INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E SAÚDE MENTAL: O USO EXCESSIVO, A FALSA SUBSTITUIÇÃO DO PSICÓLOGO E CONSEQUÊNCIAS REAIS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260378p17Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Saúde Mental, Psicologia, Tecnologia, ÉticaResumo
A Inteligência Artificial tem se tornado cada vez mais presente no cotidiano, especialmente por meio de assistentes virtuais e plataformas de conversação, alcançando também o campo da saúde mental. Essas tecnologias vêm sendo utilizadas como forma de apoio emocional, orientação e até simulação de atendimentos psicológicos, principalmente por sua acessibilidade e disponibilidade contínua. No entanto, a literatura aponta que esse uso crescente pode favorecer a criação de vínculos emocionais com sistemas automatizados, levando à confusão entre suporte tecnológico e acompanhamento profissional. Quando a IA passa a ser percebida como substituta do psicólogo, surgem implicações éticas, clínicas e emocionais, como a banalização do sofrimento e o adiamento da busca por ajuda especializada. Diante desse cenário, este trabalho tem como objetivo analisar os efeitos do uso da Inteligência Artificial no contexto da saúde mental, discutindo o impacto do uso excessivo, a falsa substituição do psicólogo e os limites morais dessa prática. Além disso, busca-se compreender de que forma essas tecnologias podem atuar como ferramentas complementares ao cuidado psicológico, sem comprometer a qualidade, os valores éticos e a humanização do atendimento.

