PERSPECTIVAS ATUAIS E ABORDAGENS MULTIDIMENSIONAIS NO MANEJO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

Autores

  • Mario Augusto Mariano
  • Andrio Portilho de Souza
  • Hugo Tadeu Metidieri
  • Thaísa Carolina Fornazeiro Abegão
  • Camila Menegazzo Marques
  • Monique Bandoli França Pereira
  • Mabel Alejandra Chinchilla Aliaga

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p329

Palavras-chave:

Hipertensão, Doenças cardiovasculares, Anti-hipertensivos, Fisiopatologia vascular, Saúde pública

Resumo

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) se consolidou como o principal desafio de saúde pública global, ultrapassando a visão de um simples fator de risco para se tornar uma doença biológica multissistêmica de repercussões devastadoras. Esta nova constatação exige uma mudança de abordagens puramente hemodinâmicas para um modelo de precisão, fundamentado na neutralização de eixos neuro-hormonais redundantes e na proteção ativa do endotélio. No âmbito molecular, a origem da HAS reside na disfunção endotelial — caracterizada pela redução da biodisponibilidade de óxido nítrico — e na ativação persistente do sistema nervoso simpático e do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que promovem vasoconstrição tônica, estresse oxidativo e rigidez arterial progressiva. A compreensão da dinâmica circadiana também se tornou central, consolidando a monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA) como ferramenta essencial para identificar o padrão de não imersão noturna (non-dipping), um preditor de lesão em órgãos-alvo mais consistente do que medidas isoladas em consultório. A evidência clínica atual sustenta a lógica da terapia combinada inicial, preferencialmente por meio de combinações fixas em um único comprimido (single pill combination), para bloquear simultaneamente múltiplos mecanismos pressores e garantir maior adesão ao tratamento. Além das classes de primeira linha, como os diuréticos tiazídicos-símile e os bloqueadores de canais de cálcio, a inovação farmacológica introduziu os inibidores da neprilisina (ARNI) e os inibidores de SGLT2, que oferecem benefícios cardiorrenais e metabólicos independentes do controle glicêmico. Paralelamente, a ressugirmento da denervação renal simpática e a ativação do barorreflexo oferecem alternativas mecânicas seguras para pacientes resistentes ou com baixa adesão farmacológica. O futuro do manejo pressórico aponta para novas tecnológicas disruptivas, como o uso de RNA de interferência (siRNA) para o silenciamento gênico do angiotensinogênio e o desenvolvimento de vacinas anti-hipertensivas de longa duração. Integradas ao uso de inteligência artificial e dispositivos vestíveis (wearables), essas inovações prometem um sistema de cuidado proativo e personalizado, visando um futuro onde as complicações da hipertensão deixem de ser a principal causa de morte prematura no mundo.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Mariano, M. A. ., Souza, A. P. de ., Metidieri, H. T. ., Abegão , T. C. F. ., Marques, C. M. ., Pereira, M. B. F. ., & Aliaga, M. A. C. . (2026). PERSPECTIVAS ATUAIS E ABORDAGENS MULTIDIMENSIONAIS NO MANEJO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA. Epitaya E-Books, 1(132), 329-347. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p329

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