PREVENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES: EVIDÊNCIAS E DESAFIOS ATUAIS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025936p246Palavras-chave:
Doenças cardiovasculares, Fatores de risco, Estilo de vida, Atenção primária à saúde, Reabilitação cardiovascularResumo
As doenças cardiovasculares (DCV) permanecem como a principal causa de mortalidade no mundo, representando um grave problema de saúde pública. Nesse contexto, as estratégias de prevenção primária e secundária são fundamentais para reduzir a carga dessas enfermidades, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir os custos associados ao tratamento de eventos cardiovasculares agudos. A prevenção primária visa identificar e controlar fatores de risco em indivíduos assintomáticos, com o objetivo de evitar o desenvolvimento das DCV. Modificações no estilo de vida, como alimentação saudável, prática regular de atividade física, cessação do tabagismo e controle do estresse, associadas ao manejo adequado de condições como hipertensão arterial, dislipidemias e diabetes mellitus, são intervenções eficazes. A adoção precoce dessas medidas pode retardar ou impedir a progressão da aterosclerose e outras condições cardiovasculares. Por sua vez, a prevenção secundária se destina a pacientes que já sofreram eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, ou que apresentam doença arterial coronariana estabelecida. O objetivo é evitar recorrências, reduzir complicações e melhorar a sobrevida. Nessa fase, além da continuidade das mudanças no estilo de vida, é essencial a prescrição racional de fármacos como antiplaquetários, betabloqueadores, estatinas, inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina II, sempre conforme as diretrizes clínicas. Os cardiologistas desempenham papel central na educação dos pacientes e na implementação dessas estratégias, sendo agentes essenciais na promoção da saúde cardiovascular. Portanto, fortalecer as ações de prevenção primária e secundária é imperativo para reduzir a incidência e a mortalidade por doenças cardiovasculares, com impacto direto na saúde populacional e na sustentabilidade dos sistemas de saúde.

