MANEJO NUTRICIONAL E PRESERVAÇÃO DA MASSA MUSCULAR EM PACIENTES EM USO DE TIRZEPATIDA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260538p71Palavras-chave:
MANEJO NUTRICIONAL, MASSA MUSCULAR, TIRZEPATIDAResumo
A tirzepatida, agonista duplo dos receptores do peptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), consolidou-se como uma das intervenções farmacológicas mais eficazes para o tratamento da obesidade e do diabetes mellitus tipo 2, promovendo reduções de peso corporal que se aproximam de 20% a 25% em períodos de 18 a 36 meses. Entretanto, evidências provenientes de subestudos dos ensaios clínicos SURMOUNT-1 e SURPASS-3 demonstram que parcela relevante dessa perda ponderal corresponde à redução de massa magra, estimada entre 25% e 30% do peso total perdido, o que acende um alerta quanto à qualidade da perda de peso obtida com o fármaco. A musculatura esquelética constitui tecido metabolicamente ativo, com participação direta na termogênese, na sensibilidade à insulina e na funcionalidade física, de modo que sua depleção acentuada pode comprometer a força, a mobilidade e a resiliência metabólica do indivíduo, sobretudo em idosos, pessoas com obesidade sarcopênica e mulheres na pós-menopausa. Diante desse cenário, o manejo nutricional assume papel central no acompanhamento de pacientes em uso de tirzepatida, sendo necessário compreender as estratégias dietéticas e comportamentais capazes de mitigar a perda de massa muscular sem comprometer a eficácia terapêutica do medicamento.

