ARRITMIAS CARDÍACAS EM DOENÇAS SISTÊMICAS: DA INFLAMAÇÃO AO REMODELAMENTO ELÉTRICO E ESTRUTURAL

Autores

  • Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas
  • Anna Cláudia Cerutti
  • Claudina Mendes Horevicht
  • Gerson Barbosa
  • Margarete de Oliveira Lima
  • Sandro Valerio Fadel
  • Thiago Rabello Santos
  • Larissa Marques Souza Horevicht

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1305

Palavras-chave:

Arritmias cardíacas; Doenças sistêmicas; Inflamação; Sarcoidose cardíaca; Remodelamento elétrico.

Resumo

As arritmias cardíacas associadas a doenças sistêmicas formam um campo de grande relevância clínica, porque muitas vezes traduzem o encontro entre inflamação, disfunção autonômica, infiltração miocárdica, fibrose, alterações metabólicas e remodelamento elétrico. Na prática, não devem ser vistas apenas como achados acessórios de doenças extra cardíacas, mas como manifestações cardiovasculares com impacto prognóstico próprio, capazes de modificar risco embólico, função ventricular, necessidade de intervenção específica e, em alguns cenários, mortalidade. O desafio central está no fato de que doenças sistêmicas muito diferentes podem convergir para apresentações arrítmicas semelhantes. Sarcoidose, doenças reumatológicas, endocrinopatias, doenças infiltrativas, síndromes inflamatórias crônicas, doenças neurológicas e toxicidades medicamentosas podem cursar com fibrilação atrial, distúrbios de condução, extrassistolia ventricular, taquicardia ventricular ou morte súbita. Ainda assim, o mecanismo subjacente, o significado clínico e a estratégia terapêutica não são iguais em todos os casos. A arritmia, nesse contexto, funciona como expressão elétrica de uma doença sistêmica mais ampla. A evolução da imagem cardiovascular, especialmente da ressonância magnética cardíaca e das técnicas funcionais voltadas à detecção de inflamação ou infiltração, ampliou a capacidade de reconhecer o substrato anatômico por trás dessas manifestações. Paralelamente, a maior compreensão do papel da inflamação persistente, da fibrose e do eixo autonômico permitiu leitura menos simplista das arritmias em pacientes com doença sistêmica. Este capítulo revisa os principais mecanismos fisiopatológicos, os cenários clínicos mais relevantes e as estratégias contemporâneas de avaliação e manejo das arritmias em doenças sistêmicas, com ênfase na integração entre doença de base, substrato miocárdico e risco elétrico.

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Publicado

2026-07-02

Como Citar

Mascarenhas, G. M. H. L. ., Cerutti, A. C. ., Horevicht, C. M. ., Barbosa, G. ., Lima, M. de O. ., Fadel, S. V. ., Santos, T. R. ., & Horevicht, L. M. S. . (2026). ARRITMIAS CARDÍACAS EM DOENÇAS SISTÊMICAS: DA INFLAMAÇÃO AO REMODELAMENTO ELÉTRICO E ESTRUTURAL. Epitaya E-Books, 1(133), 1305-1311. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1305

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