SORORIDADE SELETIVA E EXCLUSÃO VELADA: DESAFIOS INTERSECCIONAIS DE MULHERES EMPRESÁRIAS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.202500170p125Palavras-chave:
Sororidade seletiva, Interseccionalidade, EmpresáriasResumo
Este artigo investiga como a sororidade seletiva e a exclusão simbólica se manifestam nas interações entre mulheres empresárias, problematizando tensões entre discursos de apoio mútuo e práticas que reproduzem desigualdades dentro de redes de empreendedorismo feminino. Inserido no campo interdisciplinar dos estudos de gênero, ciências sociais aplicadas e estudos organizacionais, o estudo analisa como marcadores sociais — como raça, classe, estética, geração, maternidade e capital social — moldam dinâmicas de pertencimento, acolhimento condicionado e hierarquização entre mulheres, revelando limites da ideia de uma sororidade universal e homogênea. A fundamentação teórica articula a interseccionalidade de Crenshaw (1989) e as críticas de Hooks (1989; 2019) ao feminismo excludente, dialogando com as contribuições de Collins, Hirata (2014) e Piscitelli (2008), além da teoria da complexidade de Morin (2000), que sustenta a necessidade de religar saberes para compreender fenômenos sociais multifacetados. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa quali-quanti, com predominância qualitativa, que utiliza análise de conteúdo (Bardin, 2016) para investigar sentidos manifestos e latentes nas narrativas. A coleta de dados envolve pesquisa bibliográfica e a realização de um grupo focal com mais de 20 empresárias do Clube das Empresárias, registrado em áudio, vídeo e notas de campo, empregando roteiro semiestruturado composto por perguntas abertas e itens em escala Likert.

