DISFUNÇÃO AUTONÔMICA E REPERCUSSÕES CARDIOVASCULARES: DA INSTABILIDADE HEMODINÂMICA À ESTRATIFICAÇÃO CLÍNICA

Autores

  • Humberto Conrado Pinheiro Dapieve
  • Breno Sales Callou Torres
  • Dilson da Silva Pereira
  • Jorge Alexandre de Araujo Peres
  • Maria Adelina Roque Teixeira de Oliveira
  • Sergio de la Zerda Gutierrez
  • Thiago Rabello Santos
  • Rodrigo Rego Trindade de Medeiros

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1325

Palavras-chave:

Disfunção autonômica, Hipotensão ortostática, Neuropatia autonômica cardiovascular, Instabilidade hemodinâmica

Resumo

A disfunção autonômica representa um dos territórios mais complexos da medicina cardiovascular, por reunir manifestações clínicas amplas, mecanismos fisiopatológicos heterogêneos e grande potencial de subdiagnóstico. Seu impacto sobre o sistema cardiovascular decorre da perda do equilíbrio entre os componentes simpático e parassimpático, comprometendo o controle da frequência cardíaca, da contratilidade miocárdica, do tônus vascular e da adaptação pressórica às mudanças posturais e aos diferentes estados fisiológicos. Como consequência, o paciente pode apresentar desde intolerância ortostática e síncope até taquicardia inadequada, hipotensão pós-prandial, labilidade pressórica, arritmias, variabilidade anormal da frequência cardíaca e maior vulnerabilidade a eventos cardiovasculares. A relevância clínica do tema se amplia porque a disfunção autonômica pode surgir em diferentes contextos, incluindo diabetes mellitus, doenças neurodegenerativas, amiloidose, neuropatias periféricas, condições autoimunes, síndromes pós-infecciosas e estados inflamatórios crônicos. Em muitos desses cenários, o comprometimento autonômico é inicialmente interpretado como manifestação inespecífica, o que atrasa o reconhecimento do seu peso cardiovascular real. O problema, portanto, não está apenas na presença de sintomas, mas na dificuldade de integrá-los em uma síndrome fisiológica coerente. Do ponto de vista prático, compreender a disfunção autonômica exige mais do que reconhecer hipotensão ortostática ou taquicardia reflexa. Exige entender como a falha do controle autonômico modifica o risco arrítmico, a tolerância ao esforço, a estabilidade hemodinâmica e a qualidade de vida. Este capítulo revisa os principais mecanismos fisiopatológicos, as manifestações cardiovasculares e as estratégias contemporâneas de avaliação clínica da disfunção autonômica, com ênfase em sua aplicabilidade prática na cardiologia.

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Publicado

2026-07-02

Como Citar

Dapieve, H. C. P. ., Torres, B. S. C. ., Pereira, D. da S. ., Peres, J. A. de A. ., Oliveira, M. A. R. T. de ., Gutierrez, S. de la Z. ., Santos, T. R. ., & Medeiros, R. R. T. de . (2026). DISFUNÇÃO AUTONÔMICA E REPERCUSSÕES CARDIOVASCULARES: DA INSTABILIDADE HEMODINÂMICA À ESTRATIFICAÇÃO CLÍNICA. Epitaya E-Books, 1(133), 1325-1332. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1325

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