UM PANORAMA SOBRE O IMPACTO DA LASERTERAPIA NA MUCOSITE ORAL- REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250101p244Palavras-chave:
Mucosite oral, Laserterapia, Laser de baixa intensidade, Quimioterapia, RadioterapiaResumo
O tratamento do câncer envolve diversas abordagens, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A radioterapia pode ser aplicada de forma independente ou combinada com a cirurgia, seja antes ou depois da operação (LEIBEL, PHILLIPS, 1998). A mucosite é caracterizada por uma inflamação na mucosa oral, resultante do tratamento de câncer de cabeça e pescoço, provocada por quimioterapia e radioterapia. Clinicamente, apresenta-se como uma inflamação na mucosa, com eritema e ulceração, sendo frequentemente acompanhada de dor intensa, desconforto e comprometimento de funções orais essenciais, como deglutição, fonação e mastigação (ELAD, ZADIK, 2016). A intensidade da mucosite é influenciada por fatores como a reação individual do paciente, a amplitude da área exposta à radiação, a quantidade de energia aplicada e o período de exposição ao tratamento. À medida que a dose de radiação aumenta, o risco de desenvolver mucosite também cresce. De acordo com estudos, doses de 20Gy (2Gy/dia) podem desencadear mucosite em aproximadamente 33% dos pacientes, enquanto doses de 30Gy elevam essa porcentagem para cerca de 66%, geralmente manifestando-se entre o 7º e o 11º dia após o início da terapia (DIB, CURI, 1999). A aplicação de laser de baixa potência surge como uma abordagem terapêutica inovadora e promissora para o tratamento e reparo da mucosite oral, demonstrando resultados positivos tanto em termos de saúde quanto de funcionalidade. Além disso, essa modalidade pode ser empregada como medida preventiva, contribuindo para a mitigação dos sintomas e para o retardamento da manifestação das lesões. O tratamento com laser oferece uma solução terapêutica eficaz e segura, estimulando a recuperação tecidual e reduzindo o desconforto, o que consequentemente minimiza a dependência de fármacos que podem provocar reações adversas indesejáveis (FERREIRA CES, et al.,2023). A terapia com laser de baixa intensidade é aplicada de maneiras distintas, com variações significativas em termos de espectro de onda, intensidade energética e período de exposição (ZECHA et al.,2016).

