EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: DA FARMACOLOGIA CLÁSSICA À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p15Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca, Insuficiência Cardíaca Diastólica, Insuficiência Cardíaca Sistólica, Doenças Cardiovasculares, Débito CardíacoResumo
A insuficiência cardíaca (IC) é hoje compreendida como uma patologia de proporções epidêmicas, exercendo impacto sobre aproximadamente 1% a 2% da população em escala global. Sua natureza é heterogênea, apresentando etiologias e fenótipos que variam consideravelmente entre os pacientes. O processo patológico inicia-se com uma lesão cardíaca, que desencadeia uma série de modulações em níveis celulares, estruturais e neuro-humorais, comprometendo as funções intra e intercelulares. Como resposta adaptativa, ocorre a ativação persistente dos sistemas simpatoadrenérgico e renina-angiotensina-aldosterona, o que culmina em sobrecarga de volume, taquicardia, dispneia e uma progressiva deterioração da integridade celular. Devido à inexistência de um sinal clínico patognomônico, a IC é identificada por um quadro sintomático decorrente da falência cardíaca contínua, podendo manifestar-se de maneira aguda ou crônica. O arsenal terapêutico contemporâneo engloba desde intervenções farmacológicas e o uso de dispositivos associados até procedimentos intervencionistas e cirurgias de estágio terminal. Atualmente, a evolução das terapias busca alcançar níveis mais elevados de precisão, segurança e eficácia. Diversas investigações científicas estão em curso para explorar diferentes patogêneses e etiologias, visando oferecer ao paciente com IC um cuidado multifacetado e verdadeiramente integrado.

