INFECÇÕES HOSPITALARES: PROTOCOLOS E MEDIDAS DE CONTROLE ATUALIZADAS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.202500170p73Palavras-chave:
Infecção hospitalar, Controle de infecções, Segurança do paciente, Prevenção, Vigilância epidemiológicaResumo
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), tradicionalmente conhecidas como infecções hospitalares, representam um dos maiores desafios para sistemas de saúde em todo o mundo. Estima-se que entre 7% e 10% dos pacientes internados desenvolvam algum tipo de infecção durante o período de hospitalização, contribuindo significativamente para aumento da morbidade, custos assistenciais, tempo de internação e mortalidade. Com o surgimento de microrganismos multirresistentes — como Klebsiella pneumoniae KPC, Acinetobacter baumannii e Staphylococcus aureus resistente à meticilina — o enfrentamento das IRAS tornou-se ainda mais complexo, exigindo protocolos robustos, multissetoriais e continuamente atualizados. Avanços importantes foram alcançados nas últimas décadas, com ênfase em práticas de higiene das mãos, uso racional de antimicrobianos, fortalecimento das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), vigilância ativa e implementação de bundles de prevenção. A pandemia de COVID-19 também impulsionou a revisão de normas de biossegurança, ampliando o uso de barreiras físicas, isolamento de contato e educação permanente. Entretanto, a adesão às práticas recomendadas varia entre instituições, e muitos hospitais enfrentam desafios relacionados a infraestrutura, treinamento insuficiente e resistência ao uso adequado de medidas preventivas. Nesse contexto, torna-se essencial revisar os protocolos atualizados e as estratégias de controle de IRAS.

