PERDA AUDITIVA: DIAGNÓSTICO PRECOCE E IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260477p32Palavras-chave:
PERDA AUDITIVA, DIAGNÓSTICO PRECOCE, QUALIDADE DE VIDAResumo
A perda auditiva constitui um dos distúrbios sensoriais de maior prevalência em escala global, afetando cerca de 1,5 bilhão de indivíduos em todo o mundo. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que esse número poderá alcançar 2,5 bilhões de pessoas até 2050, o que representa um quarto da população mundial (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021).
No contexto brasileiro, estudos populacionais indicam prevalência autorreferida aproximada de 5,2% na população geral e superior a 30% entre os idosos, evidenciando a relevância epidemiológica da condição e seu impacto progressivo com o envelhecimento populacional. O diagnóstico precoce assume papel central na mitigação dos efeitos da deficiência auditiva.
No Brasil, a Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) foi instituída como política pública pela Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, que torna obrigatória a realização do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, popularmente conhecido como “teste da orelhinha” em todos os recém-nascidos. A identificação da perda auditiva nos primeiros meses de vida, seguida de intervenção até os seis meses de idade, permite maximizar o potencial de desenvolvimento da fala, da linguagem e das habilidades comunicativas, reduzindo atrasos cognitivos e favorecendo a inclusão social e educacional (BRASIL, 2010; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).

