INTEGRAÇÃO DA VELOCIDADE DA ONDA DE PULSO E DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA NA AVALIAÇÃO DA RIGIDEZ VASCULAR

Autores

  • Lucas Rodrigues da Silva
  • Erick Eannes Moura Bringel
  • Maria Gabriela Inocente Vitório Brasil Campos
  • Yanquel Bazan Antezana
  • Adriana do Socorro da Cruz Tavares
  • Cássio Moreira Figueredo

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p683

Palavras-chave:

Velocidade da onda de pulso, Rigidez arterial, Variabilidade da frequência cardíaca, Risco cardiovascular, Metodologia

Resumo

A avaliação do risco cardiovascular atravessa uma mudança de paradigma fundamental, transitando dos escores estatísticos tradicionais, frequentemente limitados a variáveis demográficas, para a quantificação direta e personalizada do envelhecimento biológico vascular. Esta nova abordagem fez com que a velocidade da onda de pulso (VOP) e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) se tornassem bases de uma cardiologia mais abrangente, permitindo uma leitura integrada da integridade mecânica do sistema arterial e da qualidade do sistema nervoso autônomo. Fisiopatologicamente, a rigidez arterial — ou arteriosclerose — decorre de uma transformação estrutural marcada pela fragmentação das fibras de elastina e pela deposição excessiva de colágeno na parede vascular, processo que compromete a função amortecedora (buffering) das grandes artérias. Fisicamente, este estado é regido pela equação de Moens-Korteweg, onde uma parede mais rígida acelera a propagação da onda de pressão, fazendo-a retornar ao coração prematuramente durante a fase final da sístole. Este fenômeno eleva a pressão sistólica central e a pós-carga ventricular, ao mesmo tempo que reduz a perfusão coronária diastólica, criando o substrato ideal para a hipertrofia ventricular esquerda e isquemia miocárdica silenciosa. Evidências clínicas consolidaram a VOP carótido-femoral superior a 10 m/s como um marcador de lesão em órgãos-alvo com valor preditivo superior aos scores convencionais, introduzindo o conceito de envelhecimento vascular precoce (EVA) para identificar precocemente danos estruturais avançados. Estudos demonstram que a sinergia entre uma VOP elevada e uma VFC reduzida potencializa drasticamente o risco de morte súbita e eventos coronários, refletindo um estado de predominância simpática e deterioração cardiovascular acelerada. No horizonte prático e futuro, a integração da Inteligência Artificial e do Machine Learning permite extrair fenótipos vasculares complexos a partir de sinais simples de fotopletismografia em smartphones e wearables. A transição para uma monitoração contínua e invisível promete transformar a cardiologia em uma área preditiva e preventiva, onde a integridade vascular é preservada através de intervenções personalizadas em tempo real.

Downloads

Publicado

2026-06-10

Como Citar

Silva, L. R. da ., Bringel, E. E. M. ., Campos, M. G. I. V. B. ., Antezana, Y. B. ., Tavares, A. do S. da C. ., & Figueredo, C. M. . (2026). INTEGRAÇÃO DA VELOCIDADE DA ONDA DE PULSO E DA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA NA AVALIAÇÃO DA RIGIDEZ VASCULAR. Epitaya E-Books, 1(132), 683-696. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p683

Edição

Seção

Capítulo de Livro

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)