INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS: DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p1079Palavras-chave:
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada; Câncer; Cardiotoxicidade; Quimioterapia; Radioterapia.Resumo
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) consolidou-se como uma entidade clínica complexa no cenário da onco-cardiologia, representando uma intersecção crítica onde a biologia tumoral e as terapias antineoplásicas contribuem para a disfunção miocárdica. Historicamente estimulada pela insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), a ICFEp em pacientes oncológicos e sobreviventes apresenta-se como um desafio diagnóstico silencioso, frequentemente mascarado pelos sintomas sistêmicos do câncer. Esta condição é caracterizada por uma rigidez ventricular progressiva e elevação das pressões de enchimento, resultando em uma mortalidade cardiovascular significativamente elevada, que pode atingir índices até 12,6 vezes superiores aos de pacientes sem cardiopatia. A gênese da ICFEp neste contexto é multifatorial, envolvendo uma "hipótese de solo comum" de inflamação e estresse oxidativo, além da agressão iatrogênica direta de quimioterápicos, terapias-alvo e radioterapia. O manejo exige uma transição de modelos reativos para estratégias de monitoramento hemodinâmico proativo, utilizando biomarcadores e técnicas avançadas de imagem funcional, visando a preservação da reserva cardiovascular e a otimização da sobrevida a longo prazo.

