DISLIPIDEMIAS: ATUALIZAÇÃO DAS DIRETRIZES INTERNACIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260361p88Palavras-chave:
DISLIPIDEMIAS, DIRETRIZES INTERNACIONAIS, MEDICINAResumo
As dislipidemias constituem um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares (DCV), incluindo infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Nas últimas décadas, avanços significativos na compreensão da fisiopatologia do metabolismo lipídico e no desenvolvimento de terapias hipolipemiantes têm levado à constante atualização das diretrizes internacionais. Organizações como a American Heart Association (AHA), American College of Cardiology (ACC) e European Society of Cardiology (ESC) têm enfatizado uma abordagem baseada no risco cardiovascular global, substituindo modelos centrados apenas em níveis isolados de colesterol.
Nesse contexto, o controle do LDL-colesterol (LDL-c) permanece como alvo primário, com metas cada vez mais rigorosas para populações de alto risco. Além disso, novas classes terapêuticas, como os inibidores de PCSK9 e o ácido bempedoico, ampliaram as opções de tratamento, permitindo estratégias mais eficazes e individualizadas.
A incorporação de ferramentas de estratificação de risco e a valorização de medidas não farmacológicas, como mudanças no estilo de vida, também se consolidaram como pilares fundamentais no manejo das dislipidemias. Este resumo baseia-se na análise de diretrizes internacionais recentes, incluindo recomendações da ESC/EAS (2019 e atualizações), ACC/AHA (2018 com revisões subsequentes) e consensos globais sobre manejo de dislipidemias.

