A “EDUCAÇÃO POPULAR” NA CONDIÇÃO DE INTERFACE ENTRE O ETHOS DA “PERIFERIA SEGREGADA” E SEUS POSSÍVEIS REFLEXOS NOS PROCESSOS FORMAIS DE ENSINO-APRENDIZAGEM - DE HIPÓTESE PLAUSÍVEL A CONSTAÇÃO FACTÍVEL BALIZADA EM ESTUDO DE CASO PARADIGMÁTICO JUNTO AO "RED
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250101p24Palavras-chave:
Déficits semasiológicos, Estruturas socioeconômico-cultural excludentes, Bens patrimoniais materiais e imateriaisResumo
De um modo geral, os educandos de origem periférica apresentam déficits semasiológicos e óbices na aprendizagem formal, muitas das vezes externando arquétipos indisciplinados e hostis em relação à instituição, aos seus pares, e aos profissionais da Educação. Em tese, a escola no modelo “Liberal Tradicional” investiu-se de uma “missão” moral e reprodutivista, mantenedora do status quo tradicional, conservador e reacionário. A partir da segunda metade do século XX, vários pesquisadores sobre questões inerentes à educação e ao aprendizado, suscitaram que o padrão socioeconômico-cultural do meio de onde procedem influenciam nas ações, atitudes e no desempenho escolar do discente. Esses aspectos predominantes, sejam na família sejam no grupo ao qual pertençam, apresentam diferenças qualitativas (“complexidade”) e quantitativas (“intensidade”) com que os diferentes fatores contextuais interagem entre si. Todavia, “a escola” fará diferença na aprendizagem do educando desde que, politicamente, haja comprometimento de a reconfigurar nas bases ideológico-pedagógicas sobre as quais essa instituição fora erigida. Assim, a educação / aprendizagem é uma prática sociocultural de amplo espectro conceitual, epistemológico e multidisciplinar o qual se dá em processos dialógicos e dialéticos.

