AVC COMO CONSEQUÊNCIA DE DOENÇAS CARDÍACAS

Autores

  • Claudina Mendes Horevicht
  • Giancarlo Gehlen Bregalda
  • Candice Gehlen Bregalda
  • Diego dos Santos Bastos
  • Dioger Narciso Melhado Ramos
  • Edinelia Ferreira da Silva
  • Gabriele Gianfelice

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p874

Palavras-chave:

Acidente vascular cerebral. Cardiopatias. Fibrilação atrial. Forame oval patente. Hipertensão arterial. Cardioembolia.

Resumo

O acidente vascular cerebral, AVC, permanece entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo e mantém relação estreita com diferentes doenças cardíacas. Em parcela expressiva dos casos, sobretudo nos eventos isquêmicos, o cérebro representa o território final de um processo iniciado previamente no coração ou na circulação central. Entre as condições mais relevantes nesse contexto destacam-se a hipertensão arterial sistêmica, a fibrilação atrial, o forame oval patente, as valvopatias, as próteses valvares, a endocardite infecciosa e as cardiomiopatias associadas à formação de trombos intracavitários. A compreensão dessa interface entre cardiologia e neurologia não possui apenas valor fisiopatológico, mas repercute diretamente na definição etiológica, na estratificação prognóstica e na prevenção secundária. A hipertensão arterial, além de favorecer lesão vascular cerebral direta, induz remodelamento cardíaco e cria terreno propício para arritmias emboligênicas. A fibrilação atrial mantém-se como a principal causa de cardioembolia cerebral, associando-se a eventos mais extensos, mais incapacitantes e com maior risco de recorrência. O forame oval patente, por sua vez, exige interpretação criteriosa, pois sua presença não implica necessariamente relação causal com o AVC. Já nas valvopatias, nas próteses e na endocardite infecciosa, o risco embólico decorre de mecanismos diversos, incluindo trombose, vegetações e disfunção estrutural. O reconhecimento dessas fontes cardíacas permite instituir estratégias mais adequadas de prevenção, como anticoagulação, fechamento percutâneo em casos selecionados, correção de fatores predisponentes e abordagem multidisciplinar. Dessa forma, o estudo do AVC como consequência de doenças cardíacas constitui um dos pontos mais relevantes de integração entre cardiologia e neurologia contemporâneas.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Horevicht, C. M. ., Bregalda, G. G. ., Bregalda, C. G. ., Bastos, D. dos S. ., Ramos, D. N. M. ., Silva, E. F. da ., & Gianfelice, G. . (2026). AVC COMO CONSEQUÊNCIA DE DOENÇAS CARDÍACAS. Epitaya E-Books, 1(132), 874-882. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p874

Edição

Seção

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