BIOMARCADORES URINÁRIOS E FENOTIPAGEM CARDIORRENAL: PERSONALIZAÇÃO DA TERAPIA NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p1098Palavras-chave:
Insuficiência cardíaca; Marcadores urinários; Sódio; Diuréticos de alça; Doenças cardiovasculares.Resumo
A insuficiência cardíaca (IC) representa uma das síndromes mais complexas e onerosas para os sistemas de saúde globais, exigindo estratégias de monitoramento que transcendam a avaliação hemodinâmica convencional. Diversos marcadores urinários surgem como ferramentas essenciais, pois refletem não apenas a gravidade da doença, mas também oferecem um potencial para guiar o manejo clínico em tempo real. A coleta de urina, sendo um procedimento não invasivo, de baixo custo e alta reprodutibilidade, permite registrar flutuações na composição bioquímica que são alteradas por disfunções renais subjacentes, como danos à barreira de filtração glomerular e lesões tubulares agudas. Além disso, a análise urinária é sensível à ativação neuro-hormonal (sistema renina-angiotensina-aldosterona), estados inflamatórios sistêmicos, processos de envelhecimento celular, comorbidades metabólicas e intervenções farmacológicas diretas. Exemplos práticos demonstram que o sódio urinário (UNa+) possui alta capacidade preditiva para a resposta à terapia com diuréticos de alça no cenário da IC aguda, enquanto a albuminúria se consolida como um marcador de risco robusto e um alvo terapêutico para mitigar a progressão de doenças cardiovasculares e renais na IC crônica. Apesar do embasamento científico, esses marcadores ainda permanecem subutilizados na rotina assistencial.

