A COR DA PELE NÃO É RÓTULO: MEMÓRIA E PERTENCIMENTO NA REPRESENTAÇÃO DOS CORPOS NEGROS NA OBRA DE PYETRO HENRIQUE

Autores

  • Milene Silva de Sá Correa

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260316p29

Palavras-chave:

identidade negra, representação artística, memória cultural, pertencimento, arte contemporânea

Resumo

Este artigo analisa a representação dos corpos negros na produção artística de Pyetro Henrique Gazola Cassemiro, estudante da EE João Rodrigues Fernandes, em Auriflama (SP), problematizando a cor da pele como marcador social historicamente associado à marginalização e ressignificando-a como território simbólico de memória, história e pertencimento. A partir de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e analítico-interpretativo, o estudo examina três obras produzidas em grafite sobre papel, investigando elementos formais como composição, enquadramento, textura, gradação tonal e centralidade do olhar articulados às dimensões simbólicas da identidade negra. Fundamentado nas reflexões de Fanon (2008), Hall (2006), hooks (2019), Mbembe (2018) e Almeida (2019), o trabalho sustenta que a obra analisada constitui uma prática estética de resistência, deslocando o corpo negro da condição de invisibilidade histórica para a afirmação como sujeito narrativo e agente de enunciação. Conclui-se que a produção amplia o debate contemporâneo sobre arte e identidade, reafirmando a cor da pele não como rótulo classificatório, mas como expressão de memória coletiva, ancestralidade e construção histórica de pertencimento.

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Publicado

2026-02-27

Como Citar

Correa, M. S. de S. . (2026). A COR DA PELE NÃO É RÓTULO: MEMÓRIA E PERTENCIMENTO NA REPRESENTAÇÃO DOS CORPOS NEGROS NA OBRA DE PYETRO HENRIQUE . Epitaya E-Books, 1(125), 29-39. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260316p29

Edição

Seção

Capítulo de Livro