MECANISMOS MOLECULARES E DIRETRIZES CLÍNICAS NA DISFUNÇÃO CARDIORRENAL

Autores

  • Rommel Wallace Costa Reis
  • Daniel Rodrigues Lustosa
  • Luís Felipe Lopes Corrêa
  • Thaísa Carolina Fornazeiro Abegão
  • Luciana de Oliveira Fumian Brasil
  • Juliano Domingos de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p733

Palavras-chave:

Doença renal crônica, Diálise renal, Nefropatias, Doenças cardiovasculares., Hipertensão

Resumo

A coexistência entre a doença renal crônica e as patologias do sistema circulatório representa um dos desafios mais complexos da medicina, dada a reciprocidade de danos que acelera o declínio funcional de ambos os sistemas. A insuficiência renal atua como um potente fator de risco independente para eventos cardíacos, mediada por um ambiente sistêmico de inflamação crônica, estresse oxidativo e toxicidade urêmica. A base dessa interação reside em alterações metabólicas e hormonais profundas, incluindo o acúmulo de inibidores da síntese de óxido nítrico, como a dimetilarginina assimétrica, e a desregulação do metabolismo mineral envolvendo o fósforo e o fator de crescimento de fibroblastos 23. Evidências clínicas consolidadas demonstram que a taxa de filtração glomerular reduzida e a presença de albuminúria são preditores robustos de mortalidade, muitas vezes superando o risco de progressão para a diálise propriamente dita. No campo diagnóstico, a redução da acurácia de testes funcionais em estágios avançados exige uma abordagem mais criteriosa e o uso de métodos de imagem mais precisos. O tratamento, por sua vez, demanda uma integração multidisciplinar que prioriza o controle rigoroso da pressão arterial, com foco no bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona, além de restrições dietéticas de sódio e manejo da anemia e dislipidemia. Apesar da evolução farmacológica, a baixa adesão terapêutica e a irreversibilidade das lesões vasculares em estágios tardios reforçam a necessidade de um diagnóstico precoce. O futuro do manejo clínico aponta para o uso de biomarcadores específicos e novas classes terapêuticas, como os inibidores da enzima prolil hidroxilase, visando não apenas retardar a falência orgânica, mas reduzir de forma efetiva o impacto na mortalidade cardiovascular global.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Reis, R. W. C. ., Lustosa, D. R. ., Corrêa, L. F. L. ., Abegão , T. C. F. ., Brasil, L. de O. F. ., & Oliveira, J. D. de . (2026). MECANISMOS MOLECULARES E DIRETRIZES CLÍNICAS NA DISFUNÇÃO CARDIORRENAL. Epitaya E-Books, 1(132), 733-761. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p733

Edição

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