https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/issue/feed Epitaya E-books 2026-06-10T10:11:23-03:00 Editora Epitaya contato@epitaya.com.br Open Journal Systems <p class="p1"><span class="s1">A Epitaya E-books é uma plataforma</span> especializada em publicações acadêmicas e conta com um Comitê Editorial formado por consultores científicos reconhecidos em suas áreas de atuação.</p> <p class="p3">O que pode ser registrado na Epitaya E-books?</p> <ul class="ul1"> <li class="li3">Resultados de pesquisa;</li> <li class="li3">Revisão bibliográfica;</li> <li class="li3">Trabalho de Conclusão de Curso;</li> <li class="li3">Dissertação de Mestrado;</li> <li class="li3">Tese de Doutorado;</li> <li class="li3">Outros.</li> </ul> <p class="p1">Nosso foco é atender de maneira transparente com credibilidade para o autor antes, durante e após a publicação. Zelamos pela excelência na publicação de livros e e-books com vistas ao reconhecimento da produção técnica do autor.</p> <p class="p1">A Equipe é formada por profissionais qualificados e aptos a esclarecer as demandas durante todo o processo de publicação.</p> <p class="p1">#EpitayaEbooks</p> https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1952 Cardiologia 360° 2026-06-09T23:35:36-03:00 Claudina Mendes Horevicht contato@epitaya.com.br Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas contato@epitaya.com.br Larissa Marques Souza Horevicht contato@epitaya.com.br <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">A Cardiologia vive um dos períodos mais dinâmicos de sua história. Os avanços na compreensão dos mecanismos fisiopatológicos das doenças cardiovasculares, aliados ao desenvolvimento de novas tecnologias diagnósticas, terapias inovadoras, medicina de precisão e abordagens multidisciplinares, têm transformado profundamente a forma como prevenimos, diagnosticamos e tratamos os pacientes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">Nesse cenário de constante evolução, <strong>Cardiologia 360°</strong> surge como uma obra que busca oferecer uma visão abrangente, integrada e contemporânea da medicina cardiovascular. Reunindo especialistas de diferentes áreas de atuação, este livro apresenta temas de elevada relevância científica e clínica, contemplando desde os fundamentos fisiopatológicos das doenças cardiovasculares até as mais recentes estratégias terapêuticas e tecnológicas que moldam a prática médica atual.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">A proposta da obra está refletida em seu próprio título. A expressão <strong><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif; font-weight: normal;">360°</span></strong> simboliza uma abordagem completa da Cardiologia, permitindo ao leitor percorrer os diversos aspectos que compõem o cuidado cardiovascular moderno. Ao longo dos capítulos, são explorados temas relacionados à insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, cardiologia cardiorrenal e cardiometabólica, genética cardiovascular, cardio-oncologia, cardiologia da mulher, transplante cardíaco, doenças valvares, cardiopatias congênitas, biomarcadores, terapias emergentes e medicina de precisão, entre muitos outros assuntos de grande impacto na assistência e na pesquisa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">Mais do que uma coletânea de atualizações, esta obra propõe uma reflexão sobre a integração do conhecimento científico em benefício do paciente. Os capítulos foram elaborados com rigor acadêmico, fundamentação baseada em evidências e foco na aplicabilidade clínica, oferecendo ao leitor uma visão atualizada dos desafios e das perspectivas da Cardiologia contemporânea.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">A diversidade dos temas abordados reflete a complexidade crescente das doenças cardiovasculares e a necessidade de uma atuação cada vez mais interdisciplinar. A interação entre Cardiologia, Endocrinologia, Nefrologia, Oncologia, Genética, Medicina Materno-Fetal, Neurologia e outras áreas do conhecimento demonstra que o cuidado cardiovascular moderno exige uma compreensão ampla e conectada dos múltiplos fatores que influenciam a saúde do indivíduo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">Destinada a cardiologistas, clínicos, residentes, pesquisadores, docentes, estudantes de pós-graduação e profissionais da saúde interessados na área cardiovascular, esta obra constitui uma importante fonte de consulta, atualização e aprofundamento científico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif;">Ao reunir conhecimentos fundamentais, avanços tecnológicos e perspectivas inovadoras, <strong><span style="font-family: 'Aptos',sans-serif; font-weight: normal;">Cardiologia 360°</span></strong> convida o leitor a explorar a Cardiologia sob uma perspectiva ampla, integrada e voltada para o futuro, acompanhando as transformações que vêm redefinindo os caminhos da medicina cardiovascular no século XXI.</span></p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1851 EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: DA FARMACOLOGIA CLÁSSICA À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 2026-06-09T11:56:41-03:00 Erick Eannes Moura Bringel contato@epitaya.com.br Maria Adelina Roque Teixeira de Oliveira contato@epitaya.com.br João Vitor de Lima Martins contato@epitaya.com.br Mateus Oliveira de Almeida contato@epitaya.com.br Adriano Tomas Pataca contato@epitaya.com.br Ludmilla de Melo Ribeiro contato@epitaya.com.br Glauber Sousa Mendes Mota contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) é hoje compreendida como uma patologia de proporções epidêmicas, exercendo impacto sobre aproximadamente 1% a 2% da população em escala global. Sua natureza é heterogênea, apresentando etiologias e fenótipos que variam consideravelmente entre os pacientes. O processo patológico inicia-se com uma lesão cardíaca, que desencadeia uma série de modulações em níveis celulares, estruturais e neuro-humorais, comprometendo as funções intra e intercelulares. Como resposta adaptativa, ocorre a ativação persistente dos sistemas simpatoadrenérgico e renina-angiotensina-aldosterona, o que culmina em sobrecarga de volume, taquicardia, dispneia e uma progressiva deterioração da integridade celular. Devido à inexistência de um sinal clínico patognomônico, a IC é identificada por um quadro sintomático decorrente da falência cardíaca contínua, podendo manifestar-se de maneira aguda ou crônica. O arsenal terapêutico contemporâneo engloba desde intervenções farmacológicas e o uso de dispositivos associados até procedimentos intervencionistas e cirurgias de estágio terminal. Atualmente, a evolução das terapias busca alcançar níveis mais elevados de precisão, segurança e eficácia. Diversas investigações científicas estão em curso para explorar diferentes patogêneses e etiologias, visando oferecer ao paciente com IC um cuidado multifacetado e verdadeiramente integrado.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1852 IMPACTO DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO NA ORIGEM DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SOB A PERSPECTIVA DO EIXO CARDIORRESPIRATÓRIO 2026-06-09T12:01:57-03:00 Carlos Eduardo Silva Leão contato@epitaya.com.br André Maia de Oliveira contato@epitaya.com.br Lucas Vieira de Almeida contato@epitaya.com.br Rachel Cristine Vale da Silva contato@epitaya.com.br Maria Adelina Roque Teixeira de Oliveira contato@epitaya.com.br Messias Barbosa de Macedo contato@epitaya.com.br <p>A apneia obstrutiva do sono (AOS) se consolidou na literatura não apenas como um distúrbio do repouso, mas como uma patologia cardiovascular sistêmica de gravidade elevada. Caracterizada pela obstrução cíclica das vias aéreas superiores, a AOS desencadeia episódios de hipóxia intermitente que funcionam como um modelo de isquemia-reperfusão repetitiva. Esse fenômeno químico ativa intensamente os quimiorreceptores carotídeos, resultando em uma descarga simpática massiva e persistente que eleva a resistência vascular sistêmica mesmo durante a vigília. A relação entre a AOS e a hipertensão arterial sistêmica se configura como um eixo bidirecional, onde a gravidade respiratória exacerba os parâmetros pressóricos, tornando a AOS a causa secundária mais prevalente de hipertensão arterial resistente (HAR), atingindo cerca de 80% desta população em clínicas especializadas. Um marcador relevante dessa agressão cardiovascular é a interrupção do padrão circadiano de "imersão" ou <em>dipping</em>, no qual a pressão arterial permanece elevada durante a noite devido ao estresse simpático contínuo e aos microdespertares frequentes. Biologicamente, a AOS gera um surto de espécies reativas de oxigênio (EROs) que reduz a biodisponibilidade de óxido nítrico, promovendo rigidez arterial e inflamação sistêmica crônica. Além disso, a ativação anômala do sistema renina-angiotensina-aldosterona favorece a retenção hídrica e o deslocamento de fluidos para a região cervical durante o decúbito, o que reduz o diâmetro da via aérea e facilita o seu colapso. O diagnóstico por polissonografia permite quantificar essa severidade através do Índice de Apneia-Hipopneia (IAH), correlacionando a fragmentação do sono com o risco de eventos fatais. No campo terapêutico, o uso da pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) interrompe a cascata de estresse oxidativo e restaurando o equilíbrio autonômico e o padrão <em>dipping</em>. Estratégias complementares incluem a perda de peso, intervenções cirúrgicas e o manejo farmacológico com antagonistas de mineralocorticoides para neutralizar o excesso de aldosterona.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1854 PRECISÃO NA HIPERTENSÃO PULMONAR: DA RECONFIGURAÇÃO VASCULAR À INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA 2026-06-09T12:10:48-03:00 André Maia de Oliveira contato@epitaya.com.br Carlos Eduardo Silva Leão contato@epitaya.com.br Laiza Medeiros dos Anjos contato@epitaya.com.br Sebastião de Almeida e Silva Neto contato@epitaya.com.br Ícaro Nunes Galiaço contato@epitaya.com.br Renê Augusto Gonçalves e Silva contato@epitaya.com.br Camila Guerreiro Bentes contato@epitaya.com.br <p>A hipertensão pulmonar (HP) passa por um estágio de redefinição clínica e fisiopatológica, deixando de ser vista como uma entidade patológica isolada para ser compreendida como um estado hemodinâmico complexo e multifatorial de prognóstico reservado. A mudança recente na definição diagnóstica, que agora estabelece o limiar de pressão média da artéria pulmonar superior a 20 mmHg, aferido obrigatoriamente por cateterismo cardíaco direito, reflete a urgência em identificar precocemente o processo de remodelação vascular que impõe uma pós-carga crítica ao ventrículo direito, uma câmara de baixa reserva muscular e complacência limitada. No centro biológico dessa patologia, a disfunção endotelial atua como fator primário da transformação vascular, causando um desequilíbrio entre substâncias vasodilatadoras e antiproliferativas, como o óxido nítrico e a prostaciclina, e a superexpressão de mediadores mitogênicos e vasoconstritores, principalmente a endotelina-1. Esse cenário molecular resulta em alterações estruturais profundas nas camadas íntima, média e adventícia das arteríolas pulmonares, resultando na proliferação celular descontrolada e na formação de lesões plexiformes que obstruem o lúmen vascular. A classificação atual em cinco grupos etiológicos fundamentais garante o sucesso terapêutico, distinguindo desde a raridade da hipertensão arterial pulmonar (Grupo 1) até as formas secundárias a doenças do coração esquerdo e patologias pulmonares, que representam a maior carga epidemiológica. A evolução das estratégias farmacológicas foi marcada pela transição disruptiva da monoterapia para a terapia combinada inicial <em>upfront</em>, sustentada por evidências como as do estudo AMBITION, que demonstrou reduções de até 50% no risco de falência clínica ao combater simultaneamente múltiplas vias de sinalização. Paralelamente, o manejo do Grupo 4 (tromboembólico crônico) consolidou intervenções como a tromboendarterectomia e a angioplastia por balão como caminhos para a cura ou controle hemodinâmico. O futuro da especialidade agora aponta para a medicina de precisão, onde a manipulação da via do TGF-beta através de fármacos como o sotatercept promete não apenas reduzir sintomas, mas reverter o remodelamento estrutural, proporcionando longevidade para pacientes que antes não tinham perspectivas definitivas.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1855 ESTRATÉGIAS CLÍNICAS PARA O CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E OTIMIZAÇÃO DO MANEJO DE COMORBIDADES ASSOCIADAS 2026-06-09T12:15:26-03:00 André Rossanno Mendes Almeida contato@epitaya.com.br Henrique Nogueira Manhães contato@epitaya.com.br Rafael Rodrigues Coutinho contato@epitaya.com.br Carla Natrielli contato@epitaya.com.br Fábio Padilha de Moraes contato@epitaya.com.br Saulo Rodrigues Chaves contato@epitaya.com.br Edinelia Ferreira da Silva contato@epitaya.com.br <p>O manejo da hipertensão arterial sistêmica hoje atravessa uma fase de complexidade crescente, na qual a condição deixou de ser encarada como uma patologia isolada para ser compreendida como parte de um espectro de desordens metabólicas e inflamatórias que se potencializam. Este novo paradigma exige que as metas terapêuticas superem o controle numérico da pressão, focando na proteção de órgãos-alvo e na modulação do risco cardiovascular global, especialmente quando associada a comorbidades como diabetes, obesidade e doença renal crônica. A base fisiopatológica dessa conexão reside, em grande parte, na resistência à insulina, que desvia a sinalização endotelial para vias vasoconstritoras e promove a reabsorção renal de sódio, elevando o volume intravascular e a atividade simpática. Esse cenário é agravado por um estado de inflamação crônica de baixo grau, onde o tecido adiposo visceral secreta citocinas pró-inflamatórias que, somadas ao estresse oxidativo derivado da ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), resultam em rigidez vascular e disfunção endotelial. No campo das evidências clínicas, a escolha farmacológica evoluiu para estratégias de nefroproteção e cardioproteção agressivas. Enquanto os inibidores do SRAA se mantêm como referências por reduzirem a pressão intraglomerular através da vasodilatação da arteríola eferente, a introdução dos inibidores de SGLT2 revolucionou o tratamento ao restaurar o feedback tubuloglomerular e promover a vasoconstrição da arteríola aferente. Estudos como o SPRINT e o ACCORD refinaram os alvos pressóricos, estabelecendo a meta de 130/80 mmHg para a maioria dos pacientes de alto risco, embora a individualização permaneça importante para idosos frágeis, seguindo o princípio de iniciar doses baixas e progredir lentamente. O controle sinérgico com estatinas e intervenções no estilo de vida, como a dieta DASH e a redução do sódio, demonstram impactos comparáveis a terapias farmacológicas. Em populações específicas, como gestantes, a segurança fetal pede o uso de agentes como metildopa e labetalol, contraindicando formalmente os bloqueadores do SRAA. O futuro da gestão hipertensiva reside na medicina de precisão e na abordagem multidisciplinar, utilizando combinações fixas para superar a baixa adesão e garantir uma longevidade saudável frente à multimorbidade.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1856 INFLUÊNCIA DO DECLÍNIO HORMONAL NO RISCO CARDIOVASCULAR E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS NA MENOPAUSA 2026-06-09T12:18:57-03:00 Yanquel Bazan Antezana contato@epitaya.com.br Leandro Araujo Prudente Freire contato@epitaya.com.br Tibério José Lopes de Alencar contato@epitaya.com.br André da Cunha Silva contato@epitaya.com.br Ivy Sales de Toledo contato@epitaya.com.br Ricardo Tirapelli Tanios contato@epitaya.com.br <p>A transição para a menopausa representa um marco biológico decisivo na fisiologia feminina, transcendendo o encerramento da capacidade reprodutiva para configurar um estado de vulnerabilidade metabólica e hemodinâmica sem precedentes. Historicamente compreendida sob uma ótica puramente reprodutiva, a ciência contemporânea agora reconhece este período como um ponto de inflexão crítico na trajetória de saúde cardiovascular da mulher, onde a cessação da produção de estrogênios ovarianos desencadeia uma cascata de alterações estruturais e funcionais nos vasos e no miocárdio. O estrogênio, especificamente o 17-beta-estradiol, atua como um modulador fundamental da homeostase vascular, exercendo proteção por meio da ativação da sinalização do óxido nítrico, regulação do perfil lipídico e supressão de vias inflamatórias crônicas. Com a depleção hormonal, observa-se a desintegração desses mecanismos protetores, resultando em disfunção endotelial, aumento da rigidez arterial e uma reconfiguração metabólica que favorece a dislipidemia, a resistência à insulina e a adiposidade visceral. Evidências clínicas demonstram que o aumento da incidência de hipertensão e doença arterial coronariana após os 50 anos não é apenas um subproduto do envelhecimento cronológico, mas uma consequência direta do novo ambiente endócrino. A complexidade deste cenário exige uma abordagem de precisão, onde a terapia hormonal e o controle de fatores de risco modificáveis devem ser cuidadosamente individualizados, respeitando a oportunidade terapêutica para maximizar a longevidade com qualidade de vida. Diante da necessidade de estratégias preventivas mais eficazes, a compreensão profunda das interações entre receptores hormonais e o sistema cardiovascular torna-se essencial para orientar o diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1857 TERAPIAS EMERGENTES E ESTRATÉGIAS DE MANEJO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AVANÇADA 2026-06-09T12:38:58-03:00 Simone Silva Savero contato@epitaya.com.br Israel Lemos Barcelos Neto contato@epitaya.com.br Felipe Pereira dos Santos contato@epitaya.com.br Marcos Vinicius de Souza Martins contato@epitaya.com.br João Vitor de Lima Martins contato@epitaya.com.br Ernane Oliveira Rodrigues contato@epitaya.com.br Luís Felipe Lopes Corrêa contato@epitaya.com.br Glauber Sousa Mendes Mota contato@epitaya.com.br Camila Guerreiro Bentes contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca avançada (ICA) permanece como um dos maiores e mais complexos desafios da prática clínica contemporânea, atuando como um fator contínuo para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas disruptivas. No cenário das abordagens emergentes, ganham destaque as terapias baseadas em biologia celular, a engenharia de tecidos, o uso de exossomos e as aplicações da nanotecnologia. As terapias celulares, que utilizam desde células-tronco mesenquimais até cardiomiócitos derivados de células-tronco pluripotentes, têm como objetivo central a regeneração do tecido miocárdico lesionado e a restauração da função mecânica e elétrica do órgão. Embora ensaios clínicos demonstrem melhorias na contratilidade e na perfusão miocárdica, barreiras como a baixa taxa de retenção das células transplantadas e a imunogenicidade ainda representam desafios a serem superados pela ciência. A engenharia tecidual apresenta-se como uma alternativa robusta, empregando biomateriais e suportes (<em>scaffolds</em>) tridimensionais para facilitar a reparação do coração. Avanços como a bioimpressão 3D de tecidos e a diferenciação celular orientada são marcos na criação de enxertos funcionais. Os exossomos, vesículas extracelulares, destacam-se por promover a regeneração sem os riscos intrínsecos ao transplante de células vivas, atuando na modulação inflamatória e na proteção contra danos oxidativos. Paralelamente, a nanotecnologia inova ao permitir a entrega direcionada de fármacos e moléculas, aumentando a biodisponibilidade e reduzindo efeitos adversos. Esta revisão detalha como essas tecnologias prometem transformar o prognóstico da ICA, ressaltando a necessidade de validação clínica para garantir eficácia e segurança.