POLIFARMÁCIA E SEGURANÇA DO PACIENTE IDOSO
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260361p92Palavras-chave:
POLIFARMÁCIA, SEGURANÇA DO PACIENTE, IDOSOResumo
A transição demográfica global e o consequente envelhecimento populacional trouxeram consigo um aumento expressivo na prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca e distúrbios cognitivos. Para o manejo adequado dessas múltiplas comorbidades, é frequente e muitas vezes necessária a prescrição de múltiplos fármacos, fenômeno amplamente conhecido como polifarmácia.
Na literatura médica, a polifarmácia é classicamente definida como o uso rotineiro e concomitante de cinco ou mais medicamentos por um único indivíduo. O envelhecimento é acompanhado por diversas alterações fisiológicas naturais que afetam diretamente a farmacocinética e a farmacodinâmica dos medicamentos.
Há redução na função renal e hepática, alterações na composição corporal e modificações na sensibilidade dos receptores. Essas mudanças tornam o paciente idoso excepcionalmente vulnerável a reações adversas a medicamentos (RAMs), interações medicamentosas e intoxicações. Além disso, a polifarmácia está intimamente ligada ao desencadeamento das chamadas "síndromes geriátricas", aumentando substancialmente o risco de quedas, fraturas, declínio cognitivo, incontinência, hospitalizações recorrentes e mortalidade.

