PRESSÃO NO TRABALHO E ADOECIMENTO PSÍQUICO: REPERCUSSÕES PARA O INDIVÍDUO, A EMPRESA E O ESTADO.
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250101p144Palavras-chave:
Saúde mental ocupacional, Impacto socioeconômico, Políticas de bem-estar, Sustentabilidade laboral, Prevenção psicossocialResumo
Este estudo penetra no universo da complexa relação entre as forças; Pressão no trabalho, doenças causadas pela pressão no trabalho, ser humano, empresa, Estado e Prejuízos finais a cada um dos atores. Entendendo essa pressão do ambiente de trabalho no adoecimento psíquico dos trabalhadores e seus principais prejuízos gerais, e tendo em vista a análise de dos impactos nas esferas individuais, nas organizações e no estado, tendo como a ótica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS’s 3 e 8. Fazendo da abordagem qualitativa base da pesquisa em revisão integrativa da literatura e análises documentais exploramos fatores de pressão laboral, transtornos mentais associados e somatizados com suas múltiplas repercussões em todas as esferas e óticas. Esses dados epidemiológicos estão revelando dados preocupantes, com 472.328 afastamentos pelos transtornos mentais registrados no Brasil em 2024, isso tem representado um crescimento de 68% em comparação ao ano anterior. Esta análise sociodemográfica nos revela também o maior predomínio feminino que é de 64% dos casos e a aglutinação da idade entre 35 e 49 anos, fazendo emergir claramente uma desigualdade de estruturas de gênero e pressão típica no apogeu da vida profissional. Dentre os maiores fatores identificados estão a sobrecarga no trabalho, assédio moral, a piora nas relações, intensificação de tecnologias e o desequilíbrio entre maior esforço e menor retorno de recompensa, cuja distribuição tem variado significativamente entre diferentes categorias profissionais e grupos sociodemográficos. Os impactos biopsicossociais têm se manifestado enormemente em vários níveis, afetando a saúde biológica, física e mental, na carreira profissional dentro da área ocupacional, nas relações interpessoais e na qualidade de vida dos funcionários. As consequências econômicas e organizacionais incluem a diminuição da produtividade, maior rotatividade de funcionários, clima organizacional deplorável e altos custos com benefícios de saúde e litígios. Todos os custos e impactos para o Estado também são grandes, trazendo sobrecarga aos sistemas de saúde, previdência, assistência social e justiça. A grandeza e complexidade desses impactos exigem definitivamente políticas e grandes intervenções, integradas e alinhadas aos ODS 3 e 8, envolvendo várias visões e múltiplos atores de níveis de atuação. A previsão de perspectivas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável oferece um valioso e perfeito referencial para a integração dessas políticas urgentes, reconhecendo toda a centralidade da saúde mental no trabalho para o desenvolvimento humano, social e econômico.

