MULHERES TRANSSEXUAIS E TRAVESTIS PÕEM A CARA NO SOL: CALEIDÓSCOPIO DA SEXUALIDADE NO CAMPO
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260255p77Palavras-chave:
Mulheres, Rural, TravestiResumo
O estudo analisa as contribuições das mulheres transexuais e travestis em espaços rurais/campo, evidenciando uma reflexão conceitual sobre sexualidade, aspectos socioculturais, diferenças e desigualdade com interpretação de textos, falas e interações. O objetivo deste trabalho é justamente contribuir para práticas na sociedade em que promovam um convívio saudável e respeitoso com essa parcela da população brasileira, por vezes, invisibilizada duas vezes mais; em primeiro lugar por não se sentirem adequadas ao gênero que receberam no nascimento e em segundo, são estigmatizadas “pelo preconceito de lugar” (por morarem em espaços rurais). Além de verificar as dificuldades enfrentadas por essas mulheres transexuais e travestis a partir de contextos diversos, em especial a (con)vivência no campo enquanto território onde as mesmas demonstram representatividade no mercado de trabalho – trabalhando na agricultura de subsistência, buscar ampliar o debate sobre a transexualidade, especialmente, acerca da utilização do nome social, e refletir sobre os estereótipos, os preconceitos e as discriminações vivenciadas constantemente por essas mulheres. A pesquisa assume caráter bibliográfico, qualitativo, adotando a prática social com base nas histórias de vida de três mulheres transexuais/travesti residente na zona rural de Canguaretama – RN. Para reflexão aqui apresentada, subsidio-me da escrita e reescrita de autores como AZEVEDO (2020), FREIRE (1996), JOSSO (1987), GIL (1995) entre outros, para análise conceitual e de interesse pela temática. Os dados obtidos apontam para a necessidade de maior reconhecimento e de ampliação ao acesso de políticas públicas voltadas para mulheres transexuais/travesti em espaços rurais nos municípios do nosso país, como forma de garantir a cidadania plena, àquelas que colocam a “cara no sol” todos os dias.