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1860 ABORDAGEM FISIOPATOLÓGICA E CLÍNICA DOS DISTÚRBIOS HIPERTENSIVOS NA GESTAÇÃO: DA DISFUNÇÃO PLACENTÁRIA AO MANEJO TERAPÊUTICO 2026-06-09T13:24:11-03:00 Andrew Carlo Chagas contato@epitaya.com.br Hugo Napoleão Cavalcanti Rolim contato@epitaya.com.br Rafael Furtado Bettio contato@epitaya.com.br Camila Ribeiro Moreira da Costa contato@epitaya.com.br Fabio Luis Grion contato@epitaya.com.br Thais Yanne Moreira Madeira contato@epitaya.com.br <p>A prevalência dos distúrbios hipertensivos na gestação tem seguido uma trajetória ascendente, afetando atualmente uma em cada 10 gestações mundialmente, impulsionada por fatores como a idade materna avançada e a pandemia de obesidade. Longe de ser apenas um evento agudo e transitório, a hipertensão na gravidez é hoje reconhecida como um marcador de vulnerabilidade sistêmica e um "teste de estresse" natural que revela a predisposição cardiovascular subjacente da mulher. A origem dessa doença reside em uma falha crítica na placentação, onde o remodelamento incompleto das artérias espirais uterinas resulta em isquemia placentária e na liberação de fatores anti-angiogênicos, como o sFlt-1, na circulação materna. Esse desequilíbrio sequestra fatores de crescimento vascular, desencadeando uma disfunção endotelial sistêmica que culmina em hipertensão e lesões em órgãos-alvo. Para enfrentar esse desafio, a medicina fetal moderna adota o rastreio multiparamétrico e o uso de biomarcadores, como o rácio sFlt-1/PlGF, fundamentais para a predição e exclusão de curto prazo da pré-eclâmpsia. A prevenção primária baseia-se no uso de ácido acetilsalicílico (AAS), em baixas doses, iniciado antes da 16ª semana e na suplementação de cálcio, estratégias que modulam o tônus vascular e melhoram a perfusão placentária. No campo do manejo clínico, o estudo CHIPS revolucionou a prática ao demonstrar que o controle pressórico estrito, com alvo diastólico de 85 mmHg, reduz complicações maternas graves sem prejudicar o crescimento fetal. Escolhas farmacológicas como metildopa, labetalol e nifedipina são regidas pela segurança fetal, enquanto o sulfato de magnésio permanece como referência para a prevenção de convulsões eclâmpticas, conforme validado pelo <em>Magpie Trial</em>. O risco, contudo, não se encerra com o parto. O puerpério exige vigilância contra picos hipertensivos por redistribuição volêmica, e o legado cardiovascular estende-se por décadas, com um risco duas a quatro vezes maior de doenças coronarianas e AVC para essas mulheres. Assim, a integração da fisiopatologia molecular com o seguimento longitudinal é essencial para transformar a gestação em uma janela de oportunidade para a saúde cardiovascular permanente.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1862 ESTRATÉGIAS DE PERSONALIZAÇÃO NA TERAPIA MEDICAMENTOSA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 2026-06-09T13:49:23-03:00 Eleonora Peixoto de Britto contato@epitaya.com.br Adriano Costa Alves Gama contato@epitaya.com.br Fernanda Faria Poiani Grossi Rocha contato@epitaya.com.br Maximiliano Ludemann contato@epitaya.com.br Fabio Luis Grion contato@epitaya.com.br Maicon Dionatan Lima Teles contato@epitaya.com.br Moises Santos de Sousa contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) é compreendida como uma condição clínica de caráter crônico e progressivo que exerce um impacto profundo sobre milhões de indivíduos em escala global. Devido à sua natureza intrinsecamente complexa e à elevada taxa de morbimortalidade associada, a síndrome configura-se como um dos maiores desafios para a prática médica contemporânea. No cerne do manejo terapêutico eficaz, a otimização da farmacoterapia destaca-se como um dos pilares fundamentais, possuindo o objetivo precípuo de elevar a qualidade de vida dos pacientes, reduzir de forma drástica as hospitalizações recorrentes e promover o aumento da sobrevida. O arsenal farmacológico moderno é estruturado a partir do uso estratégico de agentes bloqueadores de sistemas neuro-humorais, incluindo os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECAs, BRAs e os inovadores inibidores da neprilisina), além de betabloqueadores, antagonistas de receptores mineralocorticoides e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 (SGLT2). A efetividade deste tratamento depende de ajustes individualizados que considerem o perfil clínico único de cada paciente, levando em conta variáveis como a senescência, a função renal, a tolerância biológica e a presença de comorbidades. Evidências científicas demonstram que existem disparidades significativas na resposta aos fármacos baseadas no sexo, o que influencia tanto a eficácia clínica quanto a incidência de reações adversas. Outro desafio proeminente no cotidiano do manejo da IC é a polifarmácia, que exige vigilância constante para evitar interações medicamentosas deletérias e assegurar a adesão ao regime terapêutico. No horizonte da inovação, estratégias como a farmacogenômica e a inteligência artificial estão sendo exploradas para refinar a personalização do cuidado através da identificação de biomarcadores. A implementação de protocolos baseados em evidências atualizadas e a educação contínua do paciente, amparada por equipes multidisciplinares, são essenciais para transformar o prognóstico e reduzir a carga sistêmica desta enfermidade.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1863 GESTÃO CLÍNICA E GENÔMICA DOS ANEURISMAS DA AORTA TORÁCICA 2026-06-09T13:55:49-03:00 Larissa Marques Souza Horevicht contato@epitaya.com.br Carlos Pinto Garcia contato@epitaya.com.br Sebastião Olacy de Souza Júnior contato@epitaya.com.br André Fernandes Diniz contato@epitaya.com.br Bruna Francilene Silva Rodrigues contato@epitaya.com.br Reynaldo Losi Neto contato@epitaya.com.br <p>A compreensão dos aneurismas da aorta torácica (AAT) hoje ultrapassa o conceito de dilatação anatômica e se consolida como uma área complexa, que integra genética molecular, hemodinâmica avançada e intervenções personalizadas. Historicamente negligenciada devido à sua natureza silenciosa, a doença aórtica torácica exige atualmente uma mudança de perspectiva na triagem e no manejo, fundamentada no reconhecimento de que a aorta não é um conduto inerte, mas um órgão dinâmico com propriedades elásticas e contráteis essenciais. O mecanismo biológico central da doença reside na degeneração da camada média, onde a perda da integridade das células musculares lisas vasculares e a fragmentação das fibras elásticas comprometem a resistência à tração, predispondo o vaso à dilatação progressiva, dissecção ou ruptura catastrófica. Evidências clínicas recentes demonstram que a abordagem multidisciplinar, unindo a precisão da imagem multimodal — como a angiotomografia e a ressonância magnética com fluxo quadridimensional — à avaliação genética criteriosa, é determinante para a redução da mortalidade pré-hospitalar. O cenário terapêutico cresceu consideravelmente, indo além da vigilância para incluir a farmacoterapia com betabloqueadores e bloqueadores dos receptores de angiotensina, além de técnicas cirúrgicas e endovasculares de alta precisão. As implicações futuras apontam para uma medicina de precisão, na qual a identificação de variantes genéticas específicas, como as mutações nos genes FBN1, ACTA2 ou TGF?R, indicará o limiar exato para intervenções profiláticas, superando os critérios baseados puramente no diâmetro aórtico.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1867 CARDIOTOXICIDADE E GESTÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR NO PACIENTE ONCOLÓGICO 2026-06-09T14:15:36-03:00 Claudina Mendes Horevicht contato@epitaya.com.br Renê Augusto Gonçalves e Silva contato@epitaya.com.br Camilla Kelly Pereira contato@epitaya.com.br Thiago Rabello Santos contato@epitaya.com.br Murilo Pavanello Rodrigues Moraes contato@epitaya.com.br Francywagner Silva Vargas contato@epitaya.com.br <p>A coexistência entre as doenças cardiovasculares e as neoplasias malignas deixou de ser encarada como uma mera coincidência clínica para se tornar um dos maiores desafios da medicina interna no século atual. Historicamente, essas condições eram tratadas por especialistas em campos isolados, porém, o aumento expressivo da longevidade populacional e o refinamento das intervenções terapêuticas revelaram uma rede intrincada de dependências biológicas e riscos compartilhados. A base dessa relação fundamenta-se em mecanismos moleculares transversais, onde a inflamação crônica sistêmica, o estresse oxidativo e a disfunção endotelial atuam como promotores comuns tanto da aterogênese quanto da carcinogênese. Adicionalmente, o sucesso no controle de diversos tipos de câncer trouxe à tona o fenômeno da cardiotoxicidade induzida pelo tratamento, transformando complicações cardíacas na principal causa de morte em sobreviventes de longo prazo de tumores específicos, como o de mama em mulheres pós-menopáusicas. Diante dessa realidade, a emergência da cardio-oncologia como subespecialidade reflete a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e integrada, capaz de monitorar precocemente lesões miocárdicas por meio de biomarcadores sensíveis e exames de imagem avançados, como o strain longitudinal global. Este cenário exige uma vigilância contínua que ultrapassa o período de tratamento ativo, exigindo o manejo rigoroso de comorbidades clássicas como hipertensão e diabetes, além da exploração de terapias cardioprotetoras promissoras que incluem betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina e novas classes de antidiabéticos, como os inibidores de SGLT2. A integração desses conhecimentos permite não apenas a redução da morbidade cardiovascular, mas também a otimização da própria terapia oncológica, assegurando que o paciente não sobreviva ao câncer apenas para sucumbir a uma insuficiência cardíaca evitável. O futuro da prática médica nessas áreas depende, portanto, da consolidação de protocolos que unifiquem a prevenção primária e secundária, visando uma melhora substantiva na qualidade de vida e nos resultados clínicos globais de populações vulneráveis a essas patologias interligadas.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1869 FATORES CRÍTICOS NA RECUPERAÇÃO E REABILITAÇÃO DE PACIENTES PÓS-TRANSPLANTE CARDÍACO 2026-06-09T14:24:48-03:00 Mara Flávia Mamedio Avallone contato@epitaya.com.br Adriano Rodrigues das Neves contato@epitaya.com.br Fernando Henrique Rocha Fontoura contato@epitaya.com.br Mayara Borges Lourenço de Sousa contato@epitaya.com.br Elaine Guimarães de Souza contato@epitaya.com.br Fábio Padilha de Moraes contato@epitaya.com.br Moises Santos de Sousa contato@epitaya.com.br <p>O transplante cardíaco consolida-se na medicina como o procedimento de eleição e a intervenção essencial para indivíduos diagnosticados com insuficiência cardíaca avançada, especificamente naqueles casos em que a patologia se manifesta de forma refratária a todas as modalidades de tratamento clínico convencional e otimizado. Embora as últimas décadas tenham sido marcadas por avanços cirúrgicos extraordinários e pelo refinamento das estratégias imunossupressoras, a literatura médica é enfática ao determinar que a sobrevida a longo prazo e a recuperação da qualidade de vida não dependem exclusivamente do ato operatório, mas sim de um rigoroso manejo nos cuidados pós-operatórios. Esses cuidados são estruturados de forma multidisciplinar e abrangem eixos fundamentais que incluem o manejo preciso da terapia imunossupressora, a vigilância diagnóstica e o tratamento imediato de episódios de rejeição, o controle rigoroso de patógenos para prevenir infecções oportunistas, a implementação de programas de reabilitação cardiovascular e o suporte psicossocial contínuo. Em relação à terapia imunossupressora, o desafio clínico consiste no equilíbrio dinâmico entre a eficácia na prevenção da rejeição do enxerto e a mitigação de efeitos adversos graves, como a nefrotoxicidade induzida por fármacos e o aumento da vulnerabilidade a infecções. A rejeição aguda, particularmente frequente nos meses iniciais após o transplante, exige um monitoramento vigilante por meio de biópsias endomiocárdicas ou pelo uso crescente de biomarcadores moleculares menos invasivos. Paralelamente, a rejeição crônica, que frequentemente se manifesta sob a forma de vasculopatia do enxerto, permanece como um fator limitante que pode comprometer o prognóstico e a longevidade do transplantado. O cenário infeccioso impõe uma barreira adicional, demandando profilaxias adequadas e a detecção precoce de sinais clínicos que sugiram invasões virais, fúngicas ou bacterianas. Por fim, a recuperação funcional plena é mediada pela reabilitação física, que visa restaurar a capacidade hemodinâmica, aliada a um suporte psicossocial que garanta a adesão ao tratamento e a estabilidade emocional necessária para o enfrentamento da cronicidade pós-transplante.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1870 MANEJO AVANÇADO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE: DA FENOTIPAGEM CLÍNICA ÀS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS ATUAIS 2026-06-09T14:29:07-03:00 Mariana Mendes Brandão contato@epitaya.com.br <p>A hipertensão arterial resistente (HAR) representa hoje um dos maiores desafios da prática cardiológica, exigindo uma transição necessária da abordagem prescritiva convencional para um modelo de medicina de precisão multidisciplinar. Definida clinicamente pela persistência de níveis pressóricos elevados a despeito do uso otimizado de três ou mais classes farmacológicas em doses máximas — incluindo obrigatoriamente um bloqueador do sistema renina-angiotensina, um bloqueador dos canais de cálcio e um diurético — essa condição impõe ao sistema cardiovascular um estresse hidrodinâmico contínuo que acelera drasticamente as lesões em órgãos-alvo e aumenta o risco de eventos isquêmicos e insuficiência renal. A complexidade do manejo começa na distinção entre a resistência verdadeira e a pseudorresistência, fenômeno frequentemente alimentado pela má adesão terapêutica, técnica de aferição inadequada ou pelo efeito do avental branco, cuja exclusão por meio de monitoração ambulatorial (MAPA) é necessária para evitar o escalonamento desnecessário de medicamentos. No contexto biológico da HAR, observa-se uma desregulação profunda caracterizada pela hiperatividade tônica do sistema nervoso simpático e pela ativação persistente do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). Um dos mecanismos mais críticos é o fenômeno do escape de aldosterona, que resulta em sobrecarga volêmica subclínica e inflamação vascular, tornando a espironolactona a base da terapia de quarta linha. Evidências do estudo PATHWAY-2 consolidaram o antagonismo dos receptores mineralocorticoides como a estratégia superior para normalizar o balanço hídrico e reduzir a atividade simpática reflexa nesse fenótipo. Além disso, o diagnóstico de causas secundárias, como o hiperaldosteronismo primário e a apneia obstrutiva do sono, é considerado uma das principais estratégias clínicas para reverter a refratariedade. Paralelamente ao avanço farmacológico, que destaca o uso de diuréticos de longa duração como a clortalidona em detrimento da hidroclorotiazida, surgem métodos intervencionistas promissores. A denervação renal por cateter, validada por ensaios como SPYRAL HTN e RADIANCE, oferece uma alternativa mecânica segura para a modulação neuro-hormonal sustentada. O sucesso no controle da HAR também consiste em mudanças no estilo de vida — como a dieta DASH e a restrição sódica — visando, com isso, assegurar a proteção cardiovascular e a longevidade em indivíduos de alto risco.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1871 AVANÇOS NO TRATAMENTO PERCUTÂNEO E MANEJO CLÍNICO DA INSUFICIÊNCIA TRICÚSPIDE 2026-06-09T14:33:38-03:00 Airton Akira Yamase contato@epitaya.com.br Flávia Corrêa de Oliveira Lima contato@epitaya.com.br Messias Barbosa de Macedo contato@epitaya.com.br Eduardo Zukeran contato@epitaya.com.br Felipe Pereira dos Santos contato@epitaya.com.br Marcelo Monteiro Mota contato@epitaya.com.br <p>A regurgitação da válvula tricúspide (RVT), historicamente rotulada como a "válvula esquecida", configura-se como uma patologia cardiovascular de alta complexidade que, embora frequentemente negligenciada na prática clínica inicial, exerce um impacto prognóstico devastador, particularmente em indivíduos diagnosticados com insuficiência cardíaca em estágios avançados. A progressão desta condição está intrinsecamente ligada à deterioração da função hemodinâmica e à redução drástica da sobrevida. Tradicionalmente, o manejo cirúrgico convencional estabeleceu-se como a principal modalidade de intervenção terapêutica. Porém, essa abordagem é acompanhada por taxas alarmantes de morbimortalidade, especialmente quando aplicada a pacientes que apresentam múltiplas comorbidades e fragilidade sistêmica. Diante desse cenário de alta vulnerabilidade, as intervenções percutâneas surgem como uma fronteira disruptiva e promissora, oferecendo rotas terapêuticas menos invasivas com resultados clínicos que se mostram progressivamente encorajadores na literatura contemporânea. O arsenal tecnológico para o tratamento percutâneo da RVT é diversificado e abrange múltiplas estratégias biomecânicas, incluindo a anuloplastia transcateter, a implementação de dispositivos voltados para a coaptação dos folhetos e o uso de próteses valvares heterotópicas. A determinação da técnica ideal é um processo multifatorial que exige uma análise minuciosa da anatomia valvar, da etiologia subjacente da regurgitação — diferenciando-se entre formas primárias e secundárias —, do nível de dilatação do anel tricúspide e da reserva funcional do ventrículo direito. Entre as inovações de maior destaque, o sistema de clip transcateter, derivado da sólida experiência acumulada na intervenção da válvula mitral, tem demonstrado uma capacidade notável de reduzir o volume regurgitante, promovendo uma melhora substantiva tanto no perfil funcional quanto na percepção de bem-estar dos pacientes. Investigações clínicas recentes corroboram a eficácia dessas tecnologias ao demonstrar benefícios tangíveis nos desfechos clínicos primários, como a redução significativa nas taxas de hospitalização por descompensação da insuficiência cardíaca e a progressão positiva na classificação funcional da <em>New York Heart Association</em> (NYHA). Apesar desses avanços, a área ainda enfrenta desafios críticos que incluem o refinamento dos critérios de seleção de pacientes, a superação da inerente complexidade anatômica do aparelho tricúspide e a necessidade de dados de acompanhamento de longo prazo para validar a durabilidade das intervenções. O desenvolvimento contínuo de dispositivos, aliado a uma consciência clínica crescente sobre a importância da intervenção precoce, impulsiona a consolidação da terapia percutânea como um novo paradigma na cardiologia intervencionista, oferecendo alternativas reais para pacientes outrora considerados inoperáveis.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1872 DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E EVOLUÇÃO CLÍNICA NA CARDIOLOGIA DO EXERCÍCIO 2026-06-09T14:36:54-03:00 Cássio Moreira Figueredo contato@epitaya.com.br Maria Cristina de Moraes Neves contato@epitaya.com.br Yan Lukas Rocha e Silva contato@epitaya.com.br Adriano Costa Alves Gama contato@epitaya.com.br Luana de Sousa Lima Rebouças contato@epitaya.com.br Silvania Cristina Fernandes Rocha contato@epitaya.com.br Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas contato@epitaya.com.br <p>O cenário da medicina desportiva atual reflete um aumento sem precedentes no número de praticantes de atividades físicas de alta intensidade e atletas de elite, fenômeno que exige um refinamento constante das práticas de monitoramento cardiovascular. Embora a prática de exercícios físicos seja consolidada como uma das intervenções mais eficazes para a redução da morbimortalidade cardiovascular, o esforço extremo atua como um gatilho potencial para eventos adversos em indivíduos com condições patológicas silenciosas, sejam elas congênitos ou adquiridas. Isso resultou na necessidade de subespecialistas capazes de interpretar adaptações fisiológicas que, muitas vezes, reduzem situações de risco. A triagem pré-participação surge como base fundamental para a prevenção da morte súbita cardíaca, embora sua implementação gere debates globais sobre a inclusão do eletrocardiograma de repouso, variando entre a alta sensibilidade dos modelos europeus e a abordagem focada em anamnese e exame físico preconizada em certas regiões dos Estados Unidos. O centro da cardiologia esportiva reside na diferenciação precisa entre a remodelação cardíaca adaptativa — que envolve alterações estruturais, elétricas e funcionais do miocárdio em resposta à carga hemodinâmica crônica — e as miocardiopatias patológicas, como a cardiomiopatia hipertrófica. Para isso, a integração de biomarcadores séricos de alta sensibilidade, como as troponinas cardíacas e o NT-proBNP, aliada a técnicas avançadas de imagem, como a ressonância magnética cardiovascular, permite uma análise profunda da integridade tecidual e da função ventricular.