COMPÓSITOS SUSTENTÁVEIS DE POLIPROPILENO COM FIBRAS RECICLADAS ALINHADOS AOS ODS 9 E 12 DA AGENDA 2030
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250101p94Palavras-chave:
Fibras de poliéster pós-consumo, Polipropileno, Compósitos têxteis, Economia Circular (EC)Resumo
Os impactos ambientais das indústrias têxtil e da construção civil tem impulsionado a busca por soluções sustentáveis que envolvam o reaproveitamento de resíduos. Dentre os materiais com potencial de reduzir a geração de resíduos e a emissão de gases poluentes estão os compósitos poliméricos, especialmente aqueles reforçados com fibras recicladas. O uso desses materiais é uma alternativa viável e ecologicamente responsável. Sendo assim, esses materiais promovem a Economia Circular (EC) ao prolongar o ciclo de vida dos materiais e minimizar o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado. A indústria têxtil, uma das mais poluentes do mundo, gera resíduos significativos em todas as etapas de produção e consumo. Estima-se que mais de 150 bilhões de peças de vestuário sejam produzidas anualmente, consumindo grandes quantidades de água e energia, além de produzir cerca de 1,2 bilhão de toneladas de CO? e 500 mil toneladas de fibras microplásticas despejadas nos oceanos. A maior parte desses resíduos é descartada em aterros sanitários ou incinerada, e apenas 15 a 20% são reutilizados ou reciclados. O avanço do Fast Fashion intensificou esse cenário, reduzindo a vida útil das roupas e aumentando o volume de descarte no pós-consumo. Nesse contexto, a utilização de resíduos têxteis sintéticos, como o poliéster, em matrizes poliméricas como o polipropileno (PP), surge como uma alternativa promissora. O PP é amplamente utilizado na indústria devido à sua leveza, resistência, reciclabilidade e boa relação custo-benefício. O reforço com fibras têxteis recicladas pode conferir novas propriedades mecânicas ao material, além de contribuir para a redução do impacto ambiental. Tais iniciativas estão diretamente alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e à Agenda 2030.

