O IMPACTO DO ESTILO DE VIDA NO CONTROLE DA ÚLCERA VENOSA CRÔNICA: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250101p103Palavras-chave:
Úlcera venosa, Estilo de vida, Úlcera varicosaResumo
As úlceras venosas crônicas (UVC) são responsáveis pela principal causa de lesões vasculogênicas de membros inferiores, podendo atingir um índice de 80% de todas as feridas acompanhadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em geral, acometem indivíduos jovens e/ou idosos (CARDOSO, 2018).Para Silva et al. (2011), em se tratando de indivíduos com feridas crônicas, em especial as UVC, cabe ao profissional de saúde adquirir um “olhar holístico”, especializado não somente com o enfoque no cuidado da lesão, no que se refere a uma terapêutica eficaz, mas principalmente para o indivíduo, orientando-o quanto às mudanças no estilo de vida após o desenvolvimento da ferida e viabilizando a manutenção da saúde e o retorno às atividades habituais do seu cotidiano. De acordo com Gomes et al. (2011), fatores sócio demográficos como idade avançada, analfabetismo, baixa condição socioeconômica, índice de massa corporal alto, comorbidades e tratamento tópico inadequado, contribuem para o desenvolvimento e retardo da cicatrização de lesões crônicas. No Brasil, as feridas constituem um grave problema de saúde pública, devido ao grande número de doentes com alterações na integridade da pele. O elevado número de pessoas com UVC contribui para onerar o gasto público, além de interferir na qualidade de vida da população (BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002). Para Diego et al. (2012), a UVC é considerada um problema de saúde pública, dado o significante impacto social, econômico e suas características de recorrência e incapacidade, e por repercutir de forma severa na deambulação dos portadores, em virtude da dor crônica ou do desconforto. A doença afeta, assim, os hábitos de vida do portador, causando depressão, isolamento social, baixa autoestima, afastamento do trabalho ou aposentadoria e hospitalizações ou visitas ambulatoriais frequentes. Segundo Fontoura et al. (2021), a prevalência e incidência das úlceras crônicas são muito altas, principalmente no Brasil, devido à elevada quantidade de indivíduos com doenças crônicas e degenerativas, implicando uma série de consequências sociais, emocionais e psicológicas ao paciente, além dos onerosos gastos a ele e aos cofres públicos. Nesse contexto, como a doença gera alto custo e impacto social e psicológico, deve receber atenção de trabalhos e pesquisas visando quantificar a sua repercussão nos pacientes e na população.

