O “EFEITO MOTO” NO SUS: SOBRECARGA DAS UTIs POR POLITRAUMA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260538p74Palavras-chave:
EFEITO MOTO, SUS, UTIs, OLITRAUMAResumo
A expansão do uso da motocicleta como meio de transporte, trabalho e entrega urbana tornou os sinistros envolvendo motociclistas um problema persistente para a atenção às urgências no Brasil. Neste capítulo, a expressão “efeito moto” é empregada como categoria analítica para designar a pressão assistencial produzida pela elevada frequência e pela gravidade potencial dos traumas motociclísticos sobre a Rede de Atenção às Urgências, particularmente sobre os leitos de terapia intensiva. Em 2021, 11.115 motociclistas morreram em decorrência de lesões no trânsito no país, número próximo aos 11.485 óbitos registrados em 2011, evidenciando a permanência do agravo. A relevância do tema transcende a mortalidade: colisões e quedas de motocicleta podem ocasionar lesões multissistêmicas, traumatismo cranioencefálico, trauma torácico, fraturas complexas e hemorragias, demandando atendimento pré-hospitalar, cirurgia, ventilação mecânica, monitorização contínua e reabilitação. Assim, a questão central consiste em compreender como o politrauma por motocicleta repercute na ocupação e na gestão das UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS).