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1874 PERSPECTIVAS ATUAIS E ABORDAGENS MULTIDIMENSIONAIS NO MANEJO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 2026-06-09T14:49:52-03:00 Mario Augusto Mariano contato@epitaya.com.br Andrio Portilho de Souza contato@epitaya.com.br Hugo Tadeu Metidieri contato@epitaya.com.br Thaísa Carolina Fornazeiro Abegão contato@epitaya.com.br Camila Menegazzo Marques contato@epitaya.com.br Monique Bandoli França Pereira contato@epitaya.com.br Mabel Alejandra Chinchilla Aliaga contato@epitaya.com.br <p>A hipertensão arterial sistêmica (HAS) se consolidou como o principal desafio de saúde pública global, ultrapassando a visão de um simples fator de risco para se tornar uma doença biológica multissistêmica de repercussões devastadoras. Esta nova constatação exige uma mudança de abordagens puramente hemodinâmicas para um modelo de precisão, fundamentado na neutralização de eixos neuro-hormonais redundantes e na proteção ativa do endotélio. No âmbito molecular, a origem da HAS reside na disfunção endotelial — caracterizada pela redução da biodisponibilidade de óxido nítrico — e na ativação persistente do sistema nervoso simpático e do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que promovem vasoconstrição tônica, estresse oxidativo e rigidez arterial progressiva. A compreensão da dinâmica circadiana também se tornou central, consolidando a monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA) como ferramenta essencial para identificar o padrão de não imersão noturna (<em>non-dipping</em>), um preditor de lesão em órgãos-alvo mais consistente do que medidas isoladas em consultório. A evidência clínica atual sustenta a lógica da terapia combinada inicial, preferencialmente por meio de combinações fixas em um único comprimido (<em>single pill combination</em>), para bloquear simultaneamente múltiplos mecanismos pressores e garantir maior adesão ao tratamento. Além das classes de primeira linha, como os diuréticos tiazídicos-símile e os bloqueadores de canais de cálcio, a inovação farmacológica introduziu os inibidores da neprilisina (ARNI) e os inibidores de SGLT2, que oferecem benefícios cardiorrenais e metabólicos independentes do controle glicêmico. Paralelamente, a ressugirmento da denervação renal simpática e a ativação do barorreflexo oferecem alternativas mecânicas seguras para pacientes resistentes ou com baixa adesão farmacológica. O futuro do manejo pressórico aponta para novas tecnológicas disruptivas, como o uso de RNA de interferência (siRNA) para o silenciamento gênico do angiotensinogênio e o desenvolvimento de vacinas anti-hipertensivas de longa duração. Integradas ao uso de inteligência artificial e dispositivos vestíveis (<em>wearables</em>), essas inovações prometem um sistema de cuidado proativo e personalizado, visando um futuro onde as complicações da hipertensão deixem de ser a principal causa de morte prematura no mundo.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1875 INTEGRAÇÃO DE ESTRATÉGIAS PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS NA PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR COM O OBJETIVO DE REDUZIR OS NÚMEROS DE MORBIMORTALIDADE GLOBAL 2026-06-09T15:18:03-03:00 Anna Carolina Pereira Mares Guia Machado contato@epitaya.com.br Humberto Batista de Macedo Junior contato@epitaya.com.br Reynaldo Losi Neto contato@epitaya.com.br Camila Guerreiro Bentes contato@epitaya.com.br Nathalia Guimarães Cruz contato@epitaya.com.br Francywagner Silva Vargas contato@epitaya.com.br Marcelle Francine Bacega Gabure contato@epitaya.com.br <p>A preservação da saúde cardiovascular tem sido um dos maiores desafios da medicina contemporânea, uma vez que as doenças cardiovasculares (DCV) respondem por aproximadamente 17,7 milhões de mortes anuais, representando a principal causa de mortalidade global. A dimensão dessa crise sanitária é acentuada pelo fato de que 90% desses eventos poderiam ser evitados por meio da aplicação rigorosa de protocolos preventivos, evitando não apenas a perda prematura de vidas, mas também ciclos de degradação socioeconômica familiar. A estrutura dessa prevenção está apoiada na sinergia entre estratégias primárias e secundárias: enquanto a primeira foca em medidas proativas em indivíduos saudáveis para impedir a manifestação da doença por meio de estilos de vida cardioprotetores, a prevenção secundária atua no diagnóstico precoce e tratamento de doenças já existentes, visando impedir a progressão para complicações fatais e manter a autonomia funcional do paciente. No centro fisiopatológico dessas condições reside a aterosclerose, um processo inflamatório crônico iniciado pela disfunção endotelial e pela oxidação de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) no espaço subendotelial. A evolução dessa placa aterosclerótica é a base da isquemia miocárdica na doença arterial coronária (DAC) e para os eventos cerebrovasculares, como o AVC isquêmico e hemorrágico. Para reduzir esses riscos, intervenções no estilo de vida mostram-se determinantes: a cessação do tabagismo pode diminuir o risco de DAC em 50% após um ano, enquanto a prática de exercícios físicos ativa a enzima eNOS, elevando a produção de óxido nítrico e garantindo a vasodilatação eficiente. Além disso, padrões dietéticos como as dietas DASH e Mediterrânea atuam na estabilização de placas e redução da pressão arterial. A evidência clínica moderna expandiu o cenário terapêutico na prevenção secundária, destacando o papel das estatinas não apenas na redução do colesterol, mas na estabilização de placas vulneráveis por meio de efeitos pleiotrópicos. O uso de antiagregantes plaquetários, como o AAS e inibidores de P2Y12, é essencial para o controle da tensão trombogênica e a prevenção de reinfartos. Recentemente, a introdução dos inibidores de SGLT2 e agonistas de GLP-1 revolucionou o manejo, oferecendo proteção cardiorrenal direta e redução da mortalidade independentemente do controle glicêmico. Complementarmente, programas de reabilitação cardíaca multidisciplinar demonstram reduzir a mortalidade cardiovascular em até 25%.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1876 PREVENÇÃO E MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA: BASES FISIOPATOLÓGICAS E CONDUTAS ATUAIS 2026-06-09T15:22:20-03:00 Flavia Maria Holanda Marques de Lira contato@epitaya.com.br Mabel Alejandra Chinchilla Aliaga contato@epitaya.com.br Rubens Maurício de Alencar contato@epitaya.com.br Israel Lemos Barcelos Neto contato@epitaya.com.br Felipe Ribeiro Benedito contato@epitaya.com.br André Maia de Oliveira contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca aguda (ICA) representa, na atualidade, o principal motivo para as internações hospitalares não planejadas e de caráter emergencial, particularmente na população senescente com idade superior a 65 anos. Esta condição não apenas sobrecarrega os sistemas de saúde globais com custos operacionais altos, mas também está intrinsecamente associada a índices alarmantes de morbidade e mortalidade. A complexidade da ICA reside em sua acentuada heterogeneidade clínica, o que impulsionou a proposição de diversos critérios de classificação ao longo das últimas décadas, visando estratificar o risco e direcionar a terapêutica de forma mais precisa. Independentemente do mecanismo fisiopatológico deflagrador — seja ele isquêmico, inflamatório ou mecânico —, a presença de congestão, manifestada de forma periférica ou pulmonar, consolida-se como o traço clínico predominante na vasta maioria dos casos. Em cenários de maior gravidade, observa-se uma redução crítica do débito cardíaco, culminando em estados de hipoperfusão tecidual e falência orgânica multissistêmica. O processo diagnóstico da ICA fundamenta-se em uma tríade essencial: a identificação rigorosa de sinais e sintomas clínicos, a análise de biomarcadores laboratoriais — com destaque para os peptídeos natriuréticos — e o suporte de exames de imagem não invasivos, como a ecocardiografia e a ultrassonografia pulmonar à beira do leito. Uma vez estabelecido o diagnóstico e excluídas as causas imediatamente reversíveis que exigem intervenção cirúrgica ou hemodinâmica de urgência, o manejo terapêutico concentra-se na estabilização volêmica e hemodinâmica. As intervenções de primeira linha envolvem o uso criterioso de diuréticos de alça e vasodilatadores intravenosos, cuja dosagem e administração são ajustadas dinamicamente conforme o perfil hemodinâmico inicial do paciente. Em quadros refratários ou de choque cardiogênico, torna-se essencial a adição de agentes inotrópicos, vasopressores e, em casos selecionados, o emprego de suporte circulatório mecânico para garantir a perfusão dos órgãos vitais e permitir a recuperação miocárdica.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1879 REPERCUSSÕES MICRO E MACROVASCULARES E MANEJO CLÍNICO NO DIABETES MELLITUS 2026-06-09T15:29:59-03:00 Letícia Alves Boni Fonseca contato@epitaya.com.br Eolo Morandi Júnior contato@epitaya.com.br Margarete de Oliveira Lima contato@epitaya.com.br Wayra Jeasmine Corico Chávez contato@epitaya.com.br Adriano Rodrigues das Neves contato@epitaya.com.br Sebastião Olacy de Souza Júnior contato@epitaya.com.br José David Costa Bitencourt contato@epitaya.com.br <p>O cenário da saúde pública mundial tem enfrentado um desafio sem precedentes com o aumento do diabetes mellitus, uma condição metabólica que se transformou em uma crise sanitária de proporções globais, exercendo um impacto profundo na morbidade e na mortalidade das populações. Mais do que uma simples elevação da glicemia, a doença representa uma falha complexa nos sistemas de regulação energética do corpo, se manifestando pela destruição autoimune das células beta pancreáticas ou por uma resistência progressiva à ação da insulina combinada a uma falência secretora relativa. Esse desequilíbrio metabólico desencadeia uma cascata de eventos vasculares deletérios, em que a exposição crônica a níveis elevados de glicose promove danos sistêmicos que afetam, prioritariamente, o coração, os rins, os nervos e o sistema visual. Evidências clínicas indicam que indivíduos acometidos pelo diabetes enfrentam um risco cardiovascular de duas a quatro vezes superior ao da população geral, sendo as patologias cardíacas responsáveis por aproximadamente 75% dos óbitos registrados nesse grupo. A fisiopatologia subjacente envolve uma rede intrincada de estresse oxidativo, em que a formação de produtos finais de glicação avançada e a superprodução de espécies reativas de oxigênio comprometem a integridade do endotélio, favorecendo um processo aterosclerótico acelerado. Além disso, o estado inflamatório crônico e a disfunção endotelial servem como vias comuns tanto para as complicações macrovasculares — como a doença coronariana, o acidente vascular cerebral e a doença arterial periférica — quanto para as microvasculares, incluindo a nefropatia e a retinopatia. O manejo desses riscos demanda uma abordagem múltipla, integrando o controle glicêmico intensivo, a regulação da pressão arterial e terapias hipolipemiantes, além de classes farmacológicas recentes, como os inibidores de SGLT2 e os agonistas de GLP-1, que demonstram benefícios cardioprotetores diretos. As perspectivas se concentram na influência do microbioma intestinal, em modificações epigenéticas e em tratamentos anti-inflamatórios direcionados para mitigar o risco vascular residual.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1880 COMPLEXIDADE GENÉTICA E PRECISÃO TERAPÊUTICA NAS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS 2026-06-09T15:33:44-03:00 Airton Akira Yamase contato@epitaya.com.br Elaine Guimarães de Souza contato@epitaya.com.br Marcelo Monteiro Mota contato@epitaya.com.br Victor Nassif Figueira contato@epitaya.com.br Leandro Araujo Prudente Freire contato@epitaya.com.br Thiago Rabello Santos contato@epitaya.com.br José David Costa Bitencourt contato@epitaya.com.br <p>A compreensão das cardiopatias congênitas atravessa um momento de profunda transformação técnica, distanciando-se de uma visão puramente anatômica para alcançar a complexidade da biologia molecular e da genética de sistemas. Estas anomalias, que incidem em aproximadamente oito a cada mil nascidos vivos, representam um desafio significativo à saúde pública devido à sua alta taxa de morbidade e à natureza muitas vezes irreversível das lesões miocárdicas em estágios precoces do desenvolvimento. O cenário atual revela que a formação do coração não é apenas um evento mecânico, mas um processo rigorosamente controlado por redes regulatórias que envolvem fatores de transcrição específicos e vias de sinalização celular que, quando interrompidas por mutações ou fatores ambientais, resultam em fenótipos variados, desde comunicações septais simples até transposições complexas de grandes vasos. Evidências clínicas demonstram que, embora a etiologia permaneça multifatorial, avanços em técnicas de sequenciamento e microarranjos permitiram identificar causas genéticas em cerca de 40% dos casos, incluindo aneuploidias, variantes de número de cópias e mutações monogênicas em genes fundamentais como NKX2.5 e GATA4. Simultaneamente, a prática terapêutica tem evoluído de uma transposição direta de protocolos de adultos para uma abordagem pediátrica especializada, incorporando o uso de betabloqueadores seletivos, inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona e avanços na terapia com prostaglandinas para estabilização hemodinâmica. No campo cirúrgico, a ascensão de procedimentos híbridos e intervenções por cateterismo minimamente invasivos tem redefinido o prognóstico desses pacientes, permitindo que a grande maioria alcance a vida adulta.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1881 FENOTIPAGEM E INVESTIGAÇÃO SISTEMÁTICA DAS ETIOLOGIAS ENDÓCRINAS NA HIPERTENSÃO ARTERIAL: DA TRIAGEM BIOQUÍMICA À TERAPIA DE PRECISÃO 2026-06-09T15:36:47-03:00 Ivy Sales de Toledo contato@epitaya.com.br Armando Elias Chamma contato@epitaya.com.br Tibério José Lopes de Alencar contato@epitaya.com.br Armando Pereira Martins Filho contato@epitaya.com.br Gisela Correa Lara contato@epitaya.com.br Otávio Tenorio de Farias contato@epitaya.com.br Ney Carter do Carmo Borges Junior contato@epitaya.com.br <p>A investigação sistemática das etiologias endócrinas na hipertensão arterial sistêmica (HAS) representa um marco na transição da medicina empírica para a fenotipagem de precisão, permitindo identificar causas secundárias em até 15% dos pacientes. O hiperaldosteronismo primário (HAP) destaca-se como a causa mais prevalente, atingindo cerca de 20% dos indivíduos com hipertensão resistente, e caracteriza-se pela secreção autônoma de aldosterona, que independe dos mecanismos reguladores do sistema renina-angiotensina. Esse excesso hormonal promove retenção hídrica, hipocalemia em casos selecionados e danos cardiovasculares desproporcionais. O rastreio principal se refere à relação aldosterona-renina (ARR), cuja interpretação exige rigor técnico para reduzir interferências medicamentosas frequentes de anti-hipertensivos comuns, como betabloqueadores e diuréticos, que podem gerar resultados falsamente positivos ou negativos. A precisão diagnóstica evolui da tomografia computadorizada inicial — que apresenta limitações ao não diferenciar adenomas funcionantes de incidentalomas em pacientes acima de 40 anos — para o cateterismo de veias adrenais, consolidado como referência para lateralizar a secreção e guiar a conduta cirúrgica curativa. No espectro dos tumores cromafins, os feocromocitomas e paragangliomas (PPGL) exigem vigilância devido ao risco de crises hipertensivas fatais, sendo diagnosticados pela mensuração de metanefrinas plasmáticas ou urinárias com alta sensibilidade e validados por uma revolução genética que identifica mutações germinativas em até 40% dos casos. A síndrome de Cushing também contribui para a resistência vascular através da saturação da enzima 11?-HSD2 pelo excesso de cortisol, o que ativa receptores mineralocorticoides e mimetiza a ação da aldosterona. O futuro desse manejo aponta para a imagem funcional não invasiva, como o PET-CT utilizando o radiotraçador metomidato, que mapeia a atividade enzimática <em>in vivo</em> e promete revolucionar a localização de focos secretórios ocultos. A transição para um modelo de cuidado integrado e multidisciplinar interrompe o ciclo de polifarmácia e dano orgânico acelerado, oferecendo a oportunidade vital de resolução definitiva da causa base da elevação tensional.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1882 PIORA CLÍNICA NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: IDENTIFICAÇÃO DE DESAFIOS E CONDUTAS TERAPÊUTICAS 2026-06-09T15:37:41-03:00 Thasiely Moura Faria contato@epitaya.com.br Alessandra Maria de Araújo Mendes Rodrigues contato@epitaya.com.br Flaviane Milhomens Leite contato@epitaya.com.br Deborah Costa Lima de Araujo contato@epitaya.com.br Fernanda Faria Poiani Grossi Rocha contato@epitaya.com.br Marcos Mardocéu de Morais Lima contato@epitaya.com.br <p>Para a vasta maioria dos indivíduos diagnosticados com insuficiência cardíaca (IC) crônica, o curso clínico da patologia não se manifesta de forma linear, mas sim como uma sucessão de períodos de aparente estabilidade clínica que são, inevitavelmente, interrompidos por episódios críticos de deterioração funcional. Esta condição, tecnicamente denominada piora da insuficiência cardíaca (PIC), é caracterizada pelo agravamento progressivo ou súbito dos sinais e sintomas congestivos e de baixo débito, exigindo uma intervenção médica imediata. Com o avanço da história natural da doença, observa-se que os episódios de PIC tendem a se tornar mais frequentes e severos, inserindo o paciente em um ciclo vicioso de eventos recorrentes que levam à deterioração irreversível da qualidade de vida, perda da capacidade funcional, múltiplas hospitalizações e, em última instância, ao óbito. Embora o conceito de PIC seja reconhecido há décadas na literatura cardiológica, ele adquiriu contornos científicos e clínicos renovados nos últimos anos. A evolução acelerada do cenário terapêutico, impulsionada pelo surgimento de novas classes de fármacos modificadores da doença e dispositivos de assistência, permitiu uma redefinição mais precisa dos limites diagnósticos e do valor prognóstico desta fase da IC. Como consequência direta, o manejo clínico da PIC está passando por uma reformulação profunda, migrando de uma visão puramente reativa para uma estratégia proativa de detecção precoce.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1886 CONDUTA CLÍNICA NAS CRISES HIPERTENSIVAS E FISIOPATOLOGIA DAS LESÕES AGUDAS EM ÓRGÃOS-ALVO 2026-06-09T15:54:35-03:00 Gabriella Matioli Lira Correa contato@epitaya.com.br Anna Cecília Barcellos Torres contato@epitaya.com.br Iara Carvalho de Souza Novaes contato@epitaya.com.br Ricardo Tirapelli Tanios contato@epitaya.com.br Bruno Monteiro Ribeiro contato@epitaya.com.br Nathalia Rebouças Pereira contato@epitaya.com.br André Rossanno Mendes Almeida contato@epitaya.com.br Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas contato@epitaya.com.br <p>A abordagem das crises hipertensivas na prática clínica contemporânea evoluiu de uma visão centrada em valores numéricos arbitrários para uma análise criteriosa da fisiopatologia da lesão de órgãos-alvo. Embora definida por níveis de pressão sistólica ?180 mmHg e/ou diastólica ?120mmHg, a gravidade da crise é determinada pela diferença fundamental entre emergências e urgências hipertensivas. Nas emergências, a elevação pressórica atua como fator primário de falência orgânica aguda, manifestando-se em quadros críticos como edema pulmonar, síndromes coronarianas e encefalopatia. Biologicamente, esse processo é desencadeado por um aumento súbito da resistência vascular sistêmica mediado por substâncias vasoconstritoras como a angiotensina II e a norepinefrina, o que gera um estresse de cisalhamento endotelial desproporcional. Esse dano inicia a microangiopatia trombótica hipertensiva, caracterizada por ativação plaquetária, necrose fibrinoide nas arteríolas e isquemia tecidual progressiva. A base para a condução desses casos é o fenômeno da autorregulação cerebral, que mantém o fluxo sanguíneo constante em flutuações da pressão arterial média entre 60 e 150 mmHg em indivíduos normotensos. Em hipertensos crônicos, essa curva sofre um desvio adaptativo para a direita para proteger o cérebro. Porém, essa adaptação torna os pacientes vulneráveis a reduções pressóricas rápidas, que podem precipitar infartos isquêmicos iatrogênicos. Por esse motivo, as diretrizes preconizam uma redução cautelosa da pressão arterial média em não mais que 20 a 25% na primeira hora para a maioria das emergências, utilizando medicamentos intravenosos de ação curta e fácil administração, como o labetalol, o esmolol e o clevidipino. Exceções críticas incluem a dissecção aguda de aorta, onde a redução deve ser súbita e agressiva em menos de 20 minutos. Contrastando com a gravidade das emergências, as urgências hipertensivas em pacientes estáveis não justificam o uso de medicações de ação rápida no pronto-socorro, devendo ser manejadas com ajuste de medicação oral e seguimento ambulatorial em 24 a 48 horas. A transição segura para a terapia oral e a investigação de causas secundárias encerram o ciclo de cuidado, transformando um evento agudo em uma oportunidade de controle crônico rigoroso e preservação da longevidade.