TERAPIAS EMERGENTES E ESTRATÉGIAS DE MANEJO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AVANÇADA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p134xPalavras-chave:
Insuficiência cardíaca, Terapia celular, Células-tronco, Nanotecnologia, ExossomosResumo
A insuficiência cardíaca avançada (ICA) permanece como um dos maiores e mais complexos desafios da prática clínica contemporânea, atuando como um fator contínuo para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas disruptivas. No cenário das abordagens emergentes, ganham destaque as terapias baseadas em biologia celular, a engenharia de tecidos, o uso de exossomos e as aplicações da nanotecnologia. As terapias celulares, que utilizam desde células-tronco mesenquimais até cardiomiócitos derivados de células-tronco pluripotentes, têm como objetivo central a regeneração do tecido miocárdico lesionado e a restauração da função mecânica e elétrica do órgão. Embora ensaios clínicos demonstrem melhorias na contratilidade e na perfusão miocárdica, barreiras como a baixa taxa de retenção das células transplantadas e a imunogenicidade ainda representam desafios a serem superados pela ciência. A engenharia tecidual apresenta-se como uma alternativa robusta, empregando biomateriais e suportes (scaffolds) tridimensionais para facilitar a reparação do coração. Avanços como a bioimpressão 3D de tecidos e a diferenciação celular orientada são marcos na criação de enxertos funcionais. Os exossomos, vesículas extracelulares, destacam-se por promover a regeneração sem os riscos intrínsecos ao transplante de células vivas, atuando na modulação inflamatória e na proteção contra danos oxidativos. Paralelamente, a nanotecnologia inova ao permitir a entrega direcionada de fármacos e moléculas, aumentando a biodisponibilidade e reduzindo efeitos adversos. Esta revisão detalha como essas tecnologias prometem transformar o prognóstico da ICA, ressaltando a necessidade de validação clínica para garantir eficácia e segurança.

