INTEGRAÇÃO DA SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260316p73Palavras-chave:
SAÚDE MENTAL, ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE, SUSResumo
A integração da saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) constitui uma das principais estratégias para ampliar o acesso, reduzir o estigma e qualificar o cuidado em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). A APS, por sua capilaridade territorial, vínculo e longitudinalidade, é o espaço privilegiado para a identificação precoce de transtornos mentais, acompanhamento de casos crônicos, prevenção de agravos e promoção de bem-estar psicossocial.
Nesse contexto, usuários com sofrimento mental leve e moderado, bem como pessoas com transtornos mentais graves em acompanhamento compartilhado com serviços especializados, podem se beneficiar de uma abordagem integral, centrada na pessoa, na família e na comunidade. Historicamente, o cuidado em saúde mental foi ofertado de forma fragmentada, centrado no modelo hospitalocêntrico e afastado do território de vida dos usuários.
A Reforma Psiquiátrica brasileira e a consolidação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) redirecionaram o cuidado para serviços comunitários, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