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1889 FISIOPATOLOGIA VASCULAR E CRITÉRIOS DE DECISÃO CLÍNICA NO IDOSO 2026-06-09T16:01:51-03:00 Thiago Rabello Santos contato@epitaya.com.br Eleonora Peixoto de Britto contato@epitaya.com.br Marcos Mardocéu de Morais Lima contato@epitaya.com.br Wagner Fulvio Scabari contato@epitaya.com.br Adriano Tomas Pataca contato@epitaya.com.br Leandro Bernardes Rocha Araujo contato@epitaya.com.br André Fernandes Diniz contato@epitaya.com.br <p>O cenário global de envelhecimento populacional impõe uma revisão profunda das práticas em cardiologia, uma vez que a doença cardiovascular permanece como o principal fator de morbimortalidade em indivíduos com idade avançada. O processo de senescência não se limita ao passar dos anos, mas engloba um conjunto de alterações biológicas profundas, como a perda da função endotelial, a redução da biodisponibilidade de óxido nítrico e o aumento progressivo da rigidez arterial decorrente da substituição de fibras elásticas por colágeno. Essas modificações estruturais estabelecem a base para o desenvolvimento de condições como a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, a fibrilação atrial e a estenose aórtica degenerativa, que exigem um olhar clínico que vá além da doença isolada. A evidência clínica demonstra que o manejo desses pacientes é dificultado pela presença da síndrome geriátrica, caracterizada pela fragilidade e pela redução da reserva funcional de múltiplos órgãos, o que altera significativamente a farmacocinética e a farmacodinâmica dos tratamentos convencionais. O uso de polifarmácia e o risco elevado de interações medicamentosas exigem estratégias de desprescrição e uma análise criteriosa da relação entre risco e benefício em procedimentos invasivos. Estudos recentes reforçam a superioridade de abordagens individualizadas, como o uso de anticoagulantes orais diretos e a estratificação de risco por ferramentas que considerem a fragilidade, como a Escala de Fragilidade Clínica associada ao escore GRACE. O futuro do cuidado cardiovascular no idoso reside na transição para um modelo de assistência multidisciplinar e colaborativo, focado na manutenção da funcionalidade e na qualidade de vida, integrando cardiologistas, geriatras e equipes de reabilitação para reduzir a síndrome pós-hospitalar e promover uma longevidade saudável e independente.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1893 PROTOCOLOS DE CUIDADO INTEGRAL NO MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM ESTÁGIO AVANÇADO 2026-06-09T16:12:08-03:00 Fernando Henrique Rocha Fontoura contato@epitaya.com.br Alex Ferreira da Silva contato@epitaya.com.br Flavio Azevedo do Nascimento contato@epitaya.com.br Monique Bandoli França Pereira contato@epitaya.com.br Talmon Leite Felix Monteiro contato@epitaya.com.br Margarete de Oliveira Lima contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) consolidou-se na como uma das patologias de maior impacto sistêmico, figurando como uma das principais causas de mortalidade global, hospitalizações recorrentes e deterioração severa da qualidade de vida, além de impor altos encargos financeiros e logísticos aos sistemas de saúde. O cenário atual é marcado por um paradoxo epidemiológico: ao mesmo tempo em que os avanços no diagnóstico e no tratamento ambulatorial permitiram uma melhoria substantiva na sobrevida dos pacientes, esse mesmo sucesso, aliado ao envelhecimento progressivo da população, resultou em um aumento exponencial do contingente de indivíduos que evoluem para o estágio de insuficiência cardíaca avançada. Esta fase da doença representa um grande desafio clínico, pois os pacientes manifestam sintomas graves e refratários, apresentam uma qualidade de vida prejudicada e, frequentemente, tornam-se intolerantes ou deixam de responder às terapias medicamentosas convencionais, o que os coloca em um risco iminente de morte e de hospitalizações frequentes de curto prazo. O prognóstico para aqueles que não possuem indicação ou adequação para terapias de suporte circulatório mecânico (SCM) de longa duração ou para o transplante cardíaco permanece sombrio, com desfechos clínicos desfavoráveis e alta taxa de mortalidade. Diante dessa complexidade, a seleção criteriosa de pacientes para terapias avançadas torna-se relevante, uma vez que apenas uma proporção limitada e específica dessa população se beneficia dessas intervenções de alta complexidade. O manejo dessa síndrome exige, portanto, uma compreensão profunda de suas nuances fisiopatológicas e uma abordagem multidisciplinar que equilibre a otimização hemodinâmica com o suporte humanizado e os cuidados paliativos.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1898 INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS NO MANEJO DA HIPERTENSÃO GERIÁTRICA E MODULAÇÃO DO ENVELHECIMENTO VASCULAR 2026-06-09T16:42:40-03:00 Roberto Ferrari Junior CONTATO@EPITAYA.COM.BR Antonio Heloisio Limeira Pinheiro bmfarias@gmail.com Isabela Martins Sgarbi Mancini CONTATO@EPITAYA.COM.BR Beatriz Silvestre Knust CONTATO@EPITAYA.COM.BR Gicivan Sousa Domingos CONTATO@EPITAYA.COM.BR Orlando Adolfo Vargas Barba bmfarias@gmail.com Ney Carter do Carmo Borges Junior bmfarias@gmail.com <p>O envelhecimento populacional mundial transformou a hipertensão arterial sistêmica (HAS) na patologia crônica mais prevalente na geriatria, afetando mais de 70% dos indivíduos acima de 65 anos. A medicina atual propõe uma mudança de paradigma ao considerar as intervenções não farmacológicas de terapias adjuvantes opções de primeira linha, visando reduzir os riscos da polifarmácia e restaurar a reserva funcional vascular. A fisiopatologia da HAS geriátrica é marcada pela senescência vascular, processo em que a elastina é substituída por colágeno na túnica média das grandes artérias, resultando em rigidez arterial e aumento da velocidade da onda de pulso. Essa condição é agravada pela hipossensibilidade do barorreflexo e por uma sensibilidade ao sal acentuada, decorrente da redução fisiológica na capacidade renal de excretar sódio, o que gera expansão volumétrica pronunciada e hipertensão hiporeninêmica. Na prática clínica, a monitoração exige cautela redobrada para identificar a pseudohipertensão via manobra de Osler e prevenir a hipotensão ortostática, garantindo que o controle pressórico não comprometa a perfusão cerebral e a marcha. Nesse cenário, o exercício físico surge como uma estratégia multimodal indispensável. Enquanto a atividade aeróbica ativa a via óxido nítrico sintase (eNOS) através do <em>shear stress</em>, o treino de resistência combate a sarcopenia, melhorando a sensibilidade à insulina e reduzindo o <em>drive</em> simpático. A evidência clínica demonstra que a combinação dessas modalidades é superior para o controle tensional e a manutenção da autonomia funcional. Complementarmente, os padrões alimentares DASH e Mediterrânico oferecem proteção multidimensional. A primeira atua no controle volêmico via aporte de fibras e minerais e a segunda utiliza polifenóis para proteger o endotélio contra o estresse oxidativo. A restrição sódica rigorosa se destaca pela potência terapêutica, podendo reduzir a pressão sistólica em até 15 mmHg. Além disso, a otimização de micronutrientes como o potássio — que promove a hiperpolarização vascular — e o magnésio — que atua como um bloqueador natural dos canais de cálcio — é fundamental para a estabilidade hemodinâmica. O manejo clínico deve ainda considerar a higiene do sono para restaurar o descenso noturno (<em>dipping</em>) e a gestão do estresse para atenuar picos adrenérgicos. O futuro do cuidado geriátrico aponta para a personalização digital via <em>wearables</em> e inteligência artificial, permitindo ajustes em tempo real que respeitem a fragilidade e as preferências individuais, garantindo um envelhecimento ativo e resiliente.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1899 MECANISMOS HEMODINÂMICOS E ESTRATÉGIAS DE PRECISÃO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DE ALTO DÉBITO 2026-06-09T16:46:58-03:00 Murilo Pavanello Rodrigues Moraes bmfarias@gmail.com Alexandre Augusto Paredes Selva bmfarias@gmail.com Francisco Antonio da Silveira Neto bmfarias@gmail.com Daniel Rodrigues Lustosa bmfarias@gmail.com Flávia Corrêa de Oliveira Lima bmfarias@gmail.com Maria Cristina de Moraes Neves bmfarias@gmail.com <p>A insuficiência cardíaca de alto débito (ICAD) configura-se como um fenótipo cardiovascular singular e complexo, caracterizado primordialmente por um estado de hipervolemia sistêmica e um incremento patológico do débito cardíaco (DC). Diferentemente da insuficiência cardíaca convencional (IC de baixo débito), na qual o evento primário é a redução da capacidade de ejeção miocárdica, na ICAD o coração, embora muitas vezes apresente uma função contrátil intrinsecamente preservada, encontra-se incapaz de suprir a demanda metabólica periférica excessiva ou de processar o volume sanguíneo que retorna ao sistema central de forma exacerbada. Este descompasso hemodinâmico resulta em um aumento ineficiente da quantidade de sangue bombeada para a circulação, culminando na falência clínica da bomba em face de resistências vasculares sistêmicas inadequadamente baixas. A etiologia desta condição é marcadamente heterogênea, abrangendo uma vasta gama de gatilhos clínicos que incluem, mas não se limitam a quadros de anemia crônica, tireotoxicose (hipertireoidismo), fístulas arteriovenosas sistêmicas e patologias pulmonares crônicas obstrutivas. Em grande parte dos cenários, a ICAD não se manifesta como uma doença primária do miocárdio, mas sim como uma consequência deletéria de adaptações fisiológicas crônicas que, inicialmente compensatórias para aumentar o débito, evoluem para o comprometimento funcional cardíaco. O quadro clínico é pontuado por sintomas clássicos de congestão, como dispneia, fadiga incapacitante, edema periférico, ganho ponderal súbito e ortopneia. O diagnóstico exige um alto índice de suspeição e baseia-se na integração do histórico clínico, exame físico minucioso, marcadores laboratoriais e ferramentas de imagem, principalmente o ecocardiograma com avaliação Doppler. O gerenciamento terapêutico, por sua vez, deve ser dual: focado na reversão da causa base subjacente e no controle rigoroso da volemia através de diuréticos e modulação hemodinâmica, visando restaurar a eficiência cardiovascular e prevenir a remodelação miocárdica irreversível.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1900 MECANISMOS INFLAMATÓRIOS E DESFECHOS CARDIOVASCULARES NA DEPRESSÃO 2026-06-09T16:52:03-03:00 Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas bmfarias@gmail.com Mara Flávia Mamedio Avallone bmfarias@gmail.com Vanessa Piazzi de Faria bmfarias@gmail.com Alessandra Maria de Araújo Mendes Rodrigues bmfarias@gmail.com Laiza Medeiros dos Anjos bmfarias@gmail.com Ruan Gabriel Reinaldo bmfarias@gmail.com Whanny Cristina dos Santos Albuquerque bmfarias@gmail.com <p>A interdependência entre a saúde mental e a estabilidade do sistema cardiovascular representa um dos campos mais férteis e necessários da medicina atual. Historicamente tratadas como esferas independentes, a depressão e as doenças cardiovasculares revelam, com base em evidências clínicas e moleculares robustas, uma simbiose fisiopatológica profunda e de via dupla. A depressão não se configura meramente como uma resposta emocional ao diagnóstico de uma cardiopatia. Ela atua como um fator de risco independente e primário, capaz de acelerar processos ateroscleróticos e aumentar a suscetibilidade a eventos críticos, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. No centro dessa conexão, emergem mecanismos biológicos complexos que envolvem a inflamação crônica de baixo grau, caracterizada pela elevação de citocinas pró-inflamatórias como a interleucina-6 e o fator de necrose tumoral alfa, além da desregulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal e do desequilíbrio persistente do sistema nervoso autônomo. Essas alterações biológicas resultam em disfunção endotelial, aumento da agregação plaquetária e instabilidade miocárdica. Paralelamente, determinantes comportamentais, como o tabagismo, o sedentarismo e a má adesão aos regimes terapêuticos, amplificam esse cenário de vulnerabilidade. Estudos epidemiológicos demonstram que a abordagem integrada, que une o suporte psicossocial à farmacologia cardiovascular, é capaz de alterar o prognóstico clínico, evidenciando que a remissão dos sintomas depressivos está diretamente correlacionada à redução da mortalidade cardíaca. Diante das estimativas globais que posicionam o transtorno depressivo como o principal contribuinte para a carga de doenças na próxima década, a compreensão detalhada das vias moleculares e sistêmicas que unem estas condições é fundamental. Enquanto a obesidade, o diabetes e a inatividade física agravam ainda esse quadro, intervenções nutricionais e relaxamento guiado são apontadas como ferramentas complementares essenciais. A transição para um modelo de cuidado integral e multidisciplinar é o caminho para otimizar a sobrevida de pacientes que enfrentam esta complexa sobreposição de agravos.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1901 COMPLEXIDADE DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO NA DOENÇA RENAL TERMINAL: DA GESTÃO VOLÊMICA À MODULAÇÃO NEURO-HUMORAL 2026-06-09T16:56:49-03:00 Vanessa Sampaio Cardoso da Cunha bmfarias@gmail.com Beatriz Silvestre Knust bmfarias@gmail.com Jorge Alexandre de Araujo Peres bmfarias@gmail.com Antonio Heloisio Limeira Pinheiro bmfarias@gmail.com Helia Maria Rodrigues Silva bmfarias@gmail.com Paulo Victor Cabral Abreu bmfarias@gmail.com Emanuel Rodrigues Aguiar bmfarias@gmail.com <p>O manejo da hipertensão arterial na doença renal terminal (DRET) constitui um dos paradoxos mais complexos da cardiologia e nefrologia, onde a elevação pressórica atua simultaneamente como estímulo de progressão da doença renal e como a complicação cardiovascular mais prevalente, afetando mais de 80% dos pacientes em diálise. A gravidade desta condição é aumentada por uma vasculatura marcada por calcificações extensas e envelhecimento precoce, resultando em taxas de controle efetivo alarmantemente baixas, que raramente ultrapassam os 40%. O paradigma clínico atual desloca o foco das medidas pré-diálise instáveis — frequentemente influenciadas pelo efeito do "jaleco branco" e por trocas volêmicas rápidas — para uma avaliação dinâmica fora da unidade hospitalar. Neste cenário, a monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA) de 44 a 48 horas se estabelece como um recurso indispensável para capturar a carga tensional real ao longo de todo o ciclo interdialítico e identificar padrões de não imersão noturna ou imersores reversos, presentes em mais de 80% dessa população. Fisiopatologicamente, a hipertensão na DRET é predominantemente dependente do eixo volume-sódio, onde o acúmulo de líquidos no período interdialítico eleva o débito cardíaco, evoluindo para uma vasoconstrição autorregulatória que aumenta a resistência vascular periférica. Este cenário é agravado por uma ativação simpática elevada, disparada pelos rins e por uma rigidez arterial acelerada, caracterizada pelo aumento da velocidade da onda de pulso (VOP), que impede o amortecimento da ejeção ventricular e predispõe à hipertrofia ventricular esquerda. A dinâmica pressórica segue um padrão único em dente de serra, que submete o sistema cardiovascular a ciclos repetitivos de estresse mecânico e hipoperfusão, aumentando o risco de atordoamento miocárdico. As evidências clínicas consolidam a perseguição rigorosa do peso seco como a estratégia não farmacológica, capaz de normalizar a pressão arterial em mais de 60% dos casos. No campo farmacológico, o uso de betabloqueadores como o carvedilol demonstrou reduções significativas na mortalidade cardiovascular, enquanto a individualização do sódio no dialisato surge como ferramenta importante para evitar o paradoxo da hipertensão intradialítica. O futuro aponta para ações intervencionistas, como a denervação renal experimental, que promete reduções sustentadas de até 30 mmHg, sinalizando uma transição para uma medicina de precisão que integre monitoração contínua e modulação neuro-humoral profunda.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1902 DIFERENÇAS FENOTÍPICAS E A PERSONALIZAÇÃO DO CUIDADO CARDIOVASCULAR ENTRE HOMENS E MULHERES 2026-06-09T16:59:47-03:00 Laís Helena Oliveira Avelar bmfarias@gmail.com Deborah Costa Lima de Araujo bmfarias@gmail.com Maicon Dionatan Lima Teles bmfarias@gmail.com Roxana Lissette Rodriguez Olmos bmfarias@gmail.com Marcelle Francine Bacega Gabure bmfarias@gmail.com Diego dos Santos Bastos bmfarias@gmail.com <p>As doenças cardiovasculares permanecem como o principal desafio para a saúde pública em escala global, apresentando uma letalidade que mascara disparidades críticas na forma como homens e mulheres vivenciam a patologia. Historicamente, a abordagem clínica foi moldada por dados obtidos majoritariamente de amostras masculinas, o que resultou em protocolos que frequentemente negligenciam as especificidades biológicas e estruturais do corpo feminino. A transição para uma prática médica mais precisa exige o reconhecimento de que o gênero não é apenas uma variável demográfica, mas um determinante biológico profundo que altera desde o tamanho das câmaras cardíacas e o diâmetro dos vasos coronários até a reatividade do sistema nervoso autônomo frente ao estresse agudo. Enquanto os homens tendem a apresentar obstruções coronárias calcificadas e focais, as mulheres frequentemente manifestam doenças microvasculares e placas com maior propensão à erosão, acompanhadas de sintomas que escapam à descrição clássica da dor precordial, como náuseas, dispneia e fadiga intensa. Essas variações na apresentação clínica contribuem para um cenário de subdiagnóstico e atraso no início de intervenções terapêuticas fundamentais, elevando as taxas de complicações pós-procedimentos invasivos. Além das diferenças anatômicas, o perfil hormonal desempenha um papel protetor ou agravante; a queda dos níveis de estrogênio no climatério elimina a defesa endotelial natural da mulher, aproximando seu risco cardiovascular ao do homem. No campo farmacológico, disparidades na absorção, distribuição e metabolismo de medicamentos indicam que a eficácia de betabloqueadores e inibidores da enzima conversora de angiotensina varia significativamente entre os sexos. Portanto, o avanço na redução da mortalidade depende da integração de políticas de saúde que incentivem a inclusão equitativa de mulheres em ensaios clínicos e a capacitação das equipes para identificar sinais atípicos. Somente através de uma análise exaustiva das vias moleculares e hemodinâmicas específicas para cada sexo será possível estabelecer diretrizes que garantam uma assistência segura e eficaz para toda a população.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1903 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA: FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO E MANEJO ATUAL 2026-06-09T17:05:24-03:00 Nathalia Guimarães Cruz bmfarias@gmail.com Simone Carvalho Simonini bmfarias@gmail.com Francisco Jhonatan Elias Figueiredo bmfarias@gmail.com Daniel Morelli Bufarah bmfarias@gmail.com Flavia Maria Holanda Marques de Lira bmfarias@gmail.com Maria Gabriela Inocente Vitório Brasil Campos bmfarias@gmail.com <p>A insuficiência cardíaca (IC) é reconhecida na prática clínica moderna como uma síndrome sistêmica e multifatorial de elevada complexidade, originada a partir de comprometimentos de ordem estrutural ou funcional que impactam diretamente a capacidade mecânica de contração miocárdica ou, de forma igualmente deletéria, o enchimento ventricular. No espectro fenotípico dessa patologia, os pacientes manifestam um conjunto de sintomas cardinais, notadamente a dispneia aos esforços e uma intolerância progressiva ao exercício físico, frequentemente acompanhados por fadiga crônica, edema periférico, ortopneia, dispneia paroxística noturna e inapetência. A taxonomia atual das diretrizes cardiológicas segmenta os pacientes primordialmente com base na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). Embora a apresentação clínica — composta por sinais e sintomas de congestão e baixo débito — apresente uma sobreposição quase absoluta entre os fenótipos de fração de ejeção reduzida (ICFEr) e preservada (ICFEp), as bases fisiopatológicas e as respostas às intervenções terapêuticas divergem de maneira substantiva. Enquanto a ICFEr é definida por um prejuízo proeminente na contratilidade do ventrículo esquerdo (VE), a ICFEp apresenta uma FEVE dentro dos parâmetros de normalidade, ainda que disfunções contráteis sutis possam ser identificadas mediante o emprego de técnicas avançadas de imagem cardiovascular. Fundamentalmente, a elevação da pressão diastólica final e a consequente congestão venocapilar pulmonar são tão severas na ICFEp quanto na ICFEr. No contexto da ICFEp, o incremento da pressão diastólica final não é um evento isolado, mas o resultado de uma interação biológica complexa que envolve a disfunção diastólica clássica, prejuízos sistólicos subclínicos, o aumento da rigidez passiva tanto atrial quanto ventricular e uma redução deletéria da complacência do sistema arterial.