MORTE SÚBITA NAS CARDIOPATIAS ESTRUTURAIS: ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO E ESTRATÉGIAS CONTEMPORÂNEAS DE PREVENÇÃO

Autores

  • Claudina Mendes Horevicht
  • Ana Paula Gillet Angioni
  • Célio Vilar Cabral Filho
  • Flávia Regina Ribeiro Alberton
  • Ludmilla de Melo Ribeiro
  • Rafael Fonseca Marão
  • Vanessa Sampaio Cardoso da Cunha
  • Thiago Rabello Santos

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1293

Palavras-chave:

morte súbita cardíaca, cardiopatias estruturais, estratificação de risco, cardiodesfibrilador implantável, arritmias ventriculares

Resumo

A morte súbita nas cardiopatias estruturais permanece como uma das expressões mais dramáticas da doença cardiovascular porque pode surgir como primeiro evento devastador em pacientes previamente assintomáticos, subestratificados ou aparentemente estáveis. Seu peso clínico não decorre apenas da letalidade intrínseca, mas também da dificuldade de reconhecer, com precisão suficiente, quais pacientes realmente apresentam risco arrítmico elevado dentro de grupos amplos e heterogêneos com doença coronariana, cardiomiopatias, disfunção ventricular, fibrose miocárdica ou remodelamento elétrico complexo.

Nas últimas décadas, o paradigma preventivo deixou de gravitar exclusivamente em torno da fração de ejeção do ventrículo esquerdo e passou a incorporar uma leitura mais refinada do risco, incluindo cicatriz miocárdica, história clínica, carga de arritmias ventriculares, história familiar, imagem avançada e, em cenários selecionados, informação genética. Esse movimento é particularmente evidente nas cardiomiopatias hereditárias, sobretudo na cardiomiopatia hipertrófica, em que a reestratificação periódica e a decisão individualizada quanto ao cardiodesfibrilador implantável ocupam lugar central.

O conceito de cardiopatia estrutural inclui amplo espectro de entidades, desde doença arterial coronariana com cicatriz isquêmica até cardiomiopatias não isquêmicas, como cardiomiopatia dilatada, hipertrófica, arritmogênica e formas infiltrativas. Em cada uma delas, a instabilidade elétrica pode ser o desfecho final comum, mas os caminhos fisiopatológicos, a velocidade de progressão e as estratégias preventivas diferem. Este capítulo revisa os principais mecanismos, os modelos atuais de estratificação e as estratégias contemporâneas de prevenção da morte súbita nas cardiopatias estruturais, com ênfase na aplicabilidade clínica e na tomada de decisão baseada em risco real.

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Publicado

2026-07-02

Como Citar

Horevicht, C. M. ., Angioni, A. P. G. ., Cabral Filho, C. V. ., Alberton, F. R. R. ., Ribeiro, L. de M. ., Marão, R. F. ., Cunha, V. S. C. da ., & Santos, T. R. . (2026). MORTE SÚBITA NAS CARDIOPATIAS ESTRUTURAIS: ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO E ESTRATÉGIAS CONTEMPORÂNEAS DE PREVENÇÃO. Epitaya E-Books, 1(133), 1293-1298. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1293

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