DIFERENÇAS DE GÊNEROS NA TERAPÊUTICA DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES: EVIDÊNCIAS E DESAFIOS

Autores

  • Indiorany Augusto Barbosa dos Santos Ferreira
  • Bernardo Arantes Neves de Abreu
  • Felipe Rafael Pacheco de Souza
  • Kelvin Schmoeller Alberton
  • Marcos Vinícius Alves Vieira
  • Rachel Luz Capuano
  • Thyago Emílio Marconi
  • Paulo Cézar Louzada de Almeida
  • Guilherme Pena Moreira
  • Acácio Silva Campos Filho
  • Cristiane Perlingeiro Cormack Ferraz

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025936p431

Palavras-chave:

Doença cardiovascular, Diferenças entre sexos, Terapêutica, Fatores de gênero, Resposta ao tratamento

Resumo

As doenças cardiovasculares (DCVs) representam a principal causa de mortalidade global, afetando homens e mulheres de maneira distinta. Evidências demonstram que há importantes diferenças de gênero tanto na apresentação clínica quanto na resposta aos tratamentos das DCVs. Estas disparidades envolvem fatores biológicos, como variações hormonais, que influenciam o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à adesão terapêutica. Mulheres tendem a manifestar sintomas atípicos, como fadiga, náuseas e dor torácica difusa, o que pode dificultar o reconhecimento precoce das doenças cardiovasculares e atrasar a intervenção adequada. Além disso, estudos indicam que o tratamento medicamentoso e intervencionista é frequentemente subutilizado em mulheres, que também apresentam maior risco de complicações após procedimentos como a angioplastia ou cirurgia de revascularização miocárdica. Do ponto de vista farmacológico, há variações na farmacocinética e farmacodinâmica de medicamentos cardiovasculares entre os sexos, o que pode influenciar a eficácia e os efeitos adversos das terapias. Essas diferenças ainda são pouco consideradas em protocolos clínicos, que historicamente foram baseados em amostras masculinas. Reconhecer essas desigualdades é essencial para promover equilíbrio no cuidado cardiovascular. Estratégias voltadas à individualização do tratamento, levando em conta as especificidades de gênero, podem melhorar os desfechos clínicos. A inclusão adequada de mulheres em pesquisas clínicas, a capacitação de profissionais de saúde para identificar essas diferenças e a formulação de políticas públicas sensíveis ao gênero são medidas fundamentais para reduzir a mortalidade cardiovascular e garantir uma abordagem terapêutica mais eficaz.

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Publicado

2025-06-05

Como Citar

Ferreira, I. A. B. dos S. ., Abreu, B. A. N. de, Souza, F. R. P. de ., Alberton, K. S. ., Vieira, M. V. A. ., Capuano, R. L. ., Marconi, T. E. ., Almeida, P. C. L. de ., Moreira, G. P. ., Campos Filho, A. S. ., & Ferraz, C. P. C. . (2025). DIFERENÇAS DE GÊNEROS NA TERAPÊUTICA DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES: EVIDÊNCIAS E DESAFIOS. Epitaya E-Books, 1(104), 431-445. https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025936p431

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