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1904 BASES FISIOPATOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DOS BIOMARCADORES NA HEMATOLOGIA CARDIOVASCULAR 2026-06-09T17:08:37-03:00 Ronnya Gerllane Roriz bmfarias@gmail.com Ernane Oliveira Rodrigues bmfarias@gmail.com Luiz Aurélio Braga Pereira bmfarias@gmail.com Thiago Rabello Santos bmfarias@gmail.com Alexandre Augusto Paredes Selva bmfarias@gmail.com Karina Brandão Patton bmfarias@gmail.com <p>O estudo das correlações fisiopatológicas entre o sistema hematológico e a função cardiovascular revela uma interdependência profunda que transcende a visão clássica de especialidades isoladas. A circulação sanguínea não atua apenas como um meio de transporte neutro, mas como um tecido dinâmico cujas alterações celulares e moleculares impactam diretamente a mecânica cardíaca e a integridade vascular. Condições como a anemia reduzem a oferta de oxigênio tecidual, exigindo adaptações hemodinâmicas como o aumento do débito cardíaco, que, em estados crônicos, podem evoluir para remodelamento ventricular e insuficiência de alto débito. Por outro lado, a patologia cardiovascular, como a insuficiência cardíaca e a hipertensão, desencadeia uma cascata inflamatória sistêmica e ativação plaquetária, as quais promovem complicações como trombose venosa e a própria anemia de doença crônica, fechando um ciclo de agressão mútua. Nesse contexto, a largura de distribuição das hemácias (RDW) emerge como um marcador de interesse crescente, pois sua variação reflete não apenas o diagnóstico de anemias, mas também estados de inflamação e estresse oxidativo associados ao prognóstico de eventos coronarianos e doenças cerebrovasculares. A compreensão detalhada dessas vias, incluindo o papel de mutações genéticas em fatores de coagulação e o impacto de depósitos férricos em tecidos miocárdicos, é fundamental para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas integradas. A abordagem multidisciplinar, envolvendo a colaboração entre hematologistas e cardiologistas, torna-se uma necessidade clínica para otimizar os desfechos em pacientes complexos, onde o manejo de um sistema reflete invariavelmente na estabilidade do outro. O avanço nas pesquisas sobre biomarcadores sensíveis e o uso de novas terapias para hemoglobinopatias sinalizam uma transformação na prática clínica, priorizando a estabilização da reologia sanguínea como fundamento para a preservação da saúde cardiovascular global.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1905 INTEGRAÇÃO DA VELOCIDADE DA ONDA DE PULSO E DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA NA AVALIAÇÃO DA RIGIDEZ VASCULAR 2026-06-09T17:11:54-03:00 Lucas Rodrigues da Silva bmfarias@gmail.com Erick Eannes Moura Bringel bmfarias@gmail.com Maria Gabriela Inocente Vitório Brasil Campos bmfarias@gmail.com Yanquel Bazan Antezana bmfarias@gmail.com Adriana do Socorro da Cruz Tavares bmfarias@gmail.com Cássio Moreira Figueredo bmfarias@gmail.com <p>A avaliação do risco cardiovascular atravessa uma mudança de paradigma fundamental, transitando dos escores estatísticos tradicionais, frequentemente limitados a variáveis demográficas, para a quantificação direta e personalizada do envelhecimento biológico vascular. Esta nova abordagem fez com que a velocidade da onda de pulso (VOP) e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) se tornassem bases de uma cardiologia mais abrangente, permitindo uma leitura integrada da integridade mecânica do sistema arterial e da qualidade do sistema nervoso autônomo. Fisiopatologicamente, a rigidez arterial — ou arteriosclerose — decorre de uma transformação estrutural marcada pela fragmentação das fibras de elastina e pela deposição excessiva de colágeno na parede vascular, processo que compromete a função amortecedora (<em>buffering</em>) das grandes artérias. Fisicamente, este estado é regido pela equação de Moens-Korteweg, onde uma parede mais rígida acelera a propagação da onda de pressão, fazendo-a retornar ao coração prematuramente durante a fase final da sístole. Este fenômeno eleva a pressão sistólica central e a pós-carga ventricular, ao mesmo tempo que reduz a perfusão coronária diastólica, criando o substrato ideal para a hipertrofia ventricular esquerda e isquemia miocárdica silenciosa. Evidências clínicas consolidaram a VOP carótido-femoral superior a 10 m/s como um marcador de lesão em órgãos-alvo com valor preditivo superior aos <em>scores</em> convencionais, introduzindo o conceito de envelhecimento vascular precoce (EVA) para identificar precocemente danos estruturais avançados. Estudos demonstram que a sinergia entre uma VOP elevada e uma VFC reduzida potencializa drasticamente o risco de morte súbita e eventos coronários, refletindo um estado de predominância simpática e deterioração cardiovascular acelerada. No horizonte prático e futuro, a integração da Inteligência Artificial e do <em>Machine Learning</em> permite extrair fenótipos vasculares complexos a partir de sinais simples de fotopletismografia em <em>smartphones</em> e <em>wearables</em>. A transição para uma monitoração contínua e invisível promete transformar a cardiologia em uma área preditiva e preventiva, onde a integridade vascular é preservada através de intervenções personalizadas em tempo real.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1906 MODULAÇÃO NEURO-HORMONAL E TERAPIAS AVANÇADAS NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO REDUZIDA 2026-06-09T17:16:09-03:00 Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas bmfarias@gmail.com André Maia de Oliveira bmfarias@gmail.com Nathalia Rebouças Pereira bmfarias@gmail.com Clara Maria Neira Sacaski bmfarias@gmail.com Flaviane Milhomens Leite bmfarias@gmail.com Juliana Baldo Nogueira bmfarias@gmail.com <p>A insuficiência cardíaca (IC) é reconhecida como uma síndrome clínica multissistêmica e debilitante, caracterizada fundamentalmente por uma tríade diagnóstica que engloba sintomas típicos, sinais clínicos detectáveis ao exame físico e evidências objetivas de disfunção cardíaca estrutural ou funcional. A taxonomia atual desta síndrome segmenta os pacientes em subtipos distintos, utilizando a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) como o principal aspecto para a tomada de decisão clínica e terapêutica. Quando a FEVE apresenta valores inferiores a 40%, a condição é tecnicamente denominada insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), um fenótipo marcado por uma falência proeminente da capacidade contrátil do miocárdio. Fisiopatologicamente, a ICFEr é definida por uma superativação persistente e deletéria de eixos neuro-hormonais críticos, com destaque para o sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). Embora essa ativação surja inicialmente como uma resposta adaptativa e necessária para manter a pressão de perfusão sistêmica frente à queda do débito cardíaco, ela evolui rapidamente para um estado desadaptativo. Este desequilíbrio resulta em uma retenção patológica de sódio e água, desencadeando uma cascata de consequências hemodinâmicas adversas, aumento das tensões de parede e processos fibróticos que perpetuam a remodelação ventricular mal-adaptativa. O manejo clínico da ICFEr sofreu transformações profundas nas últimas décadas. Se antes o foco consistia quase exclusivamente no uso de diuréticos para o alívio sintomático da congestão, hoje as evidências de grandes ensaios clínicos consolidaram a importância do antagonismo farmacológico desses eixos neuro-hormonais para a redução efetiva da morbidade e da mortalidade. Mais recentemente, a inclusão de agentes inovadores que atuam em vias complementares — como os inibidores do receptor de angiotensina-neprilisina (ARNI) e os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2) — abriu novas fronteiras terapêuticas, permitindo resultados clínicos significativamente superiores na preservação da vida e na qualidade de vida dos pacientes acometidos.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1907 AVANÇOS MOLECULARES NO HIPERALDOSTERONISMO PRIMÁRIO E SEU IMPACTO NA SAÚDE PÚBLICA CARDIOVASCULAR 2026-06-09T17:19:27-03:00 Jorge Ferreira da Silva Júnior bmfarias@gmail.com Brena Pereira Batisti Parizotto bmfarias@gmail.com Rogerio Jorge Barbosa de Oliveira bmfarias@gmail.com Anna Freitas Cardoso Freire bmfarias@gmail.com Bruna Francilene Silva Rodrigues bmfarias@gmail.com Pedro de Souza Brito Neto bmfarias@gmail.com Emanuel Rodrigues Aguiar bmfarias@gmail.com <p>A compreensão do hiperaldosteronismo primário (HAP) passou por uma grande transformação nas últimas décadas, deixando de ser considerada um interesse médico ocasional para se consolidar como uma síndrome comum que afeta entre 5% a 10% da população hipertensa geral e até 20% dos casos resistentes. Este novo paradigma revela que a maioria dos pacientes é “normocalêmica”, o que invalida o critério histórico da hipocalemia para o rastreio e reforça um risco cardiovascular e renal desproporcional, superando os danos conferidos pela hipertensão essencial com níveis pressóricos equivalentes. No centro desta revolução biológica está a descoberta de mutações somáticas em genes de canais iónicos e bombas de transporte (como KCNJ5, ATP1A1 e CACNA1D), que promovem a despolarização crônica da membrana celular na zona glomerulosa e ativam a aldosterona sintase de forma autônoma. Adicionalmente, a identificação de aglomerados de células produtoras de aldosterona (APCCs) sugere que a doença adrenal é um contínuo de alterações moleculares, desafiando a visão binária tradicional entre adenomas unilaterais e hiperplasia bilateral. Clinicamente, a aldosterona em excesso atua como um veneno metabólico sistêmico, exercendo efeitos pró-inflamatórios e pró-fibróticos diretos, que resultam em remodelamento cardíaco adverso e danos vasculares independentes da pressão arterial. A triagem baseada na relação aldosterona-renina (ARR) permanece como a base do diagnóstico, embora exija um rigoroso manejo de interferências farmacológicas e a normalização eletrolítica para evitar falsos-negativos. A falha da tomografia computadorizada (TC) em diferenciar nódulos secretores de incidentalomas inativos em pacientes acima dos 40 anos consolidou o cateterismo de veias adrenais (AVA) como referência funcional indispensável para guiar decisões cirúrgicas. Enquanto a adrenalectomia laparoscópica oferece taxas de cura bioquímica superiores a 90%, o tratamento evolui para o uso de antagonistas mineralocorticoides (MRAs) e a introdução de novos inibidores da aldosterona sintase (ASIs), como o baxdrostat, que prometem uma medicina de precisão capaz de silenciar a produção hormonal na sua origem.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1908 MECANISMOS MOLECULARES E DIRETRIZES CLÍNICAS NA DISFUNÇÃO CARDIORRENAL 2026-06-09T17:31:29-03:00 Rommel Wallace Costa Reis bmfarias@gmail.com Daniel Rodrigues Lustosa bmfarias@gmail.com Luís Felipe Lopes Corrêa bmfarias@gmail.com Thaísa Carolina Fornazeiro Abegão bmfarias@gmail.com Luciana de Oliveira Fumian Brasil bmfarias@gmail.com Juliano Domingos de Oliveira bmfarias@gmail.com <p>A coexistência entre a doença renal crônica e as patologias do sistema circulatório representa um dos desafios mais complexos da medicina, dada a reciprocidade de danos que acelera o declínio funcional de ambos os sistemas. A insuficiência renal atua como um potente fator de risco independente para eventos cardíacos, mediada por um ambiente sistêmico de inflamação crônica, estresse oxidativo e toxicidade urêmica. A base dessa interação reside em alterações metabólicas e hormonais profundas, incluindo o acúmulo de inibidores da síntese de óxido nítrico, como a dimetilarginina assimétrica, e a desregulação do metabolismo mineral envolvendo o fósforo e o fator de crescimento de fibroblastos 23. Evidências clínicas consolidadas demonstram que a taxa de filtração glomerular reduzida e a presença de albuminúria são preditores robustos de mortalidade, muitas vezes superando o risco de progressão para a diálise propriamente dita. No campo diagnóstico, a redução da acurácia de testes funcionais em estágios avançados exige uma abordagem mais criteriosa e o uso de métodos de imagem mais precisos. O tratamento, por sua vez, demanda uma integração multidisciplinar que prioriza o controle rigoroso da pressão arterial, com foco no bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona, além de restrições dietéticas de sódio e manejo da anemia e dislipidemia. Apesar da evolução farmacológica, a baixa adesão terapêutica e a irreversibilidade das lesões vasculares em estágios tardios reforçam a necessidade de um diagnóstico precoce. O futuro do manejo clínico aponta para o uso de biomarcadores específicos e novas classes terapêuticas, como os inibidores da enzima prolil hidroxilase, visando não apenas retardar a falência orgânica, mas reduzir de forma efetiva o impacto na mortalidade cardiovascular global.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1911 SELEÇÃO DE RECEPTORES E INOVAÇÕES CIRÚRGICAS NO TRANSPLANTE CARDÍACO DE PRECISÃO 2026-06-09T17:42:18-03:00 Clara Machado Rodrigues bmfarias@gmail.com Allan Christian Lima da Silva bmfarias@gmail.com Gabriella Matioli Lira Correa bmfarias@gmail.com Omar Fabio Rojas Ibanez bmfarias@gmail.com Flavio Azevedo do Nascimento bmfarias@gmail.com Marianne Brunini Buonfiglio bmfarias@gmail.com <p>O transplante cardíaco se consolida na medicina atual como a intervenção definitiva e referência para pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca (IC) em estágio terminal, onde as terapias convencionais — sejam elas farmacológicas ou intervencionistas — esgotaram sua eficácia. A viabilidade e o sucesso clínico desta modalidade terapêutica dependem de uma orquestração complexa de múltiplos domínios médicos. Primeiramente, a seleção rigorosa de candidatos deve ser fundamentada em critérios clínicos de alta acuidade, na estratificação da gravidade hemodinâmica da doença e na análise minuciosa da compatibilidade imunológica. Esses processos visam não apenas maximizar as taxas de sobrevivência pós-operatória, mas também assegurar a alocação ética e eficiente dos escassos órgãos disponíveis. Simultaneamente, o campo do transplante tem sido impulsionado por avanços exponenciais na identificação e mitigação de complicações sistêmicas severas. O manejo das rejeições aguda e crônica, a prevenção de infecções oportunistas e o suporte contra a disfunção primária do enxerto passaram por refinamentos tecnológicos significativos. Um marco fundamental reside no desenvolvimento de regimes imunossupressores de nova geração, projetados para induzir tolerância ao aloenxerto cardíaco enquanto minimizam a toxicidade orgânica e preservam a competência do sistema imunológico do receptor contra doenças. Adicionalmente, a ascensão da medicina de precisão introduziu ferramentas genéticas e imunológicas que permitem a personalização do cuidado, desde a predição de riscos moleculares até a otimização da farmacoterapia, moldando o futuro da cardiologia avançada e oferecendo uma perspectiva renovada de longevidade para indivíduos com falência cardíaca de alta complexidade.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1916 ANÁLISE INTEGRATIVA DA DOENÇA DE CHAGAS E DINÂMICA DO TRYPANOSOMA CRUZI 2026-06-09T18:14:31-03:00 Mariana Mendes Brandão contato@epitaya.com.br Daniel Morelli Bufarah contato@epitaya.com.br Ludmilla de Melo Ribeiro contato@epitaya.com.br Thais Yanne Moreira Madeira contato@epitaya.com.br José Roberto Guidio contato@epitaya.com.br Rogerio Jorge Barbosa de Oliveira contato@epitaya.com.br <p>A Doença de Chagas permanece como um dos desafios mais persistentes da saúde pública global, transcendendo sua origem rural na América Latina para se tornar uma condição emergente em centros urbanos e países não endêmicos devido aos fluxos migratórios. Causada pelo protozoário flagelado <em>Trypanosoma cruzi</em>, a patologia caracteriza-se por uma transição complexa entre uma fase aguda, marcada por elevada carga parasitária, e uma fase crônica, que pode se manifestar de forma indeterminada ou evoluir para graves danos viscerais. O comprometimento cardíaco representa a face mais letal da doença, resultando em uma miocardite fibrosante crônica que culmina em insuficiência cardíaca, arritmias complexas e eventos tromboembólicos. A biologia do parasita envolve um ciclo evolutivo distinto entre hospedeiros vertebrados e invertebrados, utilizando mecanismos sofisticados de evasão imunológica, como a indução de anergia e a estimulação policlonal inespecífica de linfócitos, que garantem a persistência da infecção por décadas. As evidências clínicas atuais sugerem que a progressão da lesão tecidual é influenciada por uma tríade de fatores que inclui a carga parasitária residual, a variabilidade genética das cepas e a resposta inflamatória exacerbada do hospedeiro, possivelmente mediada por processos de autoimunidade e denervação autonômica. O diagnóstico exige uma abordagem estratificada, priorizando métodos diretos na fase inicial e ensaios sorológicos combinados na fase crônica. Embora a terapia antiparasitária com benznidazol e nifurtimox apresente eficácia consolidada em crianças e casos agudos, o manejo da forma cardíaca estabelecida foca na mitigação de danos estruturais. O futuro do controle desta antropozoonose depende da integração de políticas de vigilância vetorial, triagem sistemática em bancos de sangue e o desenvolvimento de regimes terapêuticos mais toleráveis, visando interromper a história natural de uma doença que, milênios após seus primeiros registros em múmias pré-colombianas, ainda impõe um pesado ônus socioeconômico e humano.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1917 FENOTIPAGEM HEMODINÂMICA E MECANISMOS METABÓLICOS NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONTEMPORÂNEA 2026-06-09T18:20:30-03:00 Gerson Barbosa do Nascimento contato@epitaya.com.br Amanda Laghi Sandoval Hamamoto contato@epitaya.com.br Orlando Adolfo Vargas Barba contato@epitaya.com.br Christiane de Paula Jued Moyses contato@epitaya.com.br Francisco Antonio da Silveira Neto contato@epitaya.com.br Mario Augusto Mariano contato@epitaya.com.br <p>Hoje, a insuficiência cardíaca (IC) não é mais compreendida como uma patologia singular, mas como um espectro clínico e hemodinâmico complexo, categorizado fundamentalmente pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) em três fenótipos: preservada (ICFEp), intermediária (ICFEi) e reduzida (ICFEr). Atualmente, a ICFEp representa um dos maiores desafios da cardiologia, sendo responsável por mais de metade das hospitalizações globais por IC. A sua fisiopatologia é marcada por uma transição de paradigma, onde a clássica sobrecarga de pressão cede lugar à "hipótese metabólica", que identifica a desregulação de adipocinas e a inflamação sistêmica de baixo grau como os gatilhos primordiais da disfunção miocárdica. Nesse cenário, o papel das comorbidades — notadamente a obesidade e o diabetes mellitus tipo 2 — é central. O tecido adiposo epicárdico (TAE) atua como um órgão endócrino e parácrino, secretando mediadores inflamatórios que induzem o estresse oxidativo e a disfunção microvascular coronária. Esse ambiente pró-inflamatório reduz a biodisponibilidade de óxido nítrico (NO), comprometendo a via de sinalização NO-sGC-cGMP-PKG, o que resulta na hipofosforilação da titina e no consequente aumento da rigidez passiva dos cardiomiócitos, além de promover a fibrose intersticial. Paralelamente, a ICFEr é caracterizada pela perda de unidades contráteis e pelo remodelamento ventricular excêntrico, impulsionado por uma superativação neuro-hormonal deletéria. A nova era da insuficiência cardíaca é, portanto, definida pela integração de tecnologias, como a inteligência artificial para o "fenomapeamento" de pacientes e a medicina genômica para a identificação de alvos moleculares específicos. A revolução terapêutica consolidou o uso de novas classes farmacológicas, como os ARNIs e os inibidores da SGLT2, que oferecem proteção multiorgânica e remodelamento reverso, enquanto a monitorização hemodinâmica remota via sensores implantáveis permite uma gestão proativa e personalizada da síndrome, reduzindo drasticamente a morbidade e a mortalidade.