SAÚDE CARDIOVASCULAR EM ADOLESCENTES E JOVENS ADULTOS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA A PREVENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025936p44Palavras-chave:
Saúde cardiovascular, Adolescentes, Jovens adultos, Doenças cardiovasculares, Fatores de risco cardiovascularResumo
A saúde cardiovascular em adolescentes e jovens adultos está se tornando uma preocupação primordial na cardiologia, especialmente com o aumento da prevalência de fatores de risco como obesidade, hipertensão e dislipidemia. Estudos recentes demonstram que esses fatores estão associados a um aumento significativo na incidência de doenças cardiovasculares (DCVs) precoces, que podem se manifestar em condições como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral em idades mais jovens. A adolescência e o início da idade adulta são períodos críticos para a formação de hábitos de saúde que impactam a saúde cardiovascular a longo prazo. A inatividade física e a alimentação inadequada contribuem para a obesidade, um fator de risco bem documentado. Além disso, a presença de comorbidades, como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, tem aumentado entre jovens, exacerbando o risco cardiovascular. Intervenções precoces são fundamentais. Programas de triagem para fatores de risco em consultas de rotina podem identificar jovens em risco antes que as DCVs se desenvolvam. A avaliação do cálcio coronário, por exemplo, tem mostrado ser uma ferramenta útil para estratificação de risco em populações jovens, permitindo intervenções direcionadas. Além disso, a implementação de estratégias de educação em saúde e promoção de atividade física nas escolas é essencial para cultivar hábitos saudáveis desde cedo. A pesquisa também está explorando o papel da genética na predisposição a DCVs, com o uso de escores de risco poligênico emergindo como uma ferramenta promissora para identificar jovens em risco. A colaboração multidisciplinar entre cardiologistas, pediatras e profissionais de saúde mental é crucial para abordar os fatores psicossociais que impactam a saúde cardiovascular. Assim, a cardiologia deve focar não apenas na intervenção em adultos, mas também na prevenção e manejo de fatores de risco em adolescentes e jovens adultos, visando uma abordagem proativa para a saúde cardiovascular.

