A PRECISÃO DA ESTIMATIVA DA HORA DA MORTE BASEADA EM SINAIS CADAVÉRICOS CLÁSSICOS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250156p194Palavras-chave:
HORA DA MORTE, SINAIS CADAVÉRICOS CLÁSSICOS, ESTIMATIVA DA HORA DA MORTEResumo
A determinação do intervalo pós-morte (IPM), também conhecido como tempo decorrido desde o óbito, é um dos principais desafios da medicina legal. A estimativa da hora da morte possui grande relevância em investigações criminais, na identificação de vítimas e na reconstituição de eventos relacionados ao óbito. Tradicionalmente, essa estimativa é baseada em sinais cadavéricos clássicos, como o resfriamento corporal (algor mortis), o enrijecimento muscular (rigor mortis), as manchas hipostáticas (livor mortis) e a decomposição.
Apesar de amplamente utilizados, esses sinais apresentam limitações quanto à precisão, uma vez que sua evolução depende de múltiplas variáveis, incluindo temperatura ambiente, umidade, causa da morte, idade e condição física do indivíduo. Assim, o uso isolado dos sinais clássicos pode gerar margens de erro significativas, sendo necessário associá-los a métodos complementares.
O estudo da cronotanatognose, ramo da tanatologia que busca determinar o momento provável da morte, é fundamental não apenas para fins judiciais, mas também para o avanço do conhecimento científico acerca das transformações fisiológicas e químicas que ocorrem após o óbito. Analisar a precisão dos sinais cadavéricos clássicos na estimativa da hora da morte, discutindo suas limitações, fatores de influência e a importância da associação com métodos complementares para aprimorar a confiabilidade das análises periciais.

