INOVAÇÃO EM DISPOSITIVOS CARDÍACOS E A EVOLUÇÃO NO MANEJO DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

Autores

  • Adriana do Socorro Cruz Tavares
  • Sharon Bregalda
  • Thasiely Moura Faria
  • Max Steinert
  • Eolo Morandi Júnior
  • Fabiano Argeu de Morais Junior
  • Luiz Aurélio Braga Pereira

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p974

Palavras-chave:

Endocardite bacteriana, Infecção, Antibacterianos, Doenças cardiovasculares, Valva mitral

Resumo

A endocardite se infecciosa apresenta como uma patologia de alta complexidade sistêmica, caracterizada pela colonização microbiana de tecidos endocárdicos e dispositivos cardíacos artificiais. A transição no perfil dos indivíduos acometidos nas últimas décadas sinaliza uma mudança expressiva, onde a redução da prevalência da febre reumática nos países desenvolvidos deu lugar a uma incidência crescente em idosos com processos degenerativos valvares e em portadores de dispositivos intravasculares e intracardíacos. A patogênese dessa condição inicia-se fundamentalmente pela lesão do endotélio cardíaco, que propicia a formação de depósitos de fibrina e plaquetas, culminando em vegetações densas que protegem microrganismos invasores da resposta imunológica do hospedeiro e dificultam a ação de antibióticos. Evidências clínicas robustas demonstram que a acurácia diagnóstica depende da integração criteriosa dos critérios de Duke modificados com tecnologias de imagem avançadas, como a ecocardiografia transesofágica e a tomografia por emissão de pósitrons, especialmente em casos envolvendo próteses valvares ou deiscências paravalvares. O manejo terapêutico atual exige intervenções prolongadas com antibioticoterapia intravenosa e, frequentemente, abordagens cirúrgicas precoces para o tratamento de complicações estruturais graves, como abscessos anulares e perfurações teciduais. Implicações futuras indicam que a formação de equipes multidisciplinares especializadas, integrando cardiologistas, infectologistas e cirurgiões, é determinante para a redução das taxas de mortalidade hospitalar, que ainda permanecem em patamares elevados de aproximadamente 25%. Além disso, o aprimoramento contínuo das técnicas de biologia molecular, como a reação em cadeia da polimerase em tecido valvar, promete refinar a identificação de patógenos exigentes em cenários de hemoculturas negativas. O enfrentamento desta enfermidade demanda uma vigilância rigorosa sobre os novos fatores predisponentes associados ao avanço das intervenções cardiovasculares percutâneas, visando mitigar o impacto econômico e clínico das internações prolongadas. A compreensão aprofundada dos mecanismos de formação de biofilmes e da interação entre o sistema imune e as superfícies protéticas orientará as próximas gerações de protocolos preventivos e terapêuticos, focados na preservação funcional do sistema circulatório e na sobrevida global do paciente.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Tavares, A. do S. C. ., Bregalda, S. ., Faria, T. M. ., Steinert, M. ., Morandi Júnior, E. ., Morais Junior, F. A. de ., & Pereira, L. A. B. . (2026). INOVAÇÃO EM DISPOSITIVOS CARDÍACOS E A EVOLUÇÃO NO MANEJO DA ENDOCARDITE INFECCIOSA. Epitaya E-Books, 1(132), 974-994. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p974

Edição

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