INFLUÊNCIA DO DECLÍNIO HORMONAL NO RISCO CARDIOVASCULAR E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS NA MENOPAUSA

Autores

  • Yanquel Bazan Antezana
  • Leandro Araujo Prudente Freire
  • Tibério José Lopes de Alencar
  • André da Cunha Silva
  • Ivy Sales de Toledo
  • Ricardo Tirapelli Tanios

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p114

Palavras-chave:

Menopausa, Doenças cardiovasculares, Fatores de risco, Terapia de reposição hormonal, Saúde da mulher

Resumo

A transição para a menopausa representa um marco biológico decisivo na fisiologia feminina, transcendendo o encerramento da capacidade reprodutiva para configurar um estado de vulnerabilidade metabólica e hemodinâmica sem precedentes. Historicamente compreendida sob uma ótica puramente reprodutiva, a ciência contemporânea agora reconhece este período como um ponto de inflexão crítico na trajetória de saúde cardiovascular da mulher, onde a cessação da produção de estrogênios ovarianos desencadeia uma cascata de alterações estruturais e funcionais nos vasos e no miocárdio. O estrogênio, especificamente o 17-beta-estradiol, atua como um modulador fundamental da homeostase vascular, exercendo proteção por meio da ativação da sinalização do óxido nítrico, regulação do perfil lipídico e supressão de vias inflamatórias crônicas. Com a depleção hormonal, observa-se a desintegração desses mecanismos protetores, resultando em disfunção endotelial, aumento da rigidez arterial e uma reconfiguração metabólica que favorece a dislipidemia, a resistência à insulina e a adiposidade visceral. Evidências clínicas demonstram que o aumento da incidência de hipertensão e doença arterial coronariana após os 50 anos não é apenas um subproduto do envelhecimento cronológico, mas uma consequência direta do novo ambiente endócrino. A complexidade deste cenário exige uma abordagem de precisão, onde a terapia hormonal e o controle de fatores de risco modificáveis devem ser cuidadosamente individualizados, respeitando a oportunidade terapêutica para maximizar a longevidade com qualidade de vida. Diante da necessidade de estratégias preventivas mais eficazes, a compreensão profunda das interações entre receptores hormonais e o sistema cardiovascular torna-se essencial para orientar o diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Antezana, Y. B. ., Freire, L. A. P. ., Alencar, T. J. L. de ., Silva, A. da C., Toledo, I. S. de ., & Tanios, R. T. . (2026). INFLUÊNCIA DO DECLÍNIO HORMONAL NO RISCO CARDIOVASCULAR E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS NA MENOPAUSA. Epitaya E-Books, 1(132), 114-133. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p114

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