ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO EM PACIENTES COM OSTEOARTRITE AVANÇADA: UM RESUMO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.202500170p81Palavras-chave:
Artroplastia total do joelho, Osteoartrite avançada, Reabilitação, Ortopedia, Dor articularResumo
A osteoartrite (OA) avançada do joelho é uma condição degenerativa progressiva caracterizada por destruição da cartilagem, inflamação sinovial, osteófitos e deformidades articulares, resultando em dor intensa, limitação funcional e impacto significativo na qualidade de vida. É uma das principais causas de incapacidade em adultos e idosos, especialmente acima dos 60 anos. Quando o tratamento conservador — como analgesia, anti-inflamatórios, infiltrações, fisioterapia e controle de peso — se mostra insuficiente para controle dos sintomas, a artroplastia total do joelho (ATJ) torna-se a intervenção cirúrgica de escolha. A ATJ evoluiu substancialmente nas últimas décadas, com avanços em materiais protéticos, técnicas minimamente invasivas, alinhamento mecânico e cinemático, analgesia multimodal e protocolos de reabilitação acelerada. Tais aprimoramentos resultaram em maior sobrevida dos implantes, recuperação funcional mais rápida e redução das taxas de complicações. A literatura atual aponta que a ATJ proporciona melhora significativa da dor, mobilidade e retorno às atividades, sendo considerada um dos procedimentos cirúrgicos mais bem-sucedidos na ortopedia moderna. No entanto, desafios persistem, como risco de infecção periprotética, rigidez pós-operatória, dor residual e necessidade de revisões cirúrgicas, especialmente em pacientes jovens e obesos. Assim, torna-se fundamental revisar as evidências recentes sobre eficácia, indicações, resultados clínicos e fatores prognósticos da ATJ em pacientes com osteoartrite avançada. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura entre 2013 e 2024 nas bases PubMed, Scopus, SciELO e Web of Science. A artroplastia total do joelho permanece como o tratamento padrão-ouro para pacientes com osteoartrite avançada refratária às terapias conservadoras. A literatura demonstra melhora expressiva na dor, função e qualidade de vida, com taxas de satisfação superiores a 85%. Os implantes modernos apresentam sobrevida de 90% a 95% em 10 a 15 anos, dependendo do tipo de prótese, técnica cirúrgica e perfil do paciente. Fatores como obesidade, doenças crônicas, desalinhamentos severos e idade jovem estão associados a maior risco de complicações ou revisões. A adoção de protocolos de recuperação acelerada, técnicas minimamente invasivas e analgesia multimodal tem contribuído para reduzir o tempo de internação e acelerar a reabilitação. Apesar dos avanços, desafios persistem, incluindo risco de infecção periprotética, rigidez, tromboembolismo e dor residual. Estudos continuam investigando estratégias de otimização pré-operatória, individualização do alinhamento protético e uso de tecnologias como navegação cirúrgica e robótica. Conclui-se que a ATJ é uma intervenção eficaz, segura e altamente benéfica para pacientes com osteoartrite avançada, desde que criteriosamente indicada e acompanhada por protocolos de cuidado integral.

