MIOCARDITE: DA RESPOSTA IMUNOINFLAMATÓRIA À ESTRATIFICAÇÃO DIAGNÓSTICA E AO MANEJO CLÍNICO ATUAL

Autores

  • Claudina Mendes Horevicht
  • Alex da Costa Vieira
  • Carlos Otavio Magaldi
  • Flávia Regina Ribeiro Alberton
  • Louise Mancuzo Duarte Ferreira
  • Pedro José de Carvalho Cavalcante
  • Valter Ribeiro dos Santos
  • Thiago Rabello Santos

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1286

Palavras-chave:

Miocardite, Inflamação miocárdica, Ressonância magnética cardíaca, Biópsia endomiocárdica, Insuficiência cardíaca

Resumo

A miocardite representa uma síndrome inflamatória do miocárdio marcada por grande heterogeneidade etiológica, clínica e prognóstica, o que explica sua posição de destaque entre os temas mais desafiadores da cardiologia contemporânea. Longe de se restringir ao cenário clássico de paciente jovem com dor torácica, troponina elevada e coronárias sem lesões obstrutivas, sua apresentação pode variar desde quadros discretos e autolimitados até formas fulminantes com choque cardiogênico, arritmias malignas, bloqueios de condução e rápida deterioração hemodinâmica. Essa variabilidade exige abordagem diagnóstica cuidadosa, capaz de integrar suspeita clínica, biomarcadores, imagem e, em contextos selecionados, avaliação histológica.

Do ponto de vista fisiopatológico, a miocardite pode resultar de infecções virais, mecanismos autoimunes, hipersensibilidade medicamentosa, toxicidade direta, doenças sistêmicas inflamatórias ou combinações entre agressão infecciosa e resposta imune desregulada. A lesão miocárdica pode decorrer tanto do agente inicial quanto da resposta inflamatória subsequente, o que ajuda a explicar a amplitude do espectro clínico e a possibilidade de evolução para recuperação completa, disfunção ventricular persistente, cardiomiopatia dilatada inflamatória ou morte súbita.

Nas últimas décadas, a ressonância magnética cardíaca consolidou-se como ferramenta central na avaliação não invasiva da inflamação miocárdica, ao passo que a biópsia endomiocárdica permaneceu como método decisivo em casos graves, atípicos ou com potencial de mudança terapêutica relevante. Paralelamente, o manejo da miocardite deixou de ser limitado ao suporte clínico inespecífico e passou a incorporar melhor estratificação de risco, monitorização arrítmica, restrição temporária ao exercício e, em situações selecionadas, terapias imunomoduladoras ou suporte circulatório avançado. Este capítulo revisa os principais mecanismos fisiopatológicos, a apresentação clínica, os métodos diagnósticos e as estratégias atuais de manejo da miocardite, com ênfase na aplicabilidade prática e na estratificação de gravidade.

Downloads

Publicado

2026-07-02

Como Citar

Horevicht, C. M. ., Vieira, A. da C. ., Magaldi, C. O. ., Alberton, F. R. R. ., Ferreira, L. M. D. ., Cavalcante, P. J. de C. ., Santos, V. R. dos ., & Santos, T. R. . (2026). MIOCARDITE: DA RESPOSTA IMUNOINFLAMATÓRIA À ESTRATIFICAÇÃO DIAGNÓSTICA E AO MANEJO CLÍNICO ATUAL. Epitaya E-Books, 1(133), 1286-1292. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260453p1286

Edição

Seção

Capítulo de Livro

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

<< < 1 2 3 4