Prevalência e Fatores Associados à Insegurança Alimentar em Usuários de Um Restaurante Popular de Joinville, Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.2023670p36Palavras-chave:
fatores associados, insegurança alimentar, restaurante popularResumo
Segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. O objetivo do estudo foi identificar a prevalência e os fatores associados à insegurança alimentar em usuários de um restaurante popular de Joinville, Santa Catarina. Trata-se de um estudo transversal ao qual participaram 233 usuários de um restaurante popular, maiores de 18 anos de ambos os gêneros, selecionados por amostragem de conveniência. A coleta de dados ocorreu com a aplicação de um questionário semiestruturado composto por três seções: características do entrevistado, insegurança alimentar e dados antropométricos. A insegurança alimentar foi avaliada por meio da aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. A análise estatística foi realizada no software Biostatic 5.6, sendo utilizado o teste qui-quadrado e considerado significância estatística p?0,05. A prevalência de insegurança alimentar foi de 68,2% (37,8% com insegurança alimentar leve, 17,2% moderada e 13,3% grave) e sua presença esteve associada com o gênero do entrevistado (p=0,019) e do chefe de família (p <0,001) e com a escolaridade do entrevistado (p=0,021). Embora o estado nutricional não tenha se associado estatisticamente, destaca-se a elevada prevalência de excesso de peso encontrada (60,9%). Fazem-se necessárias mais ações que promovam a segurança alimentar e nutricional, em especial voltada para as mulheres, uma vez que o gênero feminino esteve associado a insegurança alimentar. Sugere-se a realização de novas pesquisas, preferencialmente prospectivas, uma vez que a mensuração da prevalência e dos fatores associados a insegurança alimentar é de suma importância para o desenvolvimento de ações que visem a garantia da segurança alimentar e nutricional, devendo estas serem direcionadas às áreas de maiores vulnerabilidades sociais.