TECNOLOGIA ASSISTIVA E INCLUSÃO SOCIAL NO CONTEXTO BRASILEIRO: REVISÃO NARRATIVA SOBRE APLICAÇÕES, BARREIRAS E PERSPECTIVAS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260538p37Palavras-chave:
Tecnologia assistiva, Inclusão social, Acessibilidade, Pessoas com deficiência, Inteligência artificialResumo
Este artigo teve como objetivo analisar como a literatura acadêmica relacionada ao contexto brasileiro aborda o papel da Tecnologia Assistiva (TA) na promoção da inclusão social de pessoas com deficiência. Realizou-se uma revisão narrativa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, com buscas no Portal de Periódicos CAPES, na SciELO, na Brapci e no Google Acadêmico, mediante combinações de descritores relacionados a tecnologia assistiva, inclusão social, acessibilidade, educação inclusiva, inteligência artificial e diferentes condições de deficiência. A síntese temática foi organizada em cinco eixos: uso educacional da TA e inclusão escolar; acessibilidade digital; saúde e atividades de vida diária; políticas públicas e financiamento; e inteligência artificial aplicada à acessibilidade. Os estudos analisados associaram a TA à ampliação da comunicação, da aprendizagem, da permanência educacional, da mobilidade, do acesso à informação, da autonomia e da participação em atividades socialmente relevantes. Entretanto, sua efetividade mostrou-se dependente de fatores que extrapolam a disponibilidade do recurso, incluindo formação profissional, infraestrutura, conectividade, incorporação da acessibilidade ao design, suporte institucional, participação dos usuários e continuidade de políticas e financiamento. A literatura também evidenciou que inovação tecnológica não equivale automaticamente à inclusão, especialmente diante de barreiras de usabilidade, privacidade, escalabilidade e desigualdade de acesso. Concluiu-se que a TA deve ser compreendida como mediação sociotécnica entre necessidades dos usuários, atividades e contextos de participação, exigindo articulação entre desenvolvimento tecnológico, formação, avaliação centrada na experiência e políticas públicas sustentáveis.

