RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS DE VITAMINA D E DOENÇAS CARDIOVASCULARES: O PAPEL DA SUPLEMENTAÇÃO

Autores

  • Camila Veiga Barbosa
  • Fernanda Eleutério Oliveira
  • Jamaica Arlene da Silva
  • Cassio de Lima Pereira
  • Margot Erika Caris Ji
  • Rafael Barreiros London
  • Thaís Maria de Queiroz Zaher
  • Samia Amorim Correa
  • Thalles Michael Santos Mont´alto
  • Darcio Andrade de Melo
  • Robertha Zuffo Brito de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025936p478

Palavras-chave:

Vitamina D, Suplementação nutricional, Doenças cardiovasculares, Fatores de risco, Ensaios clínicos como assunto

Resumo

A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para a homeostase do cálcio e a saúde óssea. Nas últimas décadas, seu papel extrarrenal tem sido amplamente investigado, incluindo a influência sobre o sistema cardiovascular. Diversos estudos epidemiológicos apontam uma associação entre baixos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D e um risco aumentado de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio. A vitamina D parece exercer efeitos cardioprotetores com diferentes mecanismos. Ela atua na modulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, influencia a função endotelial, regula a inflamação e o estresse oxidativo, além de ter impacto sobre a função das células musculares lisas vasculares. Sua deficiência tem sido relacionada ao aumento da rigidez arterial, disfunção endotelial e maior prevalência de fatores de risco como obesidade, diabetes tipo 2 e dislipidemia. Porém, os resultados de ensaios clínicos randomizados sobre a suplementação de vitamina D com o objetivo de prevenir eventos cardiovasculares são conflitantes. Enquanto alguns demonstraram melhorias discretas na pressão arterial e nos marcadores inflamatórios, outros não evidenciaram benefícios significativos. A heterogeneidade dos estudos, incluindo diferenças na dose, duração da suplementação, níveis basais de vitamina D e características dos participantes, contribui para as divergências nos achados. Sendo assim, mesmo existindo uma associação consistente entre hipovitaminose D e maior risco cardiovascular, ainda não há consenso sobre os benefícios diretos da suplementação de vitamina D na prevenção primária ou secundária de doenças cardiovasculares. Estudos adicionais, com metodologias mais uniformes e populações bem definidas, são necessários para esclarecer essa relação. Enquanto isso, recomenda-se monitorar os níveis de vitamina D em pacientes de risco e corrigir sua deficiência conforme diretrizes clínicas estabelecidas, com foco na saúde global do paciente.

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Publicado

2025-06-05

Como Citar

Barbosa, C. V. ., Oliveira, F. E. ., Silva, J. A. da ., Pereira, C. de L. ., Ji, M. E. C. ., London, R. B. ., Zaher, T. M. de Q. ., Correa, S. A. ., Mont´alto, T. M. S. ., Melo, D. A. de, & Oliveira, R. Z. B. de . (2025). RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS DE VITAMINA D E DOENÇAS CARDIOVASCULARES: O PAPEL DA SUPLEMENTAÇÃO. Epitaya E-Books, 1(104), 478-495. https://doi.org/10.47879/ed.ep.2025936p478

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