GESTÃO CLÍNICA E GENÔMICA DOS ANEURISMAS DA AORTA TORÁCICA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p185Palavras-chave:
Aneurisma da aorta torácica, Aorta torácica, Aneurisma aórtico, Aterosclerose aórtica, Dissecação aórticaResumo
A compreensão dos aneurismas da aorta torácica (AAT) hoje ultrapassa o conceito de dilatação anatômica e se consolida como uma área complexa, que integra genética molecular, hemodinâmica avançada e intervenções personalizadas. Historicamente negligenciada devido à sua natureza silenciosa, a doença aórtica torácica exige atualmente uma mudança de perspectiva na triagem e no manejo, fundamentada no reconhecimento de que a aorta não é um conduto inerte, mas um órgão dinâmico com propriedades elásticas e contráteis essenciais. O mecanismo biológico central da doença reside na degeneração da camada média, onde a perda da integridade das células musculares lisas vasculares e a fragmentação das fibras elásticas comprometem a resistência à tração, predispondo o vaso à dilatação progressiva, dissecção ou ruptura catastrófica. Evidências clínicas recentes demonstram que a abordagem multidisciplinar, unindo a precisão da imagem multimodal — como a angiotomografia e a ressonância magnética com fluxo quadridimensional — à avaliação genética criteriosa, é determinante para a redução da mortalidade pré-hospitalar. O cenário terapêutico cresceu consideravelmente, indo além da vigilância para incluir a farmacoterapia com betabloqueadores e bloqueadores dos receptores de angiotensina, além de técnicas cirúrgicas e endovasculares de alta precisão. As implicações futuras apontam para uma medicina de precisão, na qual a identificação de variantes genéticas específicas, como as mutações nos genes FBN1, ACTA2 ou TGF?R, indicará o limiar exato para intervenções profiláticas, superando os critérios baseados puramente no diâmetro aórtico.