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1918 MODULAÇÃO HEMODINÂMICA E PROTEÇÃO CARDIORRENAL POR MEIO DA AÇÃO DOS INIBIDORES DE SGLT2 E AGONISTAS DO RECEPTOR DE GLP-1 2026-06-09T18:23:27-03:00 Jorge João dos Santos Castro Filho contato@epitaya.com.br Bruno Monteiro Ribeiro contato@epitaya.com.br Rommel Wallace Costa Reis contato@epitaya.com.br Anna Cecília Barcellos Torres contato@epitaya.com.br Henrique Nogueira Manhães contato@epitaya.com.br Pedro Evilazio de Souza Junior contato@epitaya.com.br Juliana Baldo Nogueira contato@epitaya.com.br <p>A gestão clínica do diabetes mellitus tipo 2 atualmente passa por uma profunda mudança. Se antes a doença era considerada estritamente glicocêntrica, hoje ganha uma abordagem hemodinâmica e vascular integrada. O surgimento dos inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2i) e dos agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1 RA) revelou agentes pleiotrópicos com impacto direto na integridade de órgãos-alvo, posicionando-os como ferramentas indispensáveis na cardiologia e nefrologia preventivas. Os mecanismos biológicos subjacentes a estas classes são distintos e complementares: enquanto os SGLT2i promovem natriurese e diurese osmótica — reduzindo o volume plasmático e intersticial sem ativar o sistema nervoso simpático — os GLP-1 RA atuam na vasodilatação mediada pelo óxido nítrico e, essencialmente, na redução significativa da massa adiposa visceral. Adicionalmente, os SGLT2i restauram o feedback tubuloglomerular e reduzem a rigidez arterial, enquanto os GLP-1 RA inibem o trocador de sódio-hidrogênio 3 renal. As evidências consolidam esta eficácia pressórica. O ensaio EMPA-REG OUTCOME demonstrou reduções sustentadas da pressão arterial sistólica (PAS) de 3 a 5 mmHg, efeito também observado nos programas CANVAS e DECLARE-TIMI 58. Paralelamente, o programa STEP evidenciou que doses elevadas de semaglutida podem reduzir a PAS em até 5 a 6 mmHg, com a tirzepatida apresentando resultados ainda mais significativos no programa SURPASS. Notavelmente, estes benefícios se estendem a pacientes não-diabéticos com insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, confirmando que seu efeito é independente da glicemia. As implicações práticas são vastas, incluindo a restauração do padrão circadiano <em>dipping</em>, relevante para a proteção contra acidentes vasculares cerebrais, e a utilidade em quadros de hipertensão resistente como terapia adjuvante. No futuro, a integração precoce e abrangente destas classes nas diretrizes internacionais de hipertensão redefinirá o tratamento da síndrome cardiometabólica, visando não apenas o controle tensional, mas a regressão da fibrose miocárdica e a preservação da longevidade cardiovascular global.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1919 INIBIDORES DA ALDOSTERONA SINTASE COMO ESTRATÉGIA NA MODULAÇÃO HORMONAL E PROTEÇÃO DE ÓRGÃOS-ALVO 2026-06-09T18:26:00-03:00 Mariana Mendes Brandão contato@epitaya.com.br Camila Guerreiro Bentes contato@epitaya.com.br Jorge Vinícius Costa Santos contato@epitaya.com.br Ronnya Gerllane Roriz contato@epitaya.com.br Anna Carolina Pereira Mares Guia Machado contato@epitaya.com.br Hugo Napoleão Cavalcanti Rolim contato@epitaya.com.br Pedro Henrique Leite Borges contato@epitaya.com.br <p>A compreensão da aldosterona como um potente mediador de inflamação e fibrose tecidual, para além da sua função convencional na regulação hidroeletrolítica, gerou uma mudança importante no tratamento da hipertensão resistente e de doenças cardiorrenais crônicas. Tradicionalmente, o bloqueio deste eixo tem sido realizado através de antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARMs), como a espironolactona. No entanto, limitações clínicas significativas — incluindo efeitos secundários hormonais como a ginecomastia e o risco persistente de hipercalemia — criaram a necessidade urgente de estratégias mais precisas que ataquem a síntese de hormônio na sua origem. Isso fez com que surgisse uma classe inovadora dos inibidores da aldosterona sintase (IASs), que visa silenciar especificamente a atividade da enzima CYP11B2. O grande desafio técnico e farmacológico desta abordagem reside na elevada homologia estrutural, cerca de 93%, entre a CYP11B2 e a enzima CYP11B1, que é responsável pela síntese do cortisol, exigindo o desenvolvimento de medicamentos de altíssima seletividade para evitar a supressão adrenal indesejada. Mecanisticamente, os IASs neutralizam tanto os efeitos genômicos lentos quanto as respostas não genômicas rápidas da aldosterona, reduzindo de forma direta o estresse oxidativo e a proliferação de fibroblastos no coração, vasos e rins. Evidências clínicas, como os ensaios de fase 2 com o baxdrostat, demonstraram reduções significativas, rápidas e dose-dependentes na pressão arterial sistólica em pacientes com hipertensão resistente, mantendo a integridade dos níveis de cortisol plasmático. Outras moléculas em desenvolvimento, como o lorundrostat, reforçam o potencial transformador desta classe em oferecer um controle tensional superior e simplificar regimes terapêuticos complexos. As implicações futuras desta inovação apontam para uma medicina de precisão que não só otimiza os valores pressóricos, mas oferece uma proteção orgânica profunda contra o remodelamento adverso. Ao evitar a ativação compensatória do receptor mineralocorticoide por outros ligantes, os IASs prometem revolucionar o prognóstico de indivíduos de alto risco, consolidando-se como uma opção terapêutica essencial para a longevidade cardiovascular e a saúde sistêmica como um todo.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1920 MECANISMOS MOLECULARES E MANEJO CARDIOVASCULAR NAS DOENÇAS AUTOIMUNES SISTÊMICAS 2026-06-09T18:28:41-03:00 Clara Maria Neira Sacaski contato@epitaya.com.br Luciana de Oliveira Fumian Brasil contato@epitaya.com.br Thaís Arenas Dallagassa contato@epitaya.com.br Allan Christian Lima da Silva contato@epitaya.com.br Jorge Vinícius Costa Santos contato@epitaya.com.br Sebastião de Almeida e Silva Neto contato@epitaya.com.br Dioger Narciso Melhado Ramos contato@epitaya.com.br <p>As doenças autoimunes sistêmicas configuram um grupo heterogêneo de patologias crônicas que resultam de uma falha profunda nos mecanismos de tolerância imunológica, levando o organismo a agredir seus próprios tecidos e órgãos vitais. A intersecção entre essas condições e o sistema cardiovascular tornou-se um foco crítico de investigação na medicina atual, dado que as taxas de morbidade e mortalidade cardíaca nesses indivíduos superam significativamente as observadas na população geral de mesma faixa etária. O comprometimento cardíaco é mediado por uma rede complexa de processos inflamatórios persistentes e distúrbios regulatórios que afetam simultaneamente o miocárdio, o pericárdio, o sistema de condução elétrica e a vasculatura coronária profunda. Nas moléculas, a deposição contínua de imunocomplexos e a ativação descontrolada do sistema complemento deflagram cascatas inflamatórias que resultam em estresse oxidativo severo e aumento patológico da atividade de fibroblastos induzido por citocinas, culminando em fibrose intersticial e deposição densa de colágeno. No plano vascular, a disfunção endotelial atua como o estágio inicial necessário para a aterosclerose acelerada, sendo impulsionada pelo acúmulo de partículas de lipoproteína de baixa densidade oxidada e pela infiltração massiva de monócitos e linfócitos T helper 1 nas camadas subendoteliais. Evidências clínicas robustas associam patologias como o lúpus eritematoso sistêmico, a artrite reumatoide e a síndrome antifosfolípide a um risco drasticamente elevado de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva e episódios de morte súbita, muitas vezes precedidos por uma aterosclerose subclínica silenciosa. O diagnóstico preciso depende da integração criteriosa de biomarcadores inflamatórios, como a proteína C reativa de alta sensibilidade, com métodos de imagem avançados e análise de sinais eletrocardiográficos para avaliar a variabilidade da frequência cardíaca e a estabilidade autonômica. O manejo terapêutico atual busca não apenas o controle dos sintomas articulares, mas a redução agressiva da carga cardiovascular por meio de fármacos imunomoduladores, agentes biológicos e terapias hipolipemiantes. As perspectivas para a cardiologia reumatológica apontam para a identificação de novos alvos celulares e o aprimoramento de calculadoras de risco específicas que integrem a atividade inflamatória da doença, garantindo intervenções preventivas mais eficazes.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1921 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CARGA SISTÊMICA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: DO DIAGNÓSTICO AO TRATAMENTO 2026-06-09T18:31:19-03:00 Mateus Oliveira de Almeida contato@epitaya.com.br Tania Cristina Alves Zahlouth contato@epitaya.com.br Gicivan Sousa Domingos contato@epitaya.com.br Paulo Milad Sebba contato@epitaya.com.br Carulina Lafetá Prates Costa contato@epitaya.com.br Francisco Jhonatan Elias Figueiredo contato@epitaya.com.br Gabriele Gianfelice contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa e multissistêmica originada pela incapacidade do coração em manter um débito cardíaco adequado para as necessidades metabólicas teciduais ou por fazê-lo apenas sob pressões de enchimento patologicamente elevadas. Esta condição manifesta-se através de um espectro de sintomas que inclui dispneia, ortopneia e fadiga generalizada, apresentando uma taxa de mortalidade em cinco anos próxima de 50%. Globalmente, a prevalência atinge mais de 64 milhões de pessoas, com uma tendência alarmante de rejuvenescimento: a incidência em adultos com menos de 50 anos tem crescido de forma acentuada, impulsionada pela epidemia precoce de obesidade, hipertensão e diabetes mellitus tipo 2. A sistematização da doença utiliza classificações funcionais, estruturais e fenotípicas baseadas na fração de ejeção, distinguindo entre a disfunção sistólica clássica e as alterações predominantemente diastólicas e metabólicas. O ônus econômico da síndrome é massivo, estimado em 108 bilhões de dólares anuais em escala global, dos quais cerca de 60% referem-se a custos diretos com internações hospitalares. Nos Estados Unidos, a IC é o principal motor de internações, com permanências médias de 17,3 dias — um período significativamente superior ao de outras doenças crônicas. Um fator determinante nos desfechos clínicos refere-se à gestão financeira: o alto custo da polifarmácia essencial leva à má adesão terapêutica em cerca de 42,1% dos casos de reinternação, criando um ciclo de descompensação e endividamento. Além do fardo financeiro, a síndrome exerce uma erosão psicossocial profunda, impactando a identidade e a trajetória profissional do paciente. Existe uma relação bidirecional entre a IC e transtornos de saúde mental, onde a depressão e a ansiedade ativam cascatas inflamatórias, como a elevação da interleucina-6, que aceleram o remodelamento ventricular negativo. A qualidade de vida é severamente comprometida por limitações físicas decorrentes da miopatia esquelética e disfunção mitocondrial, além de um impacto frequentemente subnotificado na saúde sexual, afetando cerca de 60% dos pacientes. Paralelamente, distúrbios respiratórios do sono, como a apneia central e o padrão de Cheyne-Stokes, estão presentes em 40% dos casos, exacerbando a hiperatividade simpática e o risco de arritmias noturnas. O manejo atual busca mitigar esses riscos através de tecnologias de monitorização remota, como sensores de pressão na artéria pulmonar que permitem ajustes proativos na medicação, e modelos de cuidado centrados na autonomia do paciente, visando transformar a gestão da doença de uma resposta à descompensação aguda para uma vigilância hemodinâmica integrada.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1922 AVC COMO CONSEQUÊNCIA DE DOENÇAS CARDÍACAS 2026-06-09T18:33:48-03:00 Claudina Mendes Horevicht contato@epitaya.com.br Giancarlo Gehlen Bregalda contato@epitaya.com.br Candice Gehlen Bregalda contato@epitaya.com.br Diego dos Santos Bastos contato@epitaya.com.br Dioger Narciso Melhado Ramos contato@epitaya.com.br Edinelia Ferreira da Silva contato@epitaya.com.br Gabriele Gianfelice contato@epitaya.com.br <p>O acidente vascular cerebral, AVC, permanece entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo e mantém relação estreita com diferentes doenças cardíacas. Em parcela expressiva dos casos, sobretudo nos eventos isquêmicos, o cérebro representa o território final de um processo iniciado previamente no coração ou na circulação central. Entre as condições mais relevantes nesse contexto destacam-se a hipertensão arterial sistêmica, a fibrilação atrial, o forame oval patente, as valvopatias, as próteses valvares, a endocardite infecciosa e as cardiomiopatias associadas à formação de trombos intracavitários. A compreensão dessa interface entre cardiologia e neurologia não possui apenas valor fisiopatológico, mas repercute diretamente na definição etiológica, na estratificação prognóstica e na prevenção secundária. A hipertensão arterial, além de favorecer lesão vascular cerebral direta, induz remodelamento cardíaco e cria terreno propício para arritmias emboligênicas. A fibrilação atrial mantém-se como a principal causa de cardioembolia cerebral, associando-se a eventos mais extensos, mais incapacitantes e com maior risco de recorrência. O forame oval patente, por sua vez, exige interpretação criteriosa, pois sua presença não implica necessariamente relação causal com o AVC. Já nas valvopatias, nas próteses e na endocardite infecciosa, o risco embólico decorre de mecanismos diversos, incluindo trombose, vegetações e disfunção estrutural. O reconhecimento dessas fontes cardíacas permite instituir estratégias mais adequadas de prevenção, como anticoagulação, fechamento percutâneo em casos selecionados, correção de fatores predisponentes e abordagem multidisciplinar. Dessa forma, o estudo do AVC como consequência de doenças cardíacas constitui um dos pontos mais relevantes de integração entre cardiologia e neurologia contemporâneas.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1923 DIFERENÇAS DE GÊNERO NA COEXISTÊNCIA ENTRE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E FIBRILAÇÃO ATRIAL 2026-06-09T18:36:07-03:00 Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas contato@epitaya.com.br Ana Cássia Silva de Oliveira contato@epitaya.com.br Gisela Correa Lara contato@epitaya.com.br Paulo Victor Cabral Abreu contato@epitaya.com.br Carolina Yamaguti Chaud contato@epitaya.com.br Marcos Vinicius de Souza Martins contato@epitaya.com.br <p>A coexistência entre a insuficiência cardíaca (IC) e a fibrilação atrial (FA) degrada severamente os desfechos cardiovasculares. Estudos epidemiológicos demonstram que o desenvolvimento de IC em pacientes com FA preexistente eleva a mortalidade em três vezes para ambos os sexos. Porém, quando a cronologia é inversa, a instalação da FA em pacientes com IC prévia gera um aumento de mortalidade significativamente mais expressivo em mulheres do que em homens. Os principais fatores de risco, nesse caso, incluem o tabagismo, a obesidade, a hipertensão e o diabetes, sendo que o diagnóstico de FA recente em mulheres atua como um preditor para o surgimento de IC e o aumento da mortalidade por todas as causas. Observa-se uma distinção fenotípica onde a IC com fração de ejeção preservada (ICFEp) é predominante em mulheres, enquanto os homens tendem a desenvolver IC com fração de ejeção reduzida (ICFEr). Esse padrão é reforçado pelo fato de que mulheres com FA têm uma incidência superior de ICFEp em relação aos homens. A base dessa disparidade reside em mecanismos fisiopatológicos complexos que envolvem influências hormonais, genéticas e epigenéticas, como a metilação do DNA e a expressão de microRNA. Estruturalmente, o coração feminino apresenta volumes indexados do ventrículo esquerdo (VE) menores e maior rigidez miocárdica. Diante do estresse da pós-carga, as mulheres mantêm a fração de ejeção preservada por períodos mais longos, mas evoluem com hipertrofia do VE e disfunção diastólica acentuada, em parte devido à maior pressão de pulso decorrente de uma raiz aórtica menor. Os estrogênios exercem papel cardioprotetor por meio de vias genômicas e não genômicas, modulando o estresse oxidativo, a função mitocondrial e inibindo a fibrose. Com a menopausa, a perda dessas funções antioxidantes e anti-inflamatórias aumenta a vulnerabilidade feminina à ICFEp e à FA. Adicionalmente, as flutuações hormonais e o sistema nervoso autônomo influenciam a eletrofisiologia atrial, sendo que a fase lútea, marcada pela atividade simpática aumentada, predispõe a arritmias. Clinicamente, as mulheres são mais sintomáticas e apresentam queixas atípicas como fadiga e fraqueza, o que pode retardar o diagnóstico e o início do tratamento. Embora as diretrizes não diferenciem as recomendações por sexo, evidências indicam que as mulheres se beneficiam mais de doses submáximas de medicamentos para IC e apresentam maior risco de reações adversas. O uso de ARNI demonstrou redução superior de hospitalizações e mortalidade cardiovascular em mulheres com ICFEp. Por outro lado, a digoxina está associada a um risco de mortalidade aumentado exclusivamente em mulheres com IC. Quanto aos dispositivos, as mulheres respondem de forma mais positiva à terapia de ressincronização cardíaca (TRC), apresentando remodelamento reverso mais eficaz e melhor sobrevida. Contudo, a qualidade de vida relacionada à saúde é pior em mulheres devido a comorbidades, maior incapacidade psicológica e sintomas mais severos. Fatores psicossociais, como a depressão — cuja associação com doenças cardiovasculares é mais forte no sexo feminino — e o papel de cuidadora, impactam diretamente o prognóstico.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1925 HEMODINÂMICA E INTERVENÇÃO CRÍTICA NO EDEMA PULMONAR CARDIOGÊNICO AGUDO 2026-06-09T22:54:12-03:00 Amanda Laghi Sandoval Hamamoto contato@epitaya.com.br Jesus Napoleon Chacon contato@epitaya.com.br Lucas Vieira de Almeida contato@epitaya.com.br Tania Cristina Alves Zahlouth contato@epitaya.com.br Jorge João dos Santos Castro Filho contato@epitaya.com.br Rodrigo Ranulpho Miranda Santos contato@epitaya.com.br Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas contato@epitaya.com.br <p>O edema pulmonar cardiogênico representa uma das emergências clínicas mais críticas no espectro da insuficiência cardíaca aguda, caracterizando-se por um comprometimento severo das trocas gasosas que pode culminar em insuficiência respiratória fatal se não manejado com precisão imediata. A condição resulta primordialmente de um desequilíbrio nas forças de Starling, onde o aumento súbito da pressão hidrostática nos capilares pulmonares supera a pressão oncótica plasmática, forçando o extravasamento de líquido para os espaços intersticiais e alveolares. A biologia subjacente envolve não apenas pressões de enchimento ventricular elevadas, mas também potencial falha por estresse na barreira alvéolo-capilar, onde a integridade do epitélio e do endotélio é comprometida, permitindo a passagem de solutos e proteínas. Evidências clínicas indicam que a mortalidade intra-hospitalar permanece elevada, situando-se entre 15% e 20%, com uma sobrevida de apenas 50% após um ano de acompanhamento. O diagnóstico moderno transcende a avaliação física, integrando o uso de biomarcadores como o peptídeo natriurético tipo B e tecnologias de imagem à beira do leito, como a ultrassonografia pulmonar para identificação de linhas B. O manejo terapêutico fundamenta-se na estabilização ventilatória, preferencialmente via ventilação não invasiva, e na redução agressiva da congestão hídrica através de diuréticos de alça intravenosos e vasodilatadores, visando a redução da pré e pós-carga. Implicações futuras apontam para o uso de novas classes farmacológicas, como os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2, e uma abordagem multidisciplinar que priorize a educação do paciente e o controle rigoroso da patologia cardíaca de base para evitar recidivas e melhorar a qualidade de vida a longo prazo.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1928 IMPLEMENTAÇÃO DA FARMACOGENÔMICA NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO RUMO À MEDICINA DE PRECISÃO CARDIOVASCULAR 2026-06-09T23:00:57-03:00 Gerson Barbosa do Nascimento contato@epitaya.com.br Anna Freitas Cardoso Freire contato@epitaya.com.br Ícaro Nunes Galiaço contato@epitaya.com.br Ritcheli Nayara Moraes de Carvalho contato@epitaya.com.br Brena Pereira Batisti Parizotto contato@epitaya.com.br Omar Fabio Rojas Ibanez contato@epitaya.com.br André Rossanno Mendes Almeida contato@epitaya.com.br <p>A farmacogenômica no tratamento da hipertensão arterial é atualmente uma das maiores representações de uma medicina de precisão fundamentada na estrutura genética individual. Considerando que a hereditariedade explica quase metade da variação da pressão arterial na população geral, o impacto da genética estende-se à forma como o organismo processa e responde aos medicamentos, permitindo identificar precocemente "não-respondedores" ou pacientes em risco de toxicidade por meio de biomarcadores genéticos. A base desta variabilidade reside nos polimorfismos de nucleótido único (SNPs), que afetam tanto a farmacocinética — alterando a absorção e o metabolismo via enzimas do citocromo P450, como a CYP2D6 para betabloqueadores — quanto a farmacodinâmica, ao modificarem os próprios alvos terapêuticos, como receptores, canais iônicos e enzimas. Evidências clínicas demonstram que polimorfismos no sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) revelam a eficácia de classes essenciais. Por exemplo, o genótipo DD no gene ACE associa-se a níveis elevados da enzima circulante, enquanto variantes no gene AGTR1 modulam a sensibilidade aos bloqueadores dos receptores da angiotensina. Da mesma forma, variantes no gene ADRB1 determinam uma resposta superior ao metoprolol e atenolol em homozigotos Arg389, ao passo que o gene ADD1 identifica indivíduos com sensibilidade ao sal aumentada que apresentam quedas tencionais mais acentuadas com diuréticos tiazídicos. Esta personalização deve também contemplar a diversidade genômica e étnica, evitando regimes subótimos em populações com perfis hormonais e metabólicos distintos. O futuro do manejo da hipertensão aponta para a integração de pontuações de risco poligênico (PRS), que concentram o impacto cumulativo de milhares de variantes para prever respostas terapêuticas complexas e o risco de complicações. Embora a implementação clínica ainda enfrente barreiras infraestruturais e a necessidade de ensaios prospetivos e randomizados, o trabalho de consórcios como o CPIC na padronização de diretrizes é importante para a transição do conhecimento da pesquisa para o consultório. A convergência entre o perfil genético, inteligência artificial e dados de estilo de vida captados por dispositivos vestíveis promete uma cardiologia preditiva e proativa, onde o compromisso é oferecer o medicamento certo, na dose certa, para o paciente certo.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1930 AVALIAÇÃO DA VARIABILIDADE DA PRESSÃO ARTERIAL E O PAPEL DOS BIOMARCADORES DIGITAIS NA PREVENÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR 2026-06-09T23:04:57-03:00 Camilla Kelly Pereira contato@epitaya.com.br Victor Nassif Figueira contato@epitaya.com.br José Roberto Guidio contato@epitaya.com.br Roxana Lissette Rodriguez Olmos contato@epitaya.com.br Hugo Tadeu Metidieri contato@epitaya.com.br Rachel Cristine Vale da Silva contato@epitaya.com.br Mônica Lucas Martins contato@epitaya.com.br <p>A prática clínica cardiovascular agora tem reconhecido a variabilidade da pressão arterial (VPA) como um sinal fisiológico rico em informação, superando a constatação inicial centrada exclusivamente em valores estáticos. Enquanto a pressão arterial média indica a carga total sobre os vasos, a VPA atua como um biomarcador crítico da qualidade do controle homeostático, revelando riscos cardiovasculares que frequentemente permanecem ocultos em avaliações convencionais de consultório. No âmbito fisiopatológico, a instabilidade hemodinâmica é resultado de uma interação complexa entre a disfunção autonômica — marcada pela perda de sensibilidade do barorreflexo e hiperatividade simpática — e a rigidez arterial, que impede o amortecimento eficaz do volume sistólico e gera oscilações pressóricas mais amplas. Este estresse mecânico repetitivo estimula a microcirculação e promove danos estruturais em órgãos-alvo, induzindo o remodelamento fibrótico cardíaco, a glomeruloesclerose renal e a ruptura da barreira hematoencefálica. As evidências clínicas são contundentes ao associar uma VPA elevada ao desenvolvimento de hipertrofia ventricular esquerda, progressão da doença renal crônica e, de forma crítica, ao acidente vascular cerebral e ao declínio cognitivo. A interpretação clínica correta exige a classificação destas flutuações em escalas temporais, desde a variabilidade batimento a batimento até à variabilidade de longo prazo observada entre consultas, sendo esta última um importante preditor de mortalidade em populações hipertensas. A revolução tecnológica atual, impulsionada por sensores digitais de fotopletismografia e monitoração contínua sem manguito, permite agora captar essas oscilações em ambiente real, gerando um grande volume de dados (<em>Big Data</em>) que fundamenta o uso de Inteligência Artificial. O futuro consiste na aplicação de algoritmos de <em>deep learning</em> para analisar o sinal pressórico e realizar uma fenotipagem digital personalizada, transformando séries temporais complexas em escores de risco dinâmicos. Nesta nova era, o papel do profissional evolui, sendo agora capaz de integrar o monitoramento invisível para intervir preventivamente, muito antes da manifestação de eventos clínicos graves, assegurando a estabilidade hemodinâmica e a integridade vascular do paciente.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1933 IMPACTO DAS COMORBIDADES NO MANEJO CLÍNICO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA 2026-06-09T23:08:48-03:00 Guilherme Leão da Silva contato@epitaya.com.br Armando Pereira Martins Filho contato@epitaya.com.br Javier Jesús Armenteros Vilaú contato@epitaya.com.br Rodrigo de Lemos Soares Patriota contato@epitaya.com.br Beatriz Cappatto da Silva contato@epitaya.com.br Otávio Tenorio de Farias contato@epitaya.com.br Andrey Luciano de Queiroz contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome cardiovascular complexa e de alta prevalência, caracterizada pela incapacidade do miocárdio em manter um débito cardíaco adequado, o que desencadeia complicações sistêmicas como a retenção de líquidos e arritmias. Entre 1990 e 2017, a incidência global da doença quase dobrou, atingindo aproximadamente 64,3 milhões de pessoas, tornando-se uma das principais causas de mortalidade mundial. O manejo clínico da IC é desafiado pela frequente coexistência de comorbidades não cardiovasculares, como anemia, diabetes mellitus (DM), disfunção renal, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e distúrbios respiratórios do sono, condições que elevam substancialmente o risco de hospitalização e óbito. A anemia, presente em até 41,9% dos casos e frequentemente associada à deficiência de ferro, agrava o quadro hemodinâmico ao ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, sendo a suplementação de ferro intravenoso a intervenção recomendada para melhorar a capacidade funcional. O diabetes mellitus atua como um potente acelerador da progressão da IC, exigindo o uso de inibidores de SGLT2, que demonstraram eficácia robusta na redução da mortalidade cardiovascular em diversos fenótipos da doença. Paralelamente, a síndrome cardiorrenal evidencia a interdependência entre coração e rins, onde a redução da taxa de filtração glomerular correlaciona-se diretamente com o aumento do risco de eventos fatais. No âmbito respiratório, a DPOC exige o uso criterioso de betabloqueadores cardiosseletivos, enquanto a apneia do sono demanda triagem polissonográfica e tratamento com CPAP para reduzir o estresse simpático. Embora a obesidade seja um fator de risco primário, o fenômeno do "paradoxo da obesidade" sugere uma complexidade adicional no prognóstico desses pacientes. O tratamento atual da IC evolui para uma abordagem baseada em fenótipos de fração de ejeção, consolidando os benefícios da polifarmácia na ICFEr, enquanto as lacunas na ICFEp reforçam a urgência de pesquisas contínuas. Portanto, o cuidado integrado e a personalização das estratégias terapêuticas são fundamentais para enfrentar a complexa interação entre a IC e suas comorbidades, visando a melhoria do prognóstico e da qualidade de vida dos pacientes.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1937 INOVAÇÃO EM DISPOSITIVOS CARDÍACOS E A EVOLUÇÃO NO MANEJO DA ENDOCARDITE INFECCIOSA 2026-06-09T23:14:30-03:00 Adriana do Socorro Cruz Tavares contato@epitaya.com.br Sharon Bregalda contato@epitaya.com.br Thasiely Moura Faria contato@epitaya.com.br Max Steinert contato@epitaya.com.br Eolo Morandi Júnior contato@epitaya.com.br Fabiano Argeu de Morais Junior contato@epitaya.com.br Luiz Aurélio Braga Pereira contato@epitaya.com.br <p>A endocardite se infecciosa apresenta como uma patologia de alta complexidade sistêmica, caracterizada pela colonização microbiana de tecidos endocárdicos e dispositivos cardíacos artificiais. A transição no perfil dos indivíduos acometidos nas últimas décadas sinaliza uma mudança expressiva, onde a redução da prevalência da febre reumática nos países desenvolvidos deu lugar a uma incidência crescente em idosos com processos degenerativos valvares e em portadores de dispositivos intravasculares e intracardíacos. A patogênese dessa condição inicia-se fundamentalmente pela lesão do endotélio cardíaco, que propicia a formação de depósitos de fibrina e plaquetas, culminando em vegetações densas que protegem microrganismos invasores da resposta imunológica do hospedeiro e dificultam a ação de antibióticos. Evidências clínicas robustas demonstram que a acurácia diagnóstica depende da integração criteriosa dos critérios de Duke modificados com tecnologias de imagem avançadas, como a ecocardiografia transesofágica e a tomografia por emissão de pósitrons, especialmente em casos envolvendo próteses valvares ou deiscências paravalvares. O manejo terapêutico atual exige intervenções prolongadas com antibioticoterapia intravenosa e, frequentemente, abordagens cirúrgicas precoces para o tratamento de complicações estruturais graves, como abscessos anulares e perfurações teciduais. Implicações futuras indicam que a formação de equipes multidisciplinares especializadas, integrando cardiologistas, infectologistas e cirurgiões, é determinante para a redução das taxas de mortalidade hospitalar, que ainda permanecem em patamares elevados de aproximadamente 25%. Além disso, o aprimoramento contínuo das técnicas de biologia molecular, como a reação em cadeia da polimerase em tecido valvar, promete refinar a identificação de patógenos exigentes em cenários de hemoculturas negativas. O enfrentamento desta enfermidade demanda uma vigilância rigorosa sobre os novos fatores predisponentes associados ao avanço das intervenções cardiovasculares percutâneas, visando mitigar o impacto econômico e clínico das internações prolongadas. A compreensão aprofundada dos mecanismos de formação de biofilmes e da interação entre o sistema imune e as superfícies protéticas orientará as próximas gerações de protocolos preventivos e terapêuticos, focados na preservação funcional do sistema circulatório e na sobrevida global do paciente.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1942 IMPORTÂNCIA PROGNÓSTICA DA PRESSÃO ARTERIAL NOTURNA E AS DIRETRIZES ATUAIS DA EUROPEAN SOCIETY OF HYPERTENSION (ESH) 2026-06-09T23:20:37-03:00 Camila Menegazzo Marques contato@epitaya.com.br Juliano Domingos de Oliveira contato@epitaya.com.br Ruan Gabriel Reinaldo contato@epitaya.com.br Andrio Portilho de Souza contato@epitaya.com.br Humberto Conrado Pinheiro Dapieve contato@epitaya.com.br Rafael Rodrigues Coutinho contato@epitaya.com.br Mônica Lucas Martins contato@epitaya.com.br <p><strong>&nbsp;</strong>A abordagem clínica da hipertensão arterial tem passado por uma série de mudanças nos últimos anos, alterando, inclusive, o foco das medições convencionais em consultório e do período de vigília para a monitorização da pressão arterial (PA) noturna, agora reconhecida como o indicador silencioso do risco cardiovascular. Durante décadas, a cardiologia se concentrou nos níveis pressóricos diurnos, mas evidências atuais demonstram que o período de sono, representando um terço da vida, oferece a oportunidade de observar a resiliência do sistema circulatório, uma vez que a PA noturna é menos influenciada por fatores externos como estresse laboral, atividade física ou consumo de cafeína. Fisiologicamente, o organismo saudável apresenta o fenômeno de <em>dipping</em>, uma queda de 10% a 20% nos níveis pressóricos durante o repouso, mediada pela redução da atividade simpática e pela modulação dos ritmos circadianos. A perda deste padrão fisiológico (<em>non-dipping</em>) ou a presença de hipertensão noturna isolada — uma forma perigosa de hipertensão mascarada — indica uma grande falha nos mecanismos homeostáticos, frequentemente associada à apneia obstrutiva do sono, hipersensibilidade ao sal e disfunção autonômica. Estudos epidemiológicos de larga escala consolidaram o valor prognóstico da PA noturna, estabelecendo-a como um preditor independente de mortalidade por todas as causas, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca, superando a eficácia preditiva das medidas diurnas ou isoladas de consultório. A relevância clínica desta descoberta é reforçada pelo fato de que o excesso de carga pressórica noturna submete o sistema cardiovascular a um estresse hidrodinâmico ininterrupto, impedindo o período de recuperação vascular e acelerando lesões em órgãos-alvo. Diante deste cenário, o uso da monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) se torna referência para uma estratificação de risco fidedigna, permitindo identificar padrões de alto risco como a elevação tensional durante o sono (<em>riser</em>), que oferece o pior prognóstico cardiovascular conhecido. As implicações futuras desta mudança de paradigma apontam para a integração da cronoterapia — o ajuste estratégico do horário da medicação para otimizar o perfil noturno — e para a utilização de biomarcadores digitais obtidos através de sensores contínuos. Com isso, o domínio do perfil tensional durante o sono se torna mais um recurso da uma medicina de precisão, visando assegurar a proteção vascular integral e a longevidade.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1947 LIMITAÇÕES E RISCOS NA TERAPIA FARMACOLÓGICA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: UMA ANÁLISE CRÍTICA 2026-06-09T23:29:07-03:00 Armando Elias Chamma contato@epitaya.com.br Beatriz Cappatto da Silva contato@epitaya.com.br Joice Pereira Soares contato@epitaya.com.br Rodrigo Ranulpho Miranda Santos contato@epitaya.com.br Vanessa Piazzi de Faria contato@epitaya.com.br Paulo Milad Sebba contato@epitaya.com.br Andrey Luciano de Queiroz contato@epitaya.com.br Rodrigo Dourado Teles contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) representa um fardo global crescente para a saúde pública, sendo frequentemente acompanhada por uma série de comorbidades que exigem regimes complexos de polifarmácia. Embora a terapia medicamentosa guiada por diretrizes tenha melhorado os resultados clínicos, uma diversidade de fármacos comumente prescritos para condições não cardíacas pode, inadvertidamente, precipitar a descompensação ou agravar a disfunção miocárdica preexistente através de mecanismos como toxicidade direta, efeitos inotrópicos negativos ou alterações na homeostase de sódio e água. Entre os agentes antidiabéticos, as tiazolidinedionas são contraindicadas por aumentarem a retenção de líquidos e o risco de hospitalização, enquanto a saxagliptina apresenta riscos específicos de agravamento da IC. No campo da eletrofisiologia, antiarrítmicos de Classe I e agentes como sotalol e dronedarona devem ser evitados na IC com fração de ejeção reduzida devido ao risco de proarritmia e depressão miocárdica. Bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (verapamil e diltiazem) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) apresentam riscos hemodinâmicos e renais significativos, sendo desaconselhados nesta população. Adicionalmente, antimicrobianos como o itraconazol e certos macrolídeos, além de terapias oncológicas (antraciclinas e inibidores de VEGF), exigem vigilância extrema por seu potencial cardiotóxico dose-dependente. A redução da morbidade e mortalidade iatrogênica depende de uma revisão sistemática da medicação e da adoção de terapias alternativas com segurança cardiovascular comprovada, integrando cuidados colaborativos e decisões terapêuticas estritamente individualizadas.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1949 RESPOSTAS AUTOIMUNES E REMODELAÇÃO VALVAR NA FEBRE REUMÁTICA 2026-06-09T23:32:26-03:00 Rodrigo de Lemos Soares Patriota contato@epitaya.com.br Christiane de Paula Jued Moyses contato@epitaya.com.br Lucas Rodrigues da Silva contato@epitaya.com.br Talmon Leite Felix Monteiro contato@epitaya.com.br Yan Lukas Rocha e Silva contato@epitaya.com.br Jorge Ferreira da Silva Júnior contato@epitaya.com.br Rodrigo Dourado Teles contato@epitaya.com.br <p>A febre reumática aguda permanece como uma condição de elevada relevância clínica e social, representando um desafio persistente em nações em desenvolvimento onde a infraestrutura sanitária é precária e o acesso a cuidados preventivos é limitado. Esta patologia multissistêmica decorre de uma resposta imunitária anômala à faringite causada pelo <em>Streptococcus pyogenes</em>, manifestando-se por meio de uma cascata de eventos inflamatórios que atingem de forma agressiva o coração, as articulações, o tecido subcutâneo e o sistema nervoso central. O mecanismo biológico fundamental reside no mimetismo molecular, processo no qual a semelhança estrutural entre antígenos bacterianos, especificamente a proteína M, e proteínas do hospedeiro, como a miosina e o colágeno, induz a produção de anticorpos de reação cruzada e a ativação de clones de células T autorreativas. Evidências clínicas consolidadas demonstram que, embora as manifestações articulares e neurológicas apresentem uma natureza transitória, a cardite reumática pode resultar em remodelamento valvar permanente e progressivo, estabelecendo a doença cardíaca reumática como a principal causa de mortalidade cardiovascular em jovens nessas regiões. O diagnóstico na prática médica atual fundamenta-se na aplicação rigorosa dos critérios de Jones revisados, que agora incorporam a ecocardiografia com Doppler como ferramenta essencial para a detecção de valvulite subclínica, permitindo a identificação de danos estruturais antes da manifestação de sopros audíveis. O manejo terapêutico e a contenção da progressão da doença dependem da administração sistemática de penicilina, tanto na fase aguda quanto na profilaxia secundária a longo prazo, visando interromper o ciclo de recidivas inflamatórias. As implicações futuras para o controle desta patologia envolvem o desenvolvimento de vacinas baseadas em clusters proteicos e o mapeamento de loci de suscetibilidade genética, buscando otimizar a triagem de indivíduos em alto risco. A integração de políticas de saúde pública com o suporte cirúrgico avançado mostra-se indispensável para reduzir o impacto socioeconômico e garantir a preservação funcional do sistema circulatório nas gerações futuras.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1950 HOMEOSTASE CARDÍACA E PROTOCOLOS DE CUIDADO NA SAÚDE MATERNO-FETAL 2026-06-09T23:34:30-03:00 Jorge Alexandre de Araujo Peres bmfarias@gmail.com Carulina Lafetá Prates Costa bmfarias@gmail.com Luana de Sousa Lima Rebouças bmfarias@gmail.com Simone Silva Savero bmfarias@gmail.com Ana Cássia Silva de Oliveira bmfarias@gmail.com Wayra Jeasmine Corico Chávez bmfarias@gmail.com <p>A intersecção entre a gestação e as patologias cardiovasculares consolidou-se como um dos temas mais críticos da obstetrícia moderna, representando a principal causa de mortalidade materna em escala global. A transição demográfica das últimas décadas, caracterizada pelo adiamento da maternidade e pelo aumento da prevalência de obesidade, diabetes e hipertensão crônica, resultou em uma população de gestantes com maior vulnerabilidade a eventos cardíacos agudos. Além disso, o sucesso das correções cirúrgicas de cardiopatias congênitas na infância permite que um número crescente de mulheres atinja a idade reprodutiva, exigindo um planejamento pré-concepcional minucioso. O período de gestação impõe adaptações hemodinâmicas profundas, iniciando-se com uma vasodilatação sistêmica precoce mediada por hormônios como a relaxina e a progesterona, que reduzem drasticamente a resistência vascular periférica. Para compensar essa queda pressórica e suprir as demandas da unidade feto-placentária, o débito cardíaco eleva-se em até 45%, impulsionado pelo aumento da frequência cardíaca e da massa ventricular esquerda. Mas, essas mudanças, embora fisiológicas em mulheres hígidas, podem precipitar descompensações graves em pacientes com reserva cardíaca limitada, manifestando-se como edema pulmonar ou arritmias complexas, especialmente no periparto. O risco fetal é igualmente expressivo, abrangendo desde a transmissão hereditária de malformações até a restrição de crescimento intrauterino por hipoperfusão placentária. O manejo clínico eficaz depende da estratificação de risco baseada em sistemas como o da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta a intensidade do monitoramento e a viabilidade da concepção. A integração entre cardiologistas, obstetras de alto risco e anestesiologistas é o fundamento para reduzir as taxas de complicações e garantir a segurança materna. Implicações futuras apontam para o aprimoramento de técnicas de imagem e biomarcadores que permitam uma vigilância mais precisa, mitigando o impacto das patologias adquiridas e congênitas no binômio mãe-filho.