NEUROEDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO SOBRE EMOÇÕES, CÉREBRO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250156p76Palavras-chave:
Educação Infantil, Habilidades socioemocionais, NeuroeducaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo analisar as contribuições da neuroeducação para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais na Educação Infantil, por meio de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa. Foram selecionadas produções acadêmicas publicadas entre 2019 e 2024, localizadas em bases indexadas e repositórios institucionais, com foco em estudos que articulam descobertas da neurociência com práticas pedagógicas voltadas à empatia, autorregulação e colaboração. Os resultados indicam que as emoções exercem papel central na aprendizagem e que a plasticidade cerebral da infância torna esse período especialmente propício ao desenvolvimento de competências socioemocionais. Estratégias como a contação de histórias, jogos cooperativos, atividades expressivas e rotinas afetivamente estruturadas foram identificadas como eficazes na promoção dessas habilidades. A análise também aponta que, embora haja crescente valorização da dimensão emocional nas políticas educacionais, como demonstra a Base Nacional Comum Curricular, persistem desafios relacionados à formação docente, à ausência de práticas pedagógicas intencionais e ao uso indiscriminado de tecnologias na infância. Conclui-se que a neuroeducação oferece fundamentos científicos relevantes para a ressignificação das práticas pedagógicas, contribuindo para uma educação integral, que reconhece a criança como sujeito de emoções, relações e aprendizagens. A formação continuada de professores e o compromisso institucional com a cultura do cuidado e da escuta são fatores decisivos para que a integração entre ciência e educação se concretize de forma efetiva na Educação Infantil.

