Palavras-chave:
Ressonância magnética, Cardiomiopatias, Imagem cardíaca, Diagnóstico cardiovascular, Fibrose miocárdicaResumo
A ressonância magnética cardíaca (RMC) tem emergido como uma ferramenta fundamental na avaliação e diagnóstico de cardiomiopatias. Este método de imagem não invasivo oferece uma visualização detalhada da anatomia e função cardíaca, permitindo a identificação de anomalias estruturais e funcionais que são cruciais para o manejo clínico. A RMC é particularmente valiosa na diferenciação entre diferentes tipos de cardiomiopatias, como a cardiomiopatia hipertrófica, dilatada e restritiva, proporcionando informações sobre a morfologia do ventrículo, a presença de fibrose miocárdica e a função diastólica. Um dos principais benefícios da RMC é sua capacidade de quantificar volumes ventriculares, frações de ejeção e a massa miocárdica, além de permitir a avaliação da perfusão miocárdica e a presença de edema. Essas características são essenciais para a estratificação de risco e o planejamento de intervenções terapêuticas. Além disso, a RMC é especialmente útil em populações específicas, como pacientes com cardiomiopatias hereditárias, onde a avaliação precisa pode guiar decisões sobre triagem familiar e monitoramento. A técnica de mapeamento T1 e T2, disponível na RMC, é uma inovação que permite a detecção precoce de fibrose e inflamação, alterando a abordagem diagnóstica e terapêutica. Estudos têm demonstrado que a RMC não só melhora a precisão diagnóstica, mas também tem implicações prognósticas significativas, ajudando a prever desfechos adversos em pacientes com cardiomiopatias. Em resumo, a ressonância magnética cardíaca desempenha um papel crucial na detecção e avaliação de cardiomiopatias, oferecendo informações que são vitais para o manejo clínico e prognóstico dos pacientes. A sua capacidade de fornecer uma análise abrangente da função e estrutura cardíaca a torna indispensável na prática cardiológica moderna.