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1948 IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA HIPERTENSÃO DO AVENTAL BRANCO E MASCARADA NAS DIFERENÇAS ENTRE AVALIAÇÕES DE CONSULTÓRIO E AMBULATORIAIS 2026-06-09T23:31:32-03:00 Karina Brandão Patton bmfarias@gmail.com Camila Ribeiro Moreira da Costa bmfarias@gmail.com Rubens Maurício de Alencar bmfarias@gmail.com Andrew Carlo Chagas bmfarias@gmail.com Humberto Batista de Macedo Junior bmfarias@gmail.com Rafael Furtado Bettio bmfarias@gmail.com Maria Gabriela de Carvalho Gontijo Ghelli bmfarias@gmail.com <p>Nos últimos anos, a prática clínica cardiovascular começou a reconhecer que a medição da pressão arterial restrita ao ambiente do consultório, embora historicamente hegemônica, falha em capturar a realidade hemodinâmica do paciente em seu cotidiano. Este padrão está sendo substituída por uma abordagem dinâmica e longitudinal, fundamentada na monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e na monitorização residencial (MRPA), recursos essenciais para desvendar as discrepâncias entre o cenário clínico e a vida real. A identificação de perfis como a hipertensão do avental branco (HAB) e a hipertensão mascarada (HM) redefine a estratificação de risco, permitindo diferenciar a reação de alerta momentânea do risco cardiovascular latente. A HAB, caracterizada por níveis elevados apenas na presença do médico, deixou de ser vista como uma condição benigna para ser compreendida como um estado de transição com maior prevalência de lesões subclínicas em órgãos-alvo, como a hipertrofia ventricular esquerda e a rigidez carotídea. Por outro lado, a HM é considerada uma circunstância nociva, em que os níveis pressóricos se escondem durante a consulta, mas permanecem elevados no ambiente doméstico ou durante o sono, conferindo um risco de eventos cardiovasculares e renais equivalente ao da hipertensão sustentada. Fisiopatologicamente, estas variações são impulsionadas por uma hiper-reatividade do sistema nervoso simpático e, no caso da HM, por uma associação estreita com fatores metabólicos como obesidade, diabetes e apneia do sono. Evidências clínicas demonstram que pacientes com HM apresentam uma carga de risco desproporcional para acidente vascular cerebral e falência renal, frequentemente subestimada devido à falsa segurança de uma leitura normal no consultório. O futuro do manejo pressórico reside na fenotipagem digital, onde o uso de sensores vestíveis e a análise de dados contínuos permitem identificar não apenas o valor médio, mas a qualidade do controle homeostático. Esta mudança para uma medicina de precisão exige que o profissional saiba avaliar com precisão dados longitudinais, integrando a monitorização invisível para evitar tanto o sobretratamento iatrogênico na HAB quanto o subtratamento perigoso na HM. Ao dominar essas áreas, a cardiologia tende a oferecer uma proteção vascular integral, transformando o diagnóstico em uma intervenção personalizada que preserva a longevidade e a saúde multissistêmica do indivíduo.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1927 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS: DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO 2026-06-09T22:59:17-03:00 Claudina Mendes Horevicht contato@epitaya.com.br Ana Paula Ruthes contato@epitaya.com.br Guilherme Leão da Silva contato@epitaya.com.br Pedro de Souza Brito Neto contato@epitaya.com.br Carolina Casé Cardoso Matias Fontes contato@epitaya.com.br Fabiano Argeu de Morais Junior contato@epitaya.com.br Max Steinert contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) consolidou-se como uma entidade clínica complexa no cenário da onco-cardiologia, representando uma intersecção crítica onde a biologia tumoral e as terapias antineoplásicas contribuem para a disfunção miocárdica. Historicamente estimulada pela insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), a ICFEp em pacientes oncológicos e sobreviventes apresenta-se como um desafio diagnóstico silencioso, frequentemente mascarado pelos sintomas sistêmicos do câncer. Esta condição é caracterizada por uma rigidez ventricular progressiva e elevação das pressões de enchimento, resultando em uma mortalidade cardiovascular significativamente elevada, que pode atingir índices até 12,6 vezes superiores aos de pacientes sem cardiopatia. A gênese da ICFEp neste contexto é multifatorial, envolvendo uma "hipótese de solo comum" de inflamação e estresse oxidativo, além da agressão iatrogênica direta de quimioterápicos, terapias-alvo e radioterapia. O manejo exige uma transição de modelos reativos para estratégias de monitoramento hemodinâmico proativo, utilizando biomarcadores e técnicas avançadas de imagem funcional, visando a preservação da reserva cardiovascular e a otimização da sobrevida a longo prazo.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1929 BIOMARCADORES URINÁRIOS E FENOTIPAGEM CARDIORRENAL: PERSONALIZAÇÃO DA TERAPIA NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 2026-06-09T23:02:02-03:00 Marianne Brunini Buonfiglio contato@epitaya.com.br Ana Raquel Braga Mourão contato@epitaya.com.br Thaís Arenas Dallagassa contato@epitaya.com.br Pedro Evilazio de Souza Junior contato@epitaya.com.br Carolina Azevedo Lobo contato@epitaya.com.br Maximiliano Ludemann contato@epitaya.com.br <p>A insuficiência cardíaca (IC) representa uma das síndromes mais complexas e onerosas para os sistemas de saúde globais, exigindo estratégias de monitoramento que transcendam a avaliação hemodinâmica convencional. Diversos marcadores urinários surgem como ferramentas essenciais, pois refletem não apenas a gravidade da doença, mas também oferecem um potencial para guiar o manejo clínico em tempo real. A coleta de urina, sendo um procedimento não invasivo, de baixo custo e alta reprodutibilidade, permite registrar flutuações na composição bioquímica que são alteradas por disfunções renais subjacentes, como danos à barreira de filtração glomerular e lesões tubulares agudas. Além disso, a análise urinária é sensível à ativação neuro-hormonal (sistema renina-angiotensina-aldosterona), estados inflamatórios sistêmicos, processos de envelhecimento celular, comorbidades metabólicas e intervenções farmacológicas diretas. Exemplos práticos demonstram que o sódio urinário (UNa+) possui alta capacidade preditiva para a resposta à terapia com diuréticos de alça no cenário da IC aguda, enquanto a albuminúria se consolida como um marcador de risco robusto e um alvo terapêutico para mitigar a progressão de doenças cardiovasculares e renais na IC crônica. Apesar do embasamento científico, esses marcadores ainda permanecem subutilizados na rotina assistencial.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1934 MECANISMOS MOLECULARES DA DISFUNÇÃO ENDOTELIAL COMO ESTÍMULO DA HIPERTENSÃO E ESTRATÉGIAS DE PROTEÇÃO VASCULAR 2026-06-09T23:08:19-03:00 Iara Carvalho de Souza Novaes contato@epitaya.com.br Carla Natrielli contato@epitaya.com.br Laís Helena Oliveira Avelar contato@epitaya.com.br Saulo Rodrigues Chaves contato@epitaya.com.br André Rossanno Mendes Almeida contato@epitaya.com.br Wagner Fulvio Scabari contato@epitaya.com.br Maria Gabriela de Carvalho Gontijo Ghelli contato@epitaya.com.br <p>Os conceitos sobre o endotélio vascular evoluíram nas últimas décadas, passando de uma simples barreira mecânica inerte para o órgão endócrino mais dinâmico do corpo humano, agindo como o regulador mestre da homeostase circulatória. Esta mudança revela que a saúde cardiovascular não depende apenas da integridade estrutural dos vasos, mas da funcionalidade bioquímica desta monocamada celular que se comunica de forma inteligente com o sangue e os tecidos adjacentes. No centro desta regulação reside o óxido nítrico (NO), sintetizado pela enzima óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), uma molécula sinalizadora essencial que promove a vasodilatação, inibe a agregação plaquetária e suprime processos pró-inflamatórios. A disfunção endotelial se manifesta precisamente quando este equilíbrio é rompido pelo estresse oxidativo, levando ao desacoplamento da eNOS e à produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) em vez de NO, o que transforma o endotélio em um ambiente pró-trombótico e vasoconstritor dominado pela endotelina-1. Complementarmente, a descoberta do glicocálice endotelial — uma delicada rede de proteoglicanos e glicosaminoglicanos que reveste a superfície luminal — introduziu uma nova camada de complexidade, funcionando como protetor e mecanossensor que traduz as forças de cisalhamento do fluxo sanguíneo em sinais químicos de proteção vascular. A destruição desta barreira por fatores de risco, como hiperglicemia, tabagismo e dislipidemia, antecede as alterações macrovasculares visíveis, tornando-se o gatilho molecular primário para a aterosclerose e a hipertensão arterial sustentada. Clinicamente, a avaliação da função endotelial através da dilatação mediada pelo fluxo (FMD) se consolidou como referência não invasiva e uma medida sensível do risco cardiovascular global, capaz de prever eventos isquêmicos com maior precisão do que os algoritmos de risco tradicionais isolados. Suas implicações práticas apontam para uma medicina de precisão focada na proteção cardíaca precoce. Intervenções que visam restaurar a biodisponibilidade de NO e preservar a integridade do glicocálice — desde mudanças no estilo de vida, como o exercício físico até ao uso de novos medicamentos com efeitos pleiotrópicos — representam o futuro da prevenção cardiovascular. Ao tratar o endotélio como o alvo primário da intervenção, a cardiologia se torna mais proativa, visando silenciar os gatilhos moleculares da doença vascular e assegurar a longevidade sistêmica através da preservação da saúde funcional do maior órgão endócrino humano.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1935 NOVAS PERSPECTIVAS NA INIBIÇÃO DOS FATORES XI E XII E A EVOLUÇÃO DA ANTICOAGULAÇÃO 2026-06-09T23:11:40-03:00 Letícia Alves Boni Fonseca contato@epitaya.com.br Carolina Yamaguti Chaud contato@epitaya.com.br Simone Carvalho Simonini contato@epitaya.com.br Ana Paula Ruthes contato@epitaya.com.br Joice Pereira Soares contato@epitaya.com.br Roberto Ferrari Junior contato@epitaya.com.br <p>A gestão de eventos trombóticos permanece como um dos maiores desafios da medicina, visto que a trombose se configura como a principal causa de mortalidade global e uma das metas prioritárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle de doenças não transmissíveis. Historicamente, a anticoagulação dependeu de agentes com múltiplos alvos, como a heparina e os antagonistas da vitamina K, que, apesar de eficazes, impunham limitações severas devido à necessidade de monitoramento constante e ao risco inerente de hemorragias graves. Nas últimas décadas, a introdução dos anticoagulantes orais diretos, conhecidos pela sigla DOACs, marcou uma mudança profunda na prática clínica ao oferecerem farmacocinética previsível e maior conveniência terapêutica em indicações como fibrilação atrial e tromboembolismo venoso. Porém, a persistência de complicações hemorrágicas e as restrições de uso em pacientes com insuficiência renal terminal ou válvulas mecânicas evidenciam que a busca pelo anticoagulante ideal — capaz de prevenir a trombose sem comprometer a hemostasia fisiológica — ainda não foi concluída. Nesse cenário, o sistema de contato, composto pelos fatores XI e XII, surgiu como um alvo promissor para o desenvolvimento de terapias de nova geração. Estudos epidemiológicos e modelos animais demonstraram que a deficiência desses fatores confere proteção contra a formação de trombos patológicos sem acarretar diáteses hemorrágicas significativas, sugerindo a possibilidade de dissociar o risco de sangramento da eficácia antitrombótica. Atualmente, diversas classes de agentes, incluindo oligonucleotídeos antisense, anticorpos monoclonais e pequenas moléculas, estão em fases avançadas de investigação clínica. Estes novos fármacos visam preencher as lacunas deixadas pelos tratamentos tradicionais, prometendo uma abordagem mais segura para populações de alto risco e para a anticoagulação associada a dispositivos médicos. O conhecimento profundo da fisiopatologia molecular desses alvos é, portanto, indispensável para que o profissional de saúde consiga otimizar os desfechos clínicos e garantir a segurança do paciente em um panorama terapêutico em rápida evolução.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1941 AGONISTAS DO RECEPTOR DE GLP-1 NA SÍNDROME CARDIORRENAL-METABÓLICA: TRATAMENTO DA OBESIDADE E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 2026-06-09T23:19:04-03:00 Helia Maria Rodrigues Silva bmfarias@gmail.com André da Cunha Silva bmfarias@gmail.com Pedro Henrique Leite Borges bmfarias@gmail.com Carlos Pinto Garcia bmfarias@gmail.com Jesus Napoleon Chacon bmfarias@gmail.com Mayara Borges Lourenço de Sousa bmfarias@gmail.com <p>A abordagem clínica da insuficiência cardíaca (IC) associada à obesidade passou por uma mudança de paradigma, deixando de ver o excesso de peso como um paradoxo protetor para reconhecê-lo como um fator etiológico ativo da doença. O uso de agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1 RAs) permite tratar a raiz metabólica da disfunção cardíaca, focando na composição corporal e funcionalidade, especialmente na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp). Esses medicamentos atuam em receptores nos cardiomiócitos, endotélio e rins, reduzindo citocinas pró-inflamatórias (IL-6, TNF-?) e promovendo natriurese via inibição do trocador NHE3, o que estabiliza a volemia e a função renal. Estruturalmente, os GLP-1 RAs reduzem seletivamente a gordura epicárdica, aliviando a restrição física ao enchimento ventricular e melhorando a função diastólica. As evidências do programa STEP-HFpEF demonstram que a semaglutida 2,4 mg melhora significativamente a qualidade de vida, com um aumento de 16,6 pontos no escore KCCQ-CSS, e a capacidade funcional, com ganho médio de 21,5 metros no teste de caminhada. Enquanto os benefícios são claros na ICFEp, o uso na IC com fração de ejeção reduzida (ICFEr) exige cautela devido ao risco de sarcopenia e à carência de grandes ensaios de desfecho. Na prática, a triagem deve considerar que níveis de NT-proBNP podem estar paradoxalmente baixos em obesos. A administração deve ser gradual para minimizar efeitos gastrointestinais e evitar desidratação, que é perigosa em pacientes que utilizam diuréticos. O manejo deve incluir reabilitação física e suporte nutricional para preservar a massa magra. O futuro da terapia reside na dualidade incretínica com a tirzepatida e na sinergia com inibidores de SGLT2, consolidando uma abordagem cardiorrenal-metabólica.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1943 DISFUNÇÃO ADIPOCITÁRIA E O RISCO CARDIOMETABÓLICO NA OBESIDADE 2026-06-09T23:21:52-03:00 Silvania Cristina Fernandes Rocha bmfarias@gmail.com Carolina Casé Cardoso Matias Fontes bmfarias@gmail.com Leandro Bernardes Rocha Araujo bmfarias@gmail.com Ana Raquel Braga Mourão bmfarias@gmail.com Javier Jesús Armenteros Vilaú bmfarias@gmail.com Ritcheli Nayara Moraes de Carvalho bmfarias@gmail.com <p>A obesidade transcende a mera questão estética, consolidando-se como um dos desafios sanitários mais críticos da atualidade, com repercussões que afetam tanto nações desenvolvidas quanto em desenvolvimento. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que aproximadamente 39% da população adulta global apresenta excesso de peso, sendo que 13% desse total preenchem critérios diagnósticos para obesidade. Esta condição atua como um fator fisiopatológico complexo, elevando significativamente o risco de doenças cardiovasculares por meio de vias diretas e indiretas, incluindo a promoção de hipertensão sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e apneia obstrutiva do sono. No nível celular, o acúmulo excessivo de tecido adiposo desencadeia um estado inflamatório crônico de baixa intensidade, mediado pela ativação de vias moleculares como NF-kB e pela secreção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias, a exemplo do fator de necrose tumoral-alfa e das interleucinas 1? e 6, que resultam em disfunção endotelial, estresse oxidativo e resistência à insulina. Embora o Índice de Massa Corporal (IMC) permaneça como a métrica diagnóstica predominante na prática clínica devido à sua praticidade e baixo custo, indicadores de adiposidade central e visceral, como a circunferência abdominal e a relação cintura-quadril, demonstram maior precisão na predição de eventos coronarianos agudos, insuficiência cardíaca e mortalidade por todas as causas. O tratamento atual exige uma abordagem multidisciplinar e robusta que integra modificações profundas no estilo de vida, estratégias nutricionais como a dieta mediterrânea e intervenções farmacológicas avançadas com agonistas do receptor de GLP-1. Em quadros de maior gravidade, a cirurgia bariátrica consolidou-se como uma ferramenta eficaz, reduzindo drasticamente a incidência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, o fenômeno do paradoxo da obesidade sugere que, em certos contextos de doença estabelecida, indivíduos com sobrepeso podem apresentar prognósticos aparentemente superiores, embora tal observação seja frequentemente mitigada por fatores como a reserva metabólica e a capacidade cardiorrespiratória. O futuro do enfrentamento desta patologia reside na implementação de políticas públicas globais e no desenvolvimento de terapias combinadas que visem a mitigação sistêmica dos danos estruturais ao coração.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1945 DIAGNÓSTICO E TERAPIA MULTIMODAL NAS NEOPLASIAS CARDÍACAS PRIMÁRIAS 2026-06-09T23:25:26-03:00 Claudina Mendes Horevicht bmfarias@gmail.com Eduardo Zukeran bmfarias@gmail.com Alex Ferreira da Silva bmfarias@gmail.com Vanessa Sampaio Cardoso da Cunha bmfarias@gmail.com Larissa Marques Souza Horevicht bmfarias@gmail.com Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas bmfarias@gmail.com Whanny Cristina dos Santos Albuquerque bmfarias@gmail.com <p>As neoplasias cardíacas primárias constituem um grupo raro e heterogêneo de lesões que se originam diretamente nos tecidos do coração, apresentando uma incidência histórica que varia entre 0,0017% e 0,028%. A compreensão clínica dessas massas passou por uma transformação radical a partir da década de 1950, quando o diagnóstico, anteriormente restrito aos achados de autópsia, tornou-se viável em pacientes vivos devido ao desenvolvimento da ecocardiografia e das técnicas de circulação extracorpórea. O avanço tecnológico das últimas décadas, focado na integração de métodos de imagem multimodal como a tomografia computadorizada por múltiplos detectores e a ressonância magnética cardíaca, permitiu uma caracterização tecidual sem precedentes, essencial para a distinção entre tumores benignos, que representam a maioria dos casos, e sarcomas ou linfomas malignos, que possuem prognóstico reservado. Os mecanismos biológicos subjacentes variam desde proliferações hamartomatosas, como nos rabdomiomas e fibromas, até complexas mutações genéticas, exemplificadas pela inativação do gene PRKAR1A no contexto do complexo de Carney. Clinicamente, os tumores podem se manifestar por obstrução do fluxo sanguíneo, fenômenos embólicos sistêmicos, distúrbios do sistema de condução ou sintomas constitucionais inespecíficos, exigindo um alto índice de suspeição diagnóstica. Embora a ressecção cirúrgica completa permaneça como o tratamento padrão para a maioria das massas benignas e sarcomas operáveis, o manejo das formas malignas demanda uma coordenação multidisciplinar envolvendo cardiologistas, oncologistas e cirurgiões cardiovasculares para a aplicação de quimioterapia adjuvante e novas terapias alvo. O futuro do manejo dessas condições reside na identificação de biomarcadores moleculares e no aprimoramento das técnicas de imagem funcional, visando estratégias terapêuticas cada vez mais individualizadas que possam alterar a história natural das formas mais agressivas de neoplasia cardíaca, garantindo maior sobrevida e qualidade de vida aos pacientes afetados por essa complexa patologia.</p> 2026-06-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Epitaya E-books