ECG NA DOR TORÁCICA DA EMERGÊNCIA: PADRÕES QUE NÃO PODEM PASSAR DESPERCEBIDOS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1333Palavras-chave:
dor torácica, eletrocardiograma, emergência, síndrome coronariana aguda, estratificação de riscoResumo
O eletrocardiograma permanece como exame central na avaliação inicial da dor torácica na emergência. Seu papel, porém, vai muito além da identificação do supradesnivelamento clássico do segmento ST. As diretrizes contemporâneas de dor torácica e síndrome coronariana aguda reforçam que o ECG deve ser realizado e interpretado precocemente, e repetido quando a suspeita clínica persiste, justamente porque diversos padrões de alto risco podem anunciar oclusão coronária aguda, isquemia extensa ou instabilidade elétrica sem o desenho convencional do infarto agudo do miocárdio com supra. Na prática, muitos dos erros mais graves da porta de entrada não decorrem de desconhecimento do IAMCSST clássico, mas da subvalorização de traçados que exigem a mesma urgência clínica, ou quase a mesma, como o padrão de de Winter, a síndrome de Wellens, o infradesnivelamento difuso do ST com supradesnivelamento em aVR, o infarto posterior, o bloqueio de ramo esquerdo com critérios de Sgarbossa e determinadas bradiarritmias ou distúrbios de condução em contexto isquêmico. Reconhecer esses padrões modifica estratificação, reduz atraso de reperfusão e evita alta inadequada de pacientes graves. Este capítulo revisa os principais padrões eletrocardiográficos que não podem ser negligenciados na emergência, integrando diretrizes recentes e exemplos ilustrativos de ECG para destacar o que realmente precisa ser reconhecido pelo médico da linha de frente.

