MEMÓRIAS ANCESTRAIS QUE EDUCAM: NARRATIVAS DE PESSOAS IDOSAS QUILOMBOLAS E A UNIVERSIDADE COMO ESPAÇO DE ESCUTA, DIÁLOGO E COMPROMISSO SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260361p45Palavras-chave:
Educação de pessoas idosas, Memória, Quilombos, Extensão universitária, IntergeracionalidadeResumo
Este artigo reflexivo toma como ponto de partida um plano de trabalho não executado, concebido no âmbito da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), com foco na valorização das memórias de pessoas idosas quilombolas. A partir desse projeto, propõe-se uma reflexão teórico-política e pedagógica sobre educação ao longo da vida, envelhecimento humano, memória, ancestralidade e intergeracionalidade, articulando extensão universitária, educação popular e gerontagogia. Argumenta-se que, mesmo não implementado, o projeto revela potenciais formativos, epistemológicos e políticos que evidenciam o papel da universidade pública na escuta de saberes tradicionais, no enfrentamento do apagamento histórico e na construção de práticas educativas comprometidas com justiça social, diversidade cultural e dignidade na velhice.

