REPERCUSSÕES MICRO E MACROVASCULARES E MANEJO CLÍNICO NO DIABETES MELLITUS

Autores

  • Letícia Alves Boni Fonseca
  • Eolo Morandi Júnior
  • Margarete de Oliveira Lima
  • Wayra Jeasmine Corico Chávez
  • Adriano Rodrigues das Neves
  • Sebastião Olacy de Souza Júnior
  • José David Costa Bitencourt

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p388

Palavras-chave:

Diabetes mellitus, Complicações do diabetes, Diabetes mellitus tipo 2, Angiopatias diabéticas, Doenças cardiovasculares

Resumo

O cenário da saúde pública mundial tem enfrentado um desafio sem precedentes com o aumento do diabetes mellitus, uma condição metabólica que se transformou em uma crise sanitária de proporções globais, exercendo um impacto profundo na morbidade e na mortalidade das populações. Mais do que uma simples elevação da glicemia, a doença representa uma falha complexa nos sistemas de regulação energética do corpo, se manifestando pela destruição autoimune das células beta pancreáticas ou por uma resistência progressiva à ação da insulina combinada a uma falência secretora relativa. Esse desequilíbrio metabólico desencadeia uma cascata de eventos vasculares deletérios, em que a exposição crônica a níveis elevados de glicose promove danos sistêmicos que afetam, prioritariamente, o coração, os rins, os nervos e o sistema visual. Evidências clínicas indicam que indivíduos acometidos pelo diabetes enfrentam um risco cardiovascular de duas a quatro vezes superior ao da população geral, sendo as patologias cardíacas responsáveis por aproximadamente 75% dos óbitos registrados nesse grupo. A fisiopatologia subjacente envolve uma rede intrincada de estresse oxidativo, em que a formação de produtos finais de glicação avançada e a superprodução de espécies reativas de oxigênio comprometem a integridade do endotélio, favorecendo um processo aterosclerótico acelerado. Além disso, o estado inflamatório crônico e a disfunção endotelial servem como vias comuns tanto para as complicações macrovasculares — como a doença coronariana, o acidente vascular cerebral e a doença arterial periférica — quanto para as microvasculares, incluindo a nefropatia e a retinopatia. O manejo desses riscos demanda uma abordagem múltipla, integrando o controle glicêmico intensivo, a regulação da pressão arterial e terapias hipolipemiantes, além de classes farmacológicas recentes, como os inibidores de SGLT2 e os agonistas de GLP-1, que demonstram benefícios cardioprotetores diretos. As perspectivas se concentram na influência do microbioma intestinal, em modificações epigenéticas e em tratamentos anti-inflamatórios direcionados para mitigar o risco vascular residual.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Fonseca, L. A. B. ., Morandi Júnior, E. ., Lima, M. de O. ., Chávez, W. J. C. ., Neves, A. R. das, Souza Júnior, S. O. de ., & Bitencourt, J. D. C. . (2026). REPERCUSSÕES MICRO E MACROVASCULARES E MANEJO CLÍNICO NO DIABETES MELLITUS. Epitaya E-Books, 1(132), 388-413. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p388

Edição

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