O PAPEL DOS PSICÓLOGOS NOS CUIDADOS PALIATIVOS: UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR E HOLÍSTICA PARA O ALÍVIO DO SOFRIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260378p39Palavras-chave:
Bioética, Psicologia, Cuidados paliativosResumo
Os cuidados paliativos configuram-se como uma abordagem assistencial voltada à promoção da qualidade de vida de pacientes com doenças ameaçadoras da vida e de seus familiares, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento. Reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990, esses cuidados enfatizam uma assistência integral que contempla dimensões físicas, psicológicas, sociais e espirituais. Nesse contexto, a atuação do psicólogo destaca-se como fundamental, especialmente no acompanhamento de pacientes em fase terminal, contribuindo para o enfrentamento do adoecimento, da finitude e das repercussões emocionais associadas a esse processo.Este artigo tem como objetivo analisar e discutir a atuação do psicólogo nos cuidados paliativos, enfatizando a importância de uma abordagem holística e multidisciplinar no atendimento a pacientes em estados terminais, bem como o impacto desse trabalho no suporte emocional aos familiares.
A relevância deste estudo fundamenta-se na necessidade de compreender o papel do psicólogo na promoção do bem-estar emocional e na humanização da assistência em cuidados paliativos. Ao ultrapassar o enfoque exclusivamente biológico, o acompanhamento psicológico contribui para a adaptação do paciente à realidade da doença, para a redução do sofrimento psíquico e para o fortalecimento da autonomia e da dignidade humana. Além disso, torna-se essencial considerar os aspectos bioéticos, culturais e sociais que permeiam as decisões no fim da vida, reforçando a importância de práticas sensíveis às singularidades de cada indivíduo.

