USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS NA ATENÇÃO BÁSICA: UMA ATUALIZAÇÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.202500170p75Palavras-chave:
Antibióticos, Atenção básica, Resistência antimicrobiana, Prescrição racional, Saúde públicaResumo
O uso racional de antibióticos é uma das estratégias centrais para o enfrentamento da resistência antimicrobiana, atualmente considerada uma das maiores ameaças à saúde pública global. No contexto da atenção básica, onde ocorre grande parte das prescrições, especialmente para condições prevalentes como infecções respiratórias, urinárias e doenças de pele, a adoção de práticas adequadas de prescrição é essencial para evitar uso excessivo, inadequado ou desnecessário desses medicamentos. A disseminação de bactérias resistentes compromete a eficácia terapêutica, aumenta taxas de hospitalização, custos para o sistema de saúde e mortalidade. No Brasil, iniciativas como o Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR) e o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família buscam qualificar o cuidado, mas desafios persistem, incluindo automedicação, baixa adesão a protocolos clínicos, pressão social para prescrição e carência de capacitação contínua dos profissionais. A literatura aponta que intervenções educativas, auditorias clínicas, protocolos institucionais e monitoramento de indicadores podem reduzir significativamente o uso inadequado de antibióticos. Nesse sentido, compreender as evidências atuais sobre práticas de prescrição racional na atenção primária é fundamental para subsidiar políticas e aprimorar o cuidado à população.Foi realizada uma revisão narrativa da literatura entre 2013 e 2024 nas bases PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science. A literatura reforça que o uso racional de antibióticos na atenção básica é fundamental para o controle da resistência antimicrobiana e para a garantia de tratamentos eficazes e seguros. Os estudos apontam que grande parte das prescrições inadequadas ocorre em infecções virais, especialmente respiratórias, e em quadros autolimitados. Estratégias como educação permanente, implementação de protocolos de manejo clínico, auditorias e feedback para profissionais, além de campanhas de conscientização para a população, mostram-se eficazes para reduzir prescrições desnecessárias.

