ESTRATÉGIAS DE PERSONALIZAÇÃO NA TERAPIA MEDICAMENTOSA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Autores

  • Eleonora Peixoto de Britto
  • Adriano Costa Alves Gama
  • Fernanda Faria Poiani Grossi Rocha
  • Maximiliano Ludemann
  • Fabio Luis Grion
  • Maicon Dionatan Lima Teles
  • Moises Santos de Sousa

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p167

Palavras-chave:

Insuficiência cardíaca, Terapia medicamentosa, Polifarmácia, Adesão ao Tratamento, Farmacoterapia

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) é compreendida como uma condição clínica de caráter crônico e progressivo que exerce um impacto profundo sobre milhões de indivíduos em escala global. Devido à sua natureza intrinsecamente complexa e à elevada taxa de morbimortalidade associada, a síndrome configura-se como um dos maiores desafios para a prática médica contemporânea. No cerne do manejo terapêutico eficaz, a otimização da farmacoterapia destaca-se como um dos pilares fundamentais, possuindo o objetivo precípuo de elevar a qualidade de vida dos pacientes, reduzir de forma drástica as hospitalizações recorrentes e promover o aumento da sobrevida. O arsenal farmacológico moderno é estruturado a partir do uso estratégico de agentes bloqueadores de sistemas neuro-humorais, incluindo os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECAs, BRAs e os inovadores inibidores da neprilisina), além de betabloqueadores, antagonistas de receptores mineralocorticoides e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 (SGLT2). A efetividade deste tratamento depende de ajustes individualizados que considerem o perfil clínico único de cada paciente, levando em conta variáveis como a senescência, a função renal, a tolerância biológica e a presença de comorbidades. Evidências científicas demonstram que existem disparidades significativas na resposta aos fármacos baseadas no sexo, o que influencia tanto a eficácia clínica quanto a incidência de reações adversas. Outro desafio proeminente no cotidiano do manejo da IC é a polifarmácia, que exige vigilância constante para evitar interações medicamentosas deletérias e assegurar a adesão ao regime terapêutico. No horizonte da inovação, estratégias como a farmacogenômica e a inteligência artificial estão sendo exploradas para refinar a personalização do cuidado através da identificação de biomarcadores. A implementação de protocolos baseados em evidências atualizadas e a educação contínua do paciente, amparada por equipes multidisciplinares, são essenciais para transformar o prognóstico e reduzir a carga sistêmica desta enfermidade.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Britto, E. P. de, Gama, A. C. A. ., Rocha, F. F. P. G. ., Ludemann, M. ., Grion, F. L. ., Teles, M. D. L. ., & Sousa, M. S. de . (2026). ESTRATÉGIAS DE PERSONALIZAÇÃO NA TERAPIA MEDICAMENTOSA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA. Epitaya E-Books, 1(132), 167-184. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p167

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