HOMEOSTASE CARDÍACA E PROTOCOLOS DE CUIDADO NA SAÚDE MATERNO-FETAL

Autores

  • Jorge Alexandre de Araujo Peres
  • Carulina Lafetá Prates Costa
  • Luana de Sousa Lima Rebouças
  • Simone Silva Savero
  • Ana Cássia Silva de Oliveira
  • Wayra Jeasmine Corico Chávez

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p1049

Palavras-chave:

Gestação. Doenças cardiovasculares. Parto. Cardiomiopatia periparto. Feto.

Resumo

A intersecção entre a gestação e as patologias cardiovasculares consolidou-se como um dos temas mais críticos da obstetrícia moderna, representando a principal causa de mortalidade materna em escala global. A transição demográfica das últimas décadas, caracterizada pelo adiamento da maternidade e pelo aumento da prevalência de obesidade, diabetes e hipertensão crônica, resultou em uma população de gestantes com maior vulnerabilidade a eventos cardíacos agudos. Além disso, o sucesso das correções cirúrgicas de cardiopatias congênitas na infância permite que um número crescente de mulheres atinja a idade reprodutiva, exigindo um planejamento pré-concepcional minucioso. O período de gestação impõe adaptações hemodinâmicas profundas, iniciando-se com uma vasodilatação sistêmica precoce mediada por hormônios como a relaxina e a progesterona, que reduzem drasticamente a resistência vascular periférica. Para compensar essa queda pressórica e suprir as demandas da unidade feto-placentária, o débito cardíaco eleva-se em até 45%, impulsionado pelo aumento da frequência cardíaca e da massa ventricular esquerda. Mas, essas mudanças, embora fisiológicas em mulheres hígidas, podem precipitar descompensações graves em pacientes com reserva cardíaca limitada, manifestando-se como edema pulmonar ou arritmias complexas, especialmente no periparto. O risco fetal é igualmente expressivo, abrangendo desde a transmissão hereditária de malformações até a restrição de crescimento intrauterino por hipoperfusão placentária. O manejo clínico eficaz depende da estratificação de risco baseada em sistemas como o da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta a intensidade do monitoramento e a viabilidade da concepção. A integração entre cardiologistas, obstetras de alto risco e anestesiologistas é o fundamento para reduzir as taxas de complicações e garantir a segurança materna. Implicações futuras apontam para o aprimoramento de técnicas de imagem e biomarcadores que permitam uma vigilância mais precisa, mitigando o impacto das patologias adquiridas e congênitas no binômio mãe-filho.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Peres, J. A. de A. ., Costa, C. L. P. ., Rebouças, L. de S. L. ., Savero, S. S. ., Oliveira, A. C. S. de ., & Chávez, W. J. C. . (2026). HOMEOSTASE CARDÍACA E PROTOCOLOS DE CUIDADO NA SAÚDE MATERNO-FETAL. Epitaya E-Books, 1(132), 1049-1065. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p1049

